sábado, 15 de outubro de 2016

Náutico faz má partida, mas luta até o fim e vence o Ceará com gol nos acréscimos


Foi de tanto tentar. O Náutico entrou em campo respaldado por uma campanha quase irrepreensível sob o comando de Givanildo Oliveira. Teve, como em pouquíssimas oportunidades, o apoio massivo da torcida alvirrubra - 25.257 pessoas compareceram à Arena de Pernambuco. Confluência de fatores que jogou ao favor do Timbu. Seguindo um mantra repetido à exaustão por seu treinador, o time jogou na raça quando a técnica não esteve do seu lado. Foi premiado com um gol no apagar das luzes. Novamente, com contribuição de Marco Antônio na bola parada. Fez explodir a torcida que apoiou até o fim e manteve a equipe no G4 pela segunda rodada seguida.

Apesar de ter força máxima dentro de campo - com exceção do goleiro Júlio César, vetado por uma pancada na cabeça -, o Náutico começou o jogo sem a mesma intensidade de outras partidas. Errando muito, especialmente na troca de passes no meio de campo, viu o Ceará tomar a iniciativa no início. Logo aos sete minutos, foi ameaçado por uma falta bem cobrada por Thallyson aos sete minutos que Rodolpho defendeu. Nervoso, o Timbu esperava pelo rival e tentava encaixar um contra-ataque.

A partir dos 20 minutos, a postura alvirrubra começou a ser mais ofensiva. Numa escapada pela direita, o goleiro Éverson saiu mal, Rony cruzou e Vinícius quase aproveitou. Na sequência, cobrança de escanteio cabeceada por Rafael Pereira e boa defesa do goleiro cearense. Alguns minutos depois, a dupla de zaga fez uma lambança e Bergson roubou a bola, mas não conseguiu passar para Vinícius.

Mesmo equilibrando as ações, o setor ofensivo alvirrubro não passou disso na primeira etapa. Reclamou de um lance aos 26 minutos, em que Rony foi derrubado dentro da área, mas o árbitro João Batista de Arruda nada marcou. No final, aos 39, Thallyson ainda obrigou Rodolpho a fazer outra boa defesa, em chute de longe, encerrando um primeiro tempo de poucas chances claras de gol e mais erros que acertos nas duas equipes.

Segunda etapa
O início do segundo tempo manteve o ritmo modorrento do primeiro. Só aos 14 minutos, em cobrança de falta na área que Rafael Pereira desviou com perigo, que o Timbu chegou à meta do Ceará. Quatro minutos depois, Jefferson Nem recebeu de Rony e bateu com desvio.

Embora rondasse a área do Náutico, o Alvinegro tinha dificuldade para criar chances concretas. E sofria com os contragolpes. Aos 24 minutos, Igor Rabello marcou de cabeça, mas estava em posição irregular e teve o gol invalidado. Logo em seguida, após bela jogada de Vinícius, Gastón fez mais um gol que não valeu. Os dois lances acordaram o adversário, que chegou aos 29, com Wescley. Aos 40, Ciel finalizou sem marcação dentro da área, mas isolou.

Aos 49 minutos, quando a torcida se resignava com o empate, a insistência premiou o elenco alvirrubro. Yuri Mamute sofreu falta próximo à bandeirinha de escanteio. Falta que Marco Antônio cobrou com primor para Igor Rabello completar, de cabeça, para as redes. O Ceará, que já contava os minutos para o final da partida, não teve tempo para tentar uma reação. Explosão da torcida alvirrubra. Vitória da insistência.

Náutico
Rodolpho; Joazi, Rafael Pereira, Igor Rabello e Gaston; João Ananias, Rodrigo Souza (Yuri Mamute), Marco Antônio e Vinícius (Renan Oliveira); Bergson (Jefferson Nem) e Rony. Técnico: Givanildo Oliveira.

Ceará
Éverson, Tiago Cametá, Ewerton Páscoa, Charles e Thallyson; Raul, Diego Felipe, Felipe (Felipe Menezes) e Wescley; Lelê (Ciel) e Bill (Rafael Costa). Técnico: Sérgio Soares.

Data: 15/10/16
Horário: 18h30
Estádio: Arena de Pernambuco, em São Lourenço da Mata
Árbitro: João Batista de Arruda (RJ)
Assistentes: Michael Correia e João Luiz Coelho de Albuquerque (ambos do RJ)
Cartões amarelos: Rodrigo Souza, Vinícius, Rony (Náutico), Tiago Cametá, Ewerton Páscoa, Thallyson, Bill (Ceará)
Público: 25.257 pessoas.
Renda: R$ 504.150.

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