domingo, 27 de novembro de 2016

Ativistas protestam contra PEC da Vaquejada neste domingo

Em outubro, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu derrubar a lei do Ceará que regulamentava a prática, sob a justificativa de maus-tratos ao animal
Foto: EBC

JC Online

Protetores, ONGs e ativistas da causa animal vão às ruas do Recife neste domingo (27) contra a Proposta de Emenda Constitucional 50/2016, a PEC da Vaquejada, e outros cinco projetos de lei que promovem vaquejadas e rodeios a manifestos culturais e atividades desportivas. A manifestação ocorre dentro do movimento Crueldade Nunca Mais, em consonância com outras 50 cidades do País. 

Na capital, a caminhada acontece no Bairro do Recife, na área Central. A concentração tem início às 14h na Avenida Rio Branco, em frente ao Banco do Brasil. De lá, os manifestantes seguem até o Marco Zero. “Não estamos protestando contra a vaquejada, porque ela já foi julgada inconstitucional. Existem, no entanto, projetos que querem torná-la patrimônio cultural. Nosso medo é que isso aconteça e acabe abrindo precedentes para a rinha de galo e a farra do boi”, explica Luciane Nascimento, presidente da Federação das Associações e ONGs de Defesa Animal em Pernambuco (Faos-PE). 

Em outubro, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu derrubar a lei do Ceará que regulamentava a vaquejada. Por 6 votos a 5, os ministros julgaram que a prática, tradicional nos Estados do Nordeste, impõe sofrimento aos animais. A decisão causou alvoroço entre os empresários e vaqueiros pernambucanos após o Ministério Público de Pernambuco (MPPE) emitir orientações aos promotores para coibir a realização dos eventos no Estado. A esperança dos envolvidos agora está na aprovação da PEC 50, que tramita no Senado e deverá ser votada esta semana. 

ALTERNATIVAS

“Nossa luta não é contra o evento, mas contra a presença do animal. Aconteceu o mesmo com os circos, por exemplo, quando foi proibida a presença dos bichos. Hoje, eles são mais bonitos e ainda atraem muitas pessoas. Existem alternativas. Com diálogo, ninguém sai prejudicado”, argumenta a presidente da Faos. 

A opinião é compartilhada pela protetora animal Goretti Queiroz. "O principal argumento é o de que o fim da vaquejada seria ruim para a economia. O lucro do evento, porém, vem dos bares, restaurantes, shows e da venda de produtos da terra, não do animal. Não podemos confundir cultura com tortura. O animal é o único que não pediu para estar ali."

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