quarta-feira, 9 de novembro de 2016

SDS investiga peritos envolvidos em inquérito da morte de empresário da Operação Turbulência

Corpo de empresário, investigado pela Polícia Federal, foi encontrado dentro de motel em Olinda. 
Foto: Sérgio Bernardo/JC Imagem

JC Online

Pouco mais de quatro meses após a morte do empresário Paulo César Morato, foragido da Polícia Federal na Operação Turbulência, a Secretaria de Defesa Social (SDS) abriu investigação para apurar irregularidades envolvendo peritos papiloscopistas responsáveis pelos laudos. No apagar das luzes e sem alarde, a Corregedoria Geral da SDS decidiu investigar possíveis falhas no isolamento da área onde o corpo do empresário foi encontrado, dentro de um motel em Olinda, e também possíveis erros cometidos pelos profissionais que não teriam comunicado à chefia que iriam realizar uma perícia complementar no dia seguinte à descoberta do cadáver do empresário.

As investigações foram autorizadas pelo delegado especial Casimiro Ulisses de Oliveira, que responde pelo expediente da Corregedoria da SDS. Na portaria, o gestor afirma que “o perito papiloscopista Lauro José Macena dos Santos teria, em tese, trabalhado incorretamente, quanto a solicitação de manter o local isolado; quanto a necessidade de perícia complementar (…); o perito papiloscopista Ricardo Freitas de Oliveira e o perito papiloscopista Cícero Rubens Bandeira Fernandes teriam, em tese, no dia 23 de junho de 2016, de forma autônoma, sem comunicação a chefia imediata ou qualquer outra autoridade, efetuado deslocamento ao local da morte do Sr. Paulo Cesar, bem como terem realizado perícia complementar no local, tendo, sido prestadas declarações com o nítido propósito de prejudicar as investigações e macular a imagem da Secretaria de Defesa Social”.

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