terça-feira, 6 de dezembro de 2016

Veto de Paulo Câmara a projeto de aliado levanta debate sobre retaliação

Governista, Álvaro Porto (PSD) não estava no plenário para discutir veto do governador a seu projeto
Foto: João Bita/Alepe

JC Onlline

Um veto do governador Paulo Câmara (PSB) a um projeto de Lei do deputado estadual Álvaro Porto (PSD), governista que tem critiaco as ações do Estado principalmente na área de segurança pública, levantou o debate na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) nesta segunda-feira (5). O PL 725/2016 obriga os empreendedores imobiliários a disponibilizarem ao consumidor informações a respeito de todos os seus empreendimentos. A justificativa diz que o veto interfere na atuação das empresas.

"Não fui eu que apresentei. Foi um deputado que não é do meu partido, o deputado Álvaro Porto. E um deputado que tem se colocado aqui de forma contundente em vários temas contra o governo. E coincidentemente é o projeto do deputado Álvaro Porto que está sendo vetado. Quero crer que não seja uma retaliação do governador, do governo, contra o colega", criticou o deputado Edilson Silva (PSOL).

O veto já havia entrado na pauta da Alepe na semana passada, mas não foi votado por falta de quórum. Com mais deputados no plenário, o veto foi aprovado nesta segunda, por 24 votos a 5. Em uma reunião com prefeitos aliados, Álvaro Porto não estava presente na sessão desta segunda.
"GOVERNO DERROTAR GOVERNO"

Antes da votação, o líder da oposição, Silvio Costa Filho (PRB), fez um apelo para que o tema fosse retirado de pauta, já que Álvaro Porto não estava no plenário. "Eu acho que é muito ruim um movimento nessa direção de governo derrotar governo. É a primeira vez que eu vejo isso aqui na Casa. Então eu para não criar nenhuma dificuldade no governo, eu estou fazendo um apelo aos líderes que não votem para não derrotar um companheiro governista", pediu. A declaração levou deputados ao riso.

Do plenário, o presidente da Alepe, Guilherme Uchoa (PDT), acenou para a Mesa que não retirasse o tema de votação. Vice-presidente da Casa, o oposicionista, Augusto César (PTB), informou que o veto já estava dentro do prazo regimental e, por isso, teria que ser votado.

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