segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

Vídeo ambientado em hospital de Aleppo emociona o mundo

Imagens de hospital em Aleppo feitas por Waad Al Kateab e publicadas pelo “Channel 4 News”Foto: Reprodução/Channel 4 News

Priscilla Aguiar
FolhaPE 

A cada dia, uma nova foto, relato ou vídeo se destaca por lembrar ao mundo o da Guerra Civil Síria. As pessoas arriscam as vidas em botes para entrar em países vizinhos, pedem ajuda em vídeos publicados na internet com barulhos de explosões ao fundo ou choram por seus familiares enquanto recebem socorro em hospitais. “Aleppo é um lugar onde as crianças pararam de chorar”, diz o narrador em um vídeo quem vem emocionando o mundo.

As imagens feitas por Waad Al Kateab e publicadas pelo “Channel 4 News” no Facebook fazem muita gente se perguntar o que pode fazer para tentar ajudar. As cenas de terror e tristeza, dor e revolta são ambientadas em um hospital e vêm tocando o mundo. Foram pelo menos 44 milhões de visualizações e mais de 877 mil compartilhamentos em dois dias. 

As imagens começam com uma criança síria chamada de Ayah suja de sangue e destroços após um bombardeio em Aleppo. Fátima, a única adulta de três famílias que tiveram o bloco de apartamentos destroçados por uma bomba conta que todos estavam em casa dormindo quando, de repente, todo o prédio simplesmente caiu. “Oh meu Deus, todas as minhas crianças se foram", diz a mulher, com sangue escorrendo no rosto e poeira por todo o corpo.

Ele aproxima-se de um vizinho, um adolescente chamado Mahmoud. Ele chora e carrega um bebê nos braços. É o seu pequeno irmão Ishmael, de apenas um mês. "Seu rosto é a única coisa repousante neste caos. Mas esse é o sono da morte. Ishmael foi sufocado pelas ruinas. E Mohmoud não quer deixar o corpo do seu irmão", revela o narrador. "Aleppo é um lugar onde as crianças pararam de chora", diz o homem, em inglês.

Mahmoud caminha pelo hospital com o corpo do irmão em seus braços. "O garoto agora age como o pai que ele perdeu", diz o narrador, pouco antes das imagens mostrarem o adolescente consolando a vizinha. Ele diz que os parentes dela não morreram em vão e que Deus irá vinga-los "deste opressor (Assad)".

Um menino e uma menina chegam ao hospital também repletos de poeira. Eles procuram a mãe de quarto em quarto. Ainda não se sabe se eles tornaram-se ou não órfãs. “Nós não sabemos os nomes deles e eles não sabem ainda se eles são órfãos. Eles deixam o pai nos escombros e procuram a mãe", diz o homem.

Fátima encontra o corpo de uma de suas filhas. "Porque você me deixou, ela pergunta a filha que descreve como o seu porto seguro (her rock). Sabendo que esta questão neste lugar não tem real resposta". No outro quarto, os irmãos continuam a espera de notícias da mãe, em outra cama de hospital, cobertos de poeira, "esgotados entre palavras de uma vida além da descrição."

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