quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

Tiro no escuro para 2018 - Magno Martins

No Brasil, as disputas eleitorais começam cedo, no mínimo dois anos antes. Após o Carnaval, anote aí, já estará sendo dada a discussão da sucessão presidencial e dos governos estaduais em 2018. Alguém tem dúvida de que em Pernambuco a oposição bota o bloco na rua tão logo o Homem da Meia Noite deixe dormindo pelas ladeiras de Olinda o último folião ressacado da folia?

O senador Armando Monteiro Neto (PTB), principal liderança da oposição, é um político curtido pelo passar dos anos e, certamente, sabe que, leitor do Eclesiastes, o tempo ainda será outro para assumir a sua candidatura. Mas a vereadora Marília Arraes, alternativa do PT, segundo interlocutores, tende a assumir logo o projeto de uma pré-candidatura majoritária, para infernizar o PSB.

No plano nacional, o cenário é de uma obscuridade nunca vista. Réu já em cinco processos envolvendo três operações diferentes na operação Lava Jato, o ex-presidente Lula é um morto vivo. Se escapar das garras da justiça, o que parece impossível, passará a campanha dando explicações. Tancredo Neves dizia que quando o político começa a se explicar está cavando a sua própria sepultura. A profecia se aplica perfeitamente ao líder petista.

Na seara tucana, fala-se na candidatura do governador Geraldo Alckmin, fortalecido nas eleições municipais ao emplacar no primeiro turno o prefeito da capital, João Dória. Mas tem muito que explicar, também, sobre fraudes em seu governo e que atingem igualmente outros tucanos de alta plumagem, como José Serra, chuva de verão no Ministério das Relações Exteriores.

Aécio Neves, por sua vez, como Lula, vive o inferno astral de operações no Governo mineiro revelando as promiscuidades com as mesmas empreiteiras envolvidas na operação Lava jato. Quem sobra? Jair Bolsonaro? Pelo amor de Deus! Seria o pior retrocesso que este País poderia sofrer. Marina Silva, arrastada para a jaula dos leões pelas mentiras deslavadas na campanha passada, é matéria vencida.

Na verdade, o Brasil está sem lideranças, vácuo que pode ser preenchido por aventureiros, que vão surgir, inevitavelmente, da mesma forma que Bolsonaro desabrocha. Faltando menos de dois anos para o povo brasileiro eleger, democraticamente, o presidente que substituirá a presidenta cassada, sobram dúvidas, faltam candidatos.

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