terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

E agora, Alexandre?


“É vedado (para o cargo de ministro do STF) o acesso daqueles que estiverem no exercício ou tiveram exercido cargo de confiança no Poder Executivo, mandatos eletivos, ou o cargo de procurador-geral da República, durante o mandato do presidente da República em exercício no momento da escolha, de maneira a evitar-se demonstração de gratidão política ou compromissos que comprometam a independência de nossa Corte Constitucional”. MORAES, Alexandre. 2000.

Sim, nestas exatas palavras, Alexandre de Moraes, o agora indicado para a vaga do falecido Ministro Teori Zavascki no STF defendia o veto à própria indicação para que situações como essa não comprometessem a idoneidade do STF.

Além disso, nem deveria ser necessário mencionar a postura altamente questionável do Ministro da Justiça durante a atual crise no sistema carcerário brasileiro. Buscando constantemente os holofotes, Alexandre de Moraes se mostrou estar mais preocupado em aparecer diante das câmeras em coletivas de imprensa do que procurar soluções para os problemas que assolam a sua área de atuação.

Por fim, mas não menos importante, há de ser mencionado que Alexandre de Moraes é filiado ao PSDB, da turma de Geraldo Alckmin em São Paulo. Afinal, seria esta a hora para indicar um nome político para o STF? Exatamente no momento que precede o julgamento do maior caso de corrupção envolvendo políticos na história do Brasil?

Nenhum comentário :

Postar um comentário