terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

Filho de Raul Jungmann perde cargo um dia após nomeação vir a público

Blog do Jamildo

Após uma reportagem do portal UOL sobre a nomeação do filho do ministro da Defesa, Raul Jungmann (PPS), para um cargo comissionado no Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), o Diário Oficial da União publicou nesta terça-feira (21) a anulação da portaria.

A publicação não traz o nome do filho do ministro e diz apenas que “o ministro de Estado da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, no uso da competência que lhe foi delegada, resolve: Tornar sem efeito a Portaria MCTIC N°824, de 15 de fevereiro de 2017, publicada no Diário Oficial da União nº 36, Seção 2, página 6, de 20 de fevereiro de 2017”.

O filho de Jungmann, Bruno Costa Jungmann, não havia assumido o posto de assessor da Secretaria Executiva do MCTIC, pasta comandada pelo ministro Gilberto Kassab (PSD). Bruno receberia um salário de R$ 9.400 por mês.

Inicialmente, o Ministério da Defesa declarou que não via problemas na nomeação de Bruno Jungmann. Mas, depois voltou atrás e informou que o ministro Raul Jungmann pediu a Kassab que anulasse a nomeação do filho.

“O ministro sustenta que não encontrou nenhuma irregularidade na nomeação de seu filho, mas, para evitar a exposição de sua família, ele pediu ao ministro Gilberto Kassab para anular a nomeação”, disse a assessoria do ministro da Defesa.

Segundo UOL, o Ministério da Defesa informou que a nomeação de Bruno Jungmann foi feita a convite de Gilberto Kassab. Questionado se o ministro da Defesa considera razoável a nomeação de seu filho para um cargo em outro ministério, a assessoria do órgão respondeu afirmando que a nomeação não teria “nenhuma relação ou infringência relacionada a nepotismo”.

Em nota, o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações afirmou que a nomeação de Bruno Jungmann “ocorreu devido à sua excelente formação e a convicção de ele estar muito bem preparado para o cargo ao qual foi nomeado”. No mesmo texto, o ministério diz ainda que “irá analisar as implicações legais desse ato com relação às normas de nepotismo na administração pública federal e, se forem constatadas quaisquer infrações às legislações vigentes, a portaria de nomeação pode se tornada sem efeito, uma vez que o nomeado ainda não tomou posse”.

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