terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

Polícia desarma quadrilha que desviou mais de R$ 1 milhão em Panelas

Delegada Patrícia Domingos apresentou os detalhes do caso nesta segunda-feira (20)Foto: Divulgação/PCPE

Folha-PE


Funcionário da Prefeitura criava pagamentos para empresas de amigos e irmão

Quatro pessoas foram presas por desviar mais de R$ 1 milhão dos cofres públicos da Prefeitura de Panelas, no Agreste de Pernambuco. As prisões aconteceram durante a Operação Profissão Perigo, deflagrada na última sexta-feira (17), e as informações foram divulgadas em coletiva de imprensa nesta segunda (20) pela Polícia Civil. Um dos suspeitos é um funcionário público que atuava na tesouraria do município e confessou o crime. 

O caso foi investigado pela Delegacia De Crimes Contra a Administração e Serviços Públicos (Decasp), que recebeu uma denúncia de desvio de verbas públicas. 

Macgayver Bergson Chaves Gomes era assessor de nível médio e atuava diretamente na parte informatizada do setor de tesouraria, inserindo e autorizando os pagamentos da Prefeitura. Ele cometia as infrações ao lançar pagamentos para duas empresas que não prestavam serviços ou entregavam produtos ao município. O caso foi investigado pela Delegacia de Crimes contra a Administração e Serviços Públicos. 

A primeira empresa pertencia ao irmão de Macgayver, a empresa de autopeças Johnnattas Rosemberg Chaves Gomes ME. A segunda seria uma produtora de eventos, a Mainart Produções Ltda. ME, dos sócios Wyllams Mainart dos santos e Nivaldo Inácio Dos Santos. De acordo com informações da delegada Patrícia Domingos, à frente das investigações, Wyllams seria apenas um “laranja” no esquema de desvio de verbas, tendo emprestado seu nome a empresa. Da verba destinada à Maynart Produções, Nivaldo recebia 12% e Macgayver, 88%. 

O golpe aconteceu entre maio de 2015 e dezembro de 2016 e desviou mais de R$ 1 milhão de reais. “É importante frisar que há possibilidade de recuperação dos valores, uma vez que o juiz, a pedido da Polícia, decretou sequestro de bens tanto dos investigados quanto das empresas suspeitas. E através desse bloqueio de contas bancárias é possível que esse valor desviado possa ser recuperado e devolvido ao município de Panelas”, afirma a delegada. 

Patrícia confirma que as investigações continuam e que mais pessoas podem estar envolvidas. Apesar de Macgayver ser filho do tesoureiro de Panelas, a delegada descarta, a princípio, o envolvimento do pai nos crimes. 

Os quatro acusados foram encaminhados para o Centro de Observação Criminológica e Triagem Professor Everardo Luna – Cotel, em Abreu e Lima, na Região Metropolitana do Recife. Macgayver foi acusado por peculato, falsidade ideológica e associação criminosa. Os demais, por peculato e associação criminosa.

Nenhum comentário :

Postar um comentário