domingo, 5 de março de 2017

MPF pede laudo do reservatório que vazou e desalojou 60 famílias em PE

Folhapress

O Ministério Público Federal pediu ao Ministério da Integração Nacional a elaboração de um laudo pericial em cinco dias que assegure que o reservatório de Barreiros, em Sertânia (PE), não teve sua estrutura danificada.

Após uma semana da inauguração, a barragem, que faz parte da Transposição do rio São Francisco, começou a vazar nesta sexta-feira (3) destruindo estradas e obrigando 60 famílias a se desalojarem.

A recomendação enviada à Secretaria de Infraestrutura Hídrica, em Brasília, quer a garantia de que a vazão de água gerada pelo vazamento não afetará outras barragens, como a de Poções e Camalaú, na Paraíba. Assim como Barreiros, ambas são parte do eixo leste da Transposição.

"Esses açudes são antigos, mantidos e operados de maneira diferenciada em relação ao sistema operacional a ser adotado pelo novo empreendimento, sendo preciso realizar ações com vistas à recuperação e atualização desses barramentos", diz a procuradora da República Janaína Andrade de Sousa.

A procuradora recomenda ainda que barragens com estruturas mais altas que 15 metros ou com capacidade de acumulação igual ou superior a 3 milhões de metros cúbicos sigam a Política Nacional de Barragens e que todos os 21 açudes inseridos na transposição se enquadrem nessas condições.

Segundo o Ministério da Integração Nacional, técnicos das empresas responsáveis pelas obras na região estão em campo tentando conter a água. Enquanto isso, um ginásio, uma escola municipal, um salão paroquial e até o canteiro de obras estão servindo de abrigo temporário para os moradores que foram retirados de suas casas.

Além do alojamento, estão sendo providenciados kits contendo colchonetes, material de higiene e mantimentos. A expectativa é conter o vazamento neste sábado (4).

Até o momento, não foi identificado nenhum risco estrutural ao reservatório, que deveria ter sido entregue em 2012. "A barragem está íntegra, permitindo, inclusive, o tráfego de caminhões", diz uma nota do ministério.

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