segunda-feira, 20 de março de 2017

Rebelião em unidade da Funase em Abreu e Lima termina com um interno morto




Rebelião ocorreu na Case de Abreu e Lima
Foto: Alfeu Tavares

Luiz Filipe Freire 
Folha de Pernambuco

Na noite deste domingo (19), os internos do Centro de Atendimento Socioeducativo (Case) de Abreu e Lima iniciaram uma rebelião. Um dos jovens, de 17 anos, foi decapitado durante o motim. Foram queimados colchões e entulhos durante o motim (veja no vídeo abaixo), que já foi controlado após a chegada do Batalhão de Choque da Polícia Militar.

O comandante da Guarda Externa do Case, o sargento Dejair Araújo confirmou que os internos tentavam quebrar uma parede na parte traseira quando foram identificados através das câmeras de segurança do local. Nesse momento, foi iniciada uma briga entre os próprios jovens e um deles foi morto e decapitado. 

De acordo com Dejair Araújo, "outro jovem, de 18 anos, que também seria alvejado por outros internos, foi salvo por um dos policiais". A rebelião foi controlada poucas horas depois, com a chegada do Batalhão de Choque. O Corpo de Bombeiros foi acionado para conter as chamas provocadas pelo fogo ateado em colchões e entulhos.
O sargento ainda denunciou que o Case conta com cinco postos de guarda, mas apenas dois funcionam atualmente, e de modo precário. Durante a madrugada desta segunda-feira (20), serão realizados trabalhos de contagem dos internos e de prejuízos à estrutura da unidade. 

Nota oficial da Funase:
A Fundação de Atendimento Socioeducativo (Funase) informa que a rebelião registrada por volta das 20h, no Case Abreu e Lima, foi controlada com a chegada do Batalhão do Choque. Os adolescentes tocaram fogo em colchões e o Corpo de Bombeiros controlou rapidamente os focos. Um adolescente de 17 anos foi vitimado por um grupo de internos e, no momento, o trabalho de varredura está sendo feito pelo batalhão para totalizar possíveis fugas e feridos. A Funase esclarece que todos os esforços possíveis estão sendo tomados para minimizar os danos. A diretoria da Funase e a corregedoria estão presentes na unidade para tomar todas as providências e iniciar o levantamento das possíveis causas e responsabilidades.

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