sábado, 8 de abril de 2017

João Paulo, sobre ir para base de Temer: “Isso é um crime contra mim”

Blog da Folha

Afirmando que o PT está passando por um momento muito importante, após o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, o ex-prefeito do Recife João Paulo garantiu que não pensa em deixar o PT.

Ao comentar os rumores de que ele estaria de malas prontas para deixar a legenda e migrar para a base de Michel Temer, o líder petista usou de bom humor para descartar a hipótese. “Isso é um crime contra mim”, disparou, ao falar sobre as insinuações de que reforçaria a base de Temer.

“Veja só, eu era superintendente da Sudene. Quando Dilma foi afastada, eu deixei o cargo juntamente com os ministros. No momento em que foi dado o golpe”, explicou João Paulo, em entrevista à Rádio Folha FM, 96,7.

Assim como afirma não ter sentido migrar para a base de Temer, o ex-prefeito descarta a possibilidade de abandonar o campo de oposição e caminhar ao lado do governador Paulo Câmara.

João Paulo lembra que o PSB sempre foi um aliado histórico do PT, mas nas eleições de 2014 fez uma opção de caminhar em outro lado.

Sobre a possibilidade de uma aliança eleitoral com o PT no próximo ano, o petista afirma que tudo vai depender da conjuntura.

“Como bem disse o presidente Bruno (Ribeiro), vai depender da posição que o PSB vai tomar. O PSB vai estar apoiando tudo isso que o Governo Temer está fazendo? Isso é uma conjuntura. Não estar apoiando é outra”, projetou João Paulo.

Também presente ao programa na Rádio Folha, o presidente do PT, Bruno Ribeiro, indagado se o PT poderia abrir os braços para o PSB, respondeu na bucha: “Não”. Mas depois amaciou: “O PT está com seus compromissos históricos, com o trabalhador, com o povo. Quem se afastou e quiser voltar, a gente dialoga. Quem se afastou e quer voltar para defender o povo o País o Estado, a gente dialoga”.

Em relação à aliança formada com o senador Armando Monteiro Neto (PTB) nas últimas eleições, a resposta foi similar à questão do PSB. “Sobre Armando Monteiro Neto, é outra conjuntura que ainda vai se definir”, pontuou João Paulo.

Sobre o futuro de João Paulo na legenda, Bruno Ribeiro afirmou que se chegar uma carta de desfiliação do ex-prefeito na sede do PT, ela será “rasgada”.

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