quarta-feira, 10 de maio de 2017

Refinaria Abreu e Lima: cronograma segue indefinido

Pedro Parente
Foto: Arquivo

Mariama Correia
Folha de Pernambuco

A conclusão da primeira linha de refino (Trem 1) da Refinaria Abreu e Lima (Rnest), em Suape, está garantida, mas a segunda etapa do empreendimento segue sem data prevista para começar. De acordo com o presidente da Petrobras, Pedro Parente, a decisão sobre a construção do Trem 2, que faria o empreendimento atingir a sua capacidade total de 230 mil barris de petróleo por dia, dependerá do comportamento do mercado daqui para frente. 

“Não há uma previsão porque eles esperam uma reação do mercado. Até porque hoje existe uma superoferta de combustível”, comentou o vice-governador e secretário de Desenvolvimento Econômico, Raul Henry. A petrolífera já chegou a informar que procura um parceiro privado para tocar a segunda fase do empreendimento, alvo das investigações da Operação Lava Jato e cujas obras se arrastam desde 2005. 

Henry acompanhou o governador do Estado, Paulo Câmara, ontem, durante reunião com o Parente, no Rio de Janeiro. Os negócios da estatal em Pernambuco foram o tema do encontro. “As obras do Snox (equipamento para redução das emissões de poluentes) já foram autorizadas e devem ser iniciadas em breve”, completou Henry, acrescentando que o presidente Parente não deu data para a conclusão do Trem 1. Recentemente a Petrobras divulgou a contratação da empresa Qualiman para retomar as obras do Snox, que deve entrar em operação em junho de 2018. "É muito importante que a Refinaria tenha sustentabilidade. Apesar de toda a crise pela qual passou o Brasil e, principalmente, a Petrobras, o presidente se mostrou aberto à manutenção dos investimentos que a empresa tem no nosso Estado", avaliou o governador, em nota emitida pela sua Assessoria.

A venda da Petroquímica Suape e da Companhia Integrada Têxtil (Citepe) à Alpek também esteve na pauta. A negociação ainda depende do aval do Cade, mas o presidente da Petrobras garantiu ao representantes de Pernambuco "que todos os entraves jurídicos já foram superados". Em março passado, a venda do empreendimento foi aprovada em assembleia dos acionistas da Petrobras. A transação tem valor total de US$ 385 milhões (R$ 1,2 bilhões), muito abaixo do montante investido do empreendimento, aproximadamente R$ 9 bilhões. Por esse motivo ela chegou a ser suspensa pela Justiça. Parente adiantou ainda os interesses do grupo mexicano em ampliar investimentos nas duas unidades em Pernambuco.

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