sexta-feira, 9 de junho de 2017

Ex-prefeitos de Carpina e Lagoa do Carro são alvos de operação policial

Ex-prefeito de Carpina
Foto: Reprodução/Internet

Folha-PE

Os ex-prefeitos de Carpina e Lagoa do Carro, ambos na Mata Norte de Pernambuco, foram alvos de operação da Polícia Civil na manhã desta sexta-feira (9). Denominada de Fraus, que significa fraude, em latim, a operação foi deflagrada com o objetivo de realizar o cumprimento de cinco mandados de prisão em desfavor de investigados pela prática dos crimes de fraude em licitação, falsidade ideológica, peculato, corrupção, associação criminosa e lavagem de dinheiro.

De acordo com o chefe da Polícia Civil, Joselito Kehrle, todos esses crimes juntos somam uma pena de aproximadamente 50 anos de prisão.

Os alvos foram Carlos Vicente de Arruda Silva, conhecido por Carlos do Moinho, que é ex-prefeito de Carpina, e Antônio Carlos Guerra Barreto, conhecido como Tota Barreto, que é ex-prefeito de Lagoa do Carro e atual vereador de Carpina. Além dos mandados de prisão, estão sendo cumpridos 14 mandados de busca e apreensão e seis mandados de condução coercitiva, todos expedidos pela Vara Criminal da Comarca de Carpina.

O delegado informou que as licitações em questão foram realizadas em prefeituras no período em que exerceram os mandatos.

"Tanto na Prefeitura de Lagoa do Carro quanto na Câmara de Vereadores de Carpina, onde acontece o cumprimento de mandados de busca e apreensão, e a partir daí esperamos fechar esse ciclo de corrupções com o erário público, ou seja, com desvios e fraudes em licitações e pelo tamanho e dimensão da organização a gente também indiciou por associação criminosa e lavagem de dinheiro", afirmou Kehrle. 

Participam da operação, 102 policiais civis, entre delegados, agentes e escrivães. A operação tem como ambiente operacional os municípios de Carpina, Lagoa do Carro, Lagoa de Itaenga e Recife. As investigações foram realizadas pela Delegacia de Carpina, por meio do delegado Diego Pinheiro, com apoio do Núcleo de Inteligência da Zona da Mata e da Diretoria de Inteligência da Polícia Civil.

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