quinta-feira, 20 de julho de 2017

Comerciante em Olinda é suspeito de filmar clientes e funcionárias no banheiro

Sandro Silva Leal
Foto: Divulgação/PCPE

Folha-PE

Um comerciante em Olinda foi autuado em flagrante nesta terça-feira (18) suspeito de ato obsceno e assédio sexual. Segundo o delegado do município, Gilmar Rodrigues, Sandro Silva Leal, 46 anos, filmava funcionárias e clientes no banheiro feminino de uma loja de produtos naturais, localizada no bairro de Casa Caiada, para obter prazer sexual ao mesmo tempo em que tentava seduzir as trabalhadoras.

Além das filmagens, o comerciante, após o uso do banheiro pelas mulheres, ia ao recinto e cheirava o papel higiênico usado por elas, numa espécie de parafilia, um comportamento sexual em que a pessoa obtém o prazer não pelo ato sexual, mas através de outros meios. O suspeito disse à polícia que é vítima de uma armação das funcionárias. 

Segundo o delegado, as filmagens foram feitas há um mês, e as imagens foram encontradas no computador do comerciante, que é o dono da loja. Pelo menos seis mulheres foram vítimas, e duas delas decidiram denunciar.

Após a abertura dos boletins de ocorrência, a polícia foi ao local esta terça, e o delegado disse que os dois crimes foram constatados. Primeiro, o de gesto obsceno, pois as filmagens das mulheres estavam expostas no computador dele. Segundo, o de assédio sexual. “É o que ele fazia, inclusive hoje, alisava, tentava seduzir, mandava vídeo pornô, usufruindo da posição de dono. Fomos ao local, constatamos a veracidade por conta do celular dele, que tem a proposta para as funcionárias, convidando para sair, como tem as filmagens dele entrando no banheiro após as funcionárias. Ele pega o papel e cheira”, disse.

Somados os dois crimes, a pena pode chegar a quatro anos de prisão. O suspeito foi liberado após pagar fiança de R$ 5 mil porque, segundo o delegado, crime com pena de até quatro anos de reclusão é afiançável na delegacia. “É um crime repugnante, nojento, tudo de ruim, mas a lei manda arbitrar fiança e ele tem os R$ 5 mil”, disse o delegado, que afirmou que vai pedir prisão preventiva.

A mãe de umas das funcionárias que teria sido assediada contou à reportagem como souberam do crime. “Uma moça foi falar com o namorado no computador [do comerciante], descobriu as imagens e falou para a minha filha. Ela mandou algumas imagens para a minha filha, que ficou em desespero, chorando, tremendo em casa. Agora, será que existe Justiça nesse país? O homem paga R$ 5 mil e vai embora”, lamentou a mulher, que preferiu não ser identificada.

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