sexta-feira, 18 de agosto de 2017

Agência do Trabalho oferece 414 vagas nesta sexta-feira (18)


TV Jornal

Uma alternativa para quem está em busca de emprego é se candidatar a uma das 356 vagas oferecidas pela Agência do Trabalho de Pernambuco para esta sexta-feira (18). Os salários variam entre R$ 937,00 e R$ 3.471,70.

Podem se candidatar profissionais de todos os níveis de escolaridade e pessoas com deficiência. As vagas estão distribuídas em diversas regiões de Pernambuco. Clique aqui para verificar o telefone e o endereço de uma Agência do Trabalho mais próxima da sua localidade.

Confira a lista de vagas:



Show beneficente em favor de crianças carentes de Campo Grande


quinta-feira, 17 de agosto de 2017

Charge do Samuca - Diário de Pernambuco


MPPE cobra da Compesa normalização de abastecimento em Olinda

Torneiras secas e baldes cheios se tornaram rotina entre moradores de vários bairros da cidade
Foto: Mandy Oliver

Folha-PE

A Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa) tem até 60 dias para apresentar ao Ministério Público de Pernambuco (MPPE) um cronograma com as medidas emergenciais a serem tomadas em relação às irregularidades no abastecimento de água no bairro de Jardim Fragoso Alto, em Olinda. O problema foi mostrado há seis dias pela reportagem da Folha de Pernambuco

A recomendação é resultado da audiência pública ocorrida nesta quarta-feira (16), na sede das Promotorias de Justiça de Olinda, na avenida Pan-Nordestina, no município. A Compesa se comprometeu em verificar o problema nesta quinta-feira (17) para, então, apresentar as providências a serem tomadas ao MPPE.

De acordo com o relato dos moradores, o problema ocorre há seis meses e, para realizar tarefas básicas do dia a dia, como escovar os dentes, tomar banho, cozinhar ou lavar roupa, a única solução é alugar carros-pipa. Conforme os moradores, quando o calendário marca o dia de chegar água às casas, a falta de pressão mantém as torneiras vazias.

Portaria no Diário Oficial exclui Joel da Harpa da PM

Blog da Folha

Uma portaria da Secretaria de Defesa Social (SDS), assinada pelo secretário Antônio de Pádua e publicada no Diário Oficial de Pernambuco, nesta quarta-feira (16), determina a punição de Joel Maurino do Carmo, mais conhecido como Joel da Harpa (Podemos), deputado estadual, com "a pena de exclusão a bem da disciplina", resultado de um processo administrativo. 

O processo diz respeito à venda, em 2009, de um imóvel, em Candeias, Jaboatão dos Guararapes, pelo valor de R$ 5 mil, a outro soldado da Polícia Militar "como se fosse de sua propriedade". A publicação pede, ainda, o arquivamento do processo administrativo em relação ao segundo soldado, "por não ter sido comprovado que tenha praticado algum tipo de infração disciplinar".

Outro lado

Em contato com o Blog da Folha, o deputado Joel da Harpa afirmou que a decisão da Corregedoria é perseguição e que "eles estão errando o alvo". "Eles não conseguem ressuscitar o Pacto (pela Vida) e estão tentando prejudicar, injustiçar quem defende a segurança pública de Pernambuco", disse o parlamentar. 

Joel da Harpa explicou que o terreno em questão era do seu pai, uma posse, que foi vendido para um policial amigo. O deputado afirma ter ido ao cartório para realizar a venda do mesmo. O PM mora no local há quase dez anos, segundo o deputado. "Depois desse tempo, apareceu um cidadão dizendo que é dono do terreno. Ele foi para a Corregedoria e foi para a Justiça. E a Corregedoria, para minha surpresa, me excluiu. E me excluiu por quê? É naturalmente perseguição ao nosso posicionamento. E está mostrando a falência do Governo em relação ao Pacto pela Vida. Deviam estar atrás de bandido, mas estão atrás de quem quer melhorar a segurança", disparou.

O deputado estadual Joel da Harpa afirmou que sua equipe jurídica está trabalhando no caso. "Vou até o Supremo Tribunal Federal. Tenho plena consciência da minha inocência. Tenho consciência que é perseguição", disse o parlamentar.

Plenário da Câmara conclui debates de PEC da reforma política; votação fica para semana que vem

Agência Câmara

O Plenário da Câmara dos Deputados encerrou nesta quarta-feira (16) a discussão da proposta que altera o sistema eleitoral para o Legislativo e cria um fundo para financiar as eleições (PEC 77/03). A votação do texto ficará para a semana que vem.

A proposta foi incluída na pauta depois de aprovado um requerimento para eliminar o prazo entre a votação na comissão especial e no Plenário. O colegiado aprovou a PEC ontem (terça-feira).

O líder da Minoria, deputado José Guimarães (PT-CE), chegou a falar de um acordo para se votar o texto ainda nesta quarta-feira, mas os trabalhos foram finalizados após o encerramento da discussão.

O fim da fase de discussão também acaba com o prazo para apresentação de destaques, que são tentativas de alterar o texto. Guimarães adiantou que haverá destaque para retirar da proposta o valor a ser destinado ao fundo para as campanhas eleitorais. O texto aprovado pela comissão especial define em 0,5% da receita corrente líquida do governo federal o repasse ao fundo para custear as eleições. A estimativa é que o valor repassado no ano que vem chegue a R$ 3,6 bilhões.

Segundo Guimarães, o destaque defendido vai transferir a definição dos repasses para a Comissão Mista de Orçamento, durante a elaboração da Lei Orçamentária Anual (LOA).

Além do fundo para o financiamento público das eleições, outro ponto polêmico da proposta são as mudanças na regra de eleição de deputados e vereadores. Atualmente eleitos pelo sistema proporcional, em que a definição dos representantes depende da votação global dos partidos e coligações, esses políticos passariam a ser eleitos pelo sistema majoritário em 2018 e em 2022; e pelo sistema distrital misto a partir de então.

O sistema majoritário é o "distritão": são eleitos os mais votados. Já no distrital misto, metade dos representantes eleitos serão os mais votados no distrito e os demais serão escolhidos por uma lista preordenada pelos partidos políticos.

"Distritão"
O "distritão" foi o alvo das maiores críticas durante a discussão em Plenário. “O 'distritão' é desnecessário como transição para o distrital misto, desperdiça votos, impede a representação de minorias. Em nada vai ajudar a melhorar a representação da sociedade”, afirmou o deputado Alessandro Molon (Rede-RJ).
Para o líder do PT, deputado Carlos Zarattini (SP), o sistema proporcional ainda é superior ao modelo proposto. “O sistema chamado distritão desorganiza os partidos e impede a renovação partidária”, afirmou.

A líder do PCdoB, deputada Alice Portugal (BA), defendeu a manutenção do sistema proporcial que temos hoje, com mudanças nas regras de coligações. Ela chamou o distritão de “desfile de individualidades”.

“O PCdoB não vota em 'distritão' nem em distrital misto. Vamos aprimorar a democracia com a proporcionalidade, garantindo o fim das coligações. Com isso, garantiremos a média do brasileiro e da brasileira”, disse a deputada.

Quem defendeu o modelo majoritário para 2018 e 2022 foi o deputado Julio Lopes (PP-RJ). “O distritão é mais fácil para a sociedade entender e, se é mais fácil para entender, é mais fácil para participar”, avaliou.

Já o deputado Danilo Forte (PSB-CE) argumentou que o "distritão" é um modelo para fazer a transição entre o sistema proporcional – que é o atual – e o distrital misto, proposto para ser aplicado após 2022. “É um avanço, delineando um processo para chegar ao distrital misto. Além disso, um novo tipo de financiamento, o público, merece um novo processo eletivo”, afirmou.

O deputado Arolde de Oliveira (PSC-RJ), no entanto, disse que já não há mais tempo para aprovar regras que valham para 2018, como querem os parlamentares. Para vigorar no ano que vem, essas mudanças precisam ser aprovadas na Câmara e no Senado antes de outubro deste ano. “Estamos discutindo uma reforma política em causa própria, em 45 dias, para ser votada. O eleitor não é bobo, ele está vendo isto”, disse.

Agência do Trabalho oferece 356 vagas nesta quinta-feira (17)


TV Jornal

Uma alternativa para quem está em busca de emprego é se candidatar a uma das 356 vagas oferecidas pela Agência do Trabalho de Pernambuco para esta quinta-feira (17). Os salários variam entre R$ 937,00 e R$ 2.036,92.

Podem se candidatar profissionais de todos os níveis de escolaridade e pessoas com deficiência. As vagas estão distribuídas em diversas regiões de Pernambuco. Clique aqui para verificar o telefone e o endereço de uma Agência do Trabalho mais próxima da sua localidade.
Confira a lista de vagas:


quarta-feira, 16 de agosto de 2017

Presidente do STF diz que, se depender dela, Brasil dará um basta à corrupção

Agência Brasil

A presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Cármen Lúcia, afirmou que, no que depender dela, o Brasil dará um basta à onda de corrupção no país.

“Eu gosto e confio no Brasil e não quero me mudar do Brasil. Nas condições em que o país está, precisa ser mudado”, disse a ministra, ao encerrar, no fim da manhã desta terça-feira, o encontro Mitos & Fatos, promovido pela rádio Jovem Pan, em São Paulo.

Abordada por uma jornalista quando saía do evento, Cármen Lúcia disse que “não tem nada pautado”, no âmbito do STF, impondo risco de reversão da decisão que possibilitou levar condenados em segunda instância à prisão.

Pouco antes, a ministra se encontrou com o juiz Sérgio Moro, responsável pelos processos da Operação Lava Jato na primeira instância, que, ao abrir o encontro, manifestou preocupação com os rumos de medidas que possam não dar sequência aos trabalhos do Ministério Púbico Federal (MPF).

Em sua palestra, Cármen Lúcia afirmou que a única forma de viver sem o caos é preservar os princípios éticos. “Todo ato de desonestidade é uma forma de fazer com que o outro se sinta injustiçado, e não podemos deixar que isso prospere”, disse a ministra. Ela destacou a responsabilidade de cada cidadão nesse processo de valores éticos, dizendo que, quando uma pessoa fura fila ou pisa na grama, mesmo havendo uma placa que diz que isso é proibido, está colaborando para que se adote um comportamento contrário aos princípios desejados.

A ministra enfatizou que a ética não é apenas uma questão de escolha, porque está respaldada em princípios jurídicos, que precisam ser cumpridos. Em defesa desses princípios, Cármen Lúcia afirmou que é preciso acabar com o conceito histórico na sociedade civil em torno da corrupção. Os privilégios têm de acabar para se ter de fato uma república, acrescentou.

Charge do Mariano - A Charge Online


Integrantes de milícia presos no Agreste chegaram a fazer segurança de políticos

Foto: Mandy Oliver

Thiago Cabral
Folha de Pernambuco

A prisão de nove integrantes de uma milícia que atuava no Recife e em municípios do Agreste, especialmente em Santa Cruz do Capibaribe e cidades vizinhas, foi apresentada nesta quarta-feira (16) pela Polícia Civil de Pernambuco. O grupo contava com a participação de quatro policiais militares que faziam de maneira ilegal a segurança privada nos centros comerciais da região. A milícia atuava principalmente na segurança privada, que chegou a ser usada por políticos no período de eleição. “Durante as investigações que se sucedeu no período das eleições ficou constatado que eles faziam a segurança de candidatos da região”, observou o delegado.

Eles são acusados de homicídio, concussão (exigir vantagem indevida), porte ilegal de arma de fogo, comércio ilegal de armas e munições, além de usurpação da função pública. Dentre os objetos apreendidos estão cinco armas, munições e apetrechos policiais usados pelo grupo. 

De acordo com o delegado Bruno Vital, que coordenou as investigações, o levantamento das práticas da milícia começou há dez meses, a partir de uma denúncia de populares. “Alguns oficiais que não eram integrantes do grupo estavam sendo ameaçados e intimidados, inclusive com disparos de armas de fogo, por terem transferido de batalhão ou modificado turnos de integrantes da organização criminosa”, contou o delegado Bruno Vital.

Na última terça-feira (15), foram cumpridos nove mandados de busca e apreensão e oito mandados de prisão, resultando na prisão de sete indivíduos. Um oitavo integrante seria o líder da milícia, o policial militar Orlay Soares dos Santos, que se apresentou na manhã desta quarta-feira (16). 

O PM, que tem mais de dez anos de corporação, cobrava para recuperar os bens roubados, pedindo um valor que variava de acordo com o objeto, e era definido por uma tabela de preços usada pelo grupo. 

Enquanto faziam a segurança privada, os integrantes da organização criminosa chegavam a usar o dia de serviço para fiscalizar as pessoas para as quais trabalhavam, chegando a usar armas da corporação e a fornecer as armas para essas pessoas, segundo explicou o diretor da Polícia Militar da Zona da Mata e Agreste, coronel Flávio Morais.

Integrantes da milícia
Além de Orlay Soares dos Santos, foram presos os militares o soldado Rivaldo Vieira da Silva, o cabo Adalberto Campelo Alves, o sargento Waitã Teixeira dos Santos e o sargento da reserva Romildo Gonçalves da Silva.

Os civis que participavam na milícia que foram presos são: João Paulo Julião de Mercedes, Francinaldo Roberto Silva Brito, Gilmário Queiroz de Almeida e Otávio Manoel de Brito Neto, que foi preso por posse ilegal de arma antes da operação ser deflagrada. 

De acordo com a Polícia Militar, todos os servidores públicos presos serão submetidos a conselhos de disciplina e processos de licenciamento. Se com o passar do processo for confirmada a culpa deles, serão excluídos da corporação.

Apesar disso, o coronel Morais afirmou que a corporação sai fortalecida. “Nossa instituição sai mais fortalecida. A prova é que estamos cortando da própria carne, mostrando que não há corporativismo, muito pelo contrário, fomos nós que ao longo do processo que pedimos o apoio necessário para que se chegasse a apuração desses ilícitos”, destacou.

STJ confirma condenação de Bolsonaro por danos morais a Maria do Rosário

Agência Brasil

A Terceira Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) manteve, por unanimidade, decisão da primeira instância que condenou o deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ) a pagar R$ 10 mil de indenização por danos morais à também deputada Maria do Rosário (PT-RS).

O Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT) condenou Bolsonaro por ter dito, em 2014, que Maria do Rosário não mereceria ser estuprada por ser “muito feia”, não fazendo seu “tipo”. As declarações foram dadas na Câmara e também em entrevista a um jornal.

O deputado foi condenado ainda a publicar uma retratação em jornal de grande circulação e em suas páginas nas redes sociais. Ele ainda não cumpriu nenhuma das determinações da Justiça, agora reiteradas pelo STJ. 

A defesa de Bolsonaro argumenta que ele goza de imunidade constitucional, não podendo ser alvo de ações do tipo ou de condenações por palavras que tenha proferido enquanto deputado. Entretanto, a Justiça entendeu até o momento que as declarações dele foram feitas fora do contexto da atividade parlamentar.

Bolsonaro ainda pode recorrer contra a decisão ao Supremo Tribunal Federal (STF). O deputado já é réu em duas ações penais na Corte por causa do mesmo episódio, ambas relatadas pelo ministro Luiz Fux.

Agência do Trabalho oferece 394 vagas nesta quarta-feira (16)


TV Jornal

Uma alternativa para quem está em busca de emprego é se candidatar a uma das 394 vagas oferecidas pela Agência do Trabalho de Pernambuco para esta quarta-feira (16). Os salários variam entre R$ 937,00 e R$ 2.113,01.

Podem se candidatar profissionais de todos os níveis de escolaridade e pessoas com deficiência. As vagas estão distribuídas em diversas regiões de Pernambuco. Clique aqui para verificar o telefone e o endereço de uma Agência do Trabalho mais próxima da sua localidade.
Confira a lista de vagas:


terça-feira, 15 de agosto de 2017

TCE encontra irregularidades nas contas do gabinete de Lupércio

Lupércio nega as irregularidades
Foto: Fernando da Hora / JC ImagemRenata Monteiro

JC Online

O Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco (TCE-PE) julgou procedente, nesta terça-feira (15), a denúncia de irregularidade no uso de verba parlamentar apresentada pelo advogado Antônio Campos contra o prefeito de Olinda, Lupércio Nascimento (SD). Tonca, como o advogado é conhecido no meio político, foi adversário de Lupércio pela prefeitura de Olinda na eleição de 2016 e faz uma oposição ferrenha ao executivo municipal. De acordo com o TCE, Lupércio, então deputado estadual, teria utilizado valores 
disponibilizados para o seu gabinete para ressarcir gastos com empresas "fantasmas".

Conforme informações contidas no voto da conselheira Teresa Duere, relatora do processo, o gabinete de Lupércio teria recebido verbas indenizatórias no valor de R$ 135.479,92, referentes a serviços contratados por empresas que, segundo o auditoria do TCE, existiam apenas documentalmente ou não tinham capacidade operacional para o fornecimento dos bens e serviços solicitados. 

Ainda de acordo com a relatora, a auditoria do TCE comprovou as irregularidades após realizar diligências entre dezembro de 2016 e janeiro de 2017 nos endereços onde as empresas deveriam funcionar; efetuar pesquisas nos sistemas e-Fisco e Tome Conta para verificar o faturamento das empresas junto a órgãos públicos do Estado e dos municípios de Pernambuco; consultar o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) para verificar se as empresas possuíam empregados; analisar o cadastro das empresas na Junta Comercial do Estado de Pernambuco (Jucepe) e efetuar pesquisas em sistemas de informação diversos.

Em sua defesa, afirma Duere, Lupércio alegou que não é a pessoa que deveria responder pelos fatos narrados pela auditoria. "Em quase a integralidade das páginas de suas contrarrazões, ele atribui a responsabilidade a outros. Segundo ele, se as irregularidades apontadas pela auditoria tivessem de fato ocorrido, o que também contesta, seriam responsáveis o seu Chefe de Gabinete Cristiano Nelson Gonçalves de Arruda, a Auditoria da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) e, também, diversos outros parlamentares, que lhe informaram da adequação dos fornecedores de materiais e prestadores de serviço utilizados", diz o texto.

Apesar de contestar as informações, o prefeito pagou toda a verba indenizatória utilizada ao longo do seu mandato de deputado estadual. Antes mesmo da divulgação do resultado do julgamento, Lupércio realizou um depósito em favor da Alepe no valor de R$ 136.162,60, R$ 682,68 a mais do que o TCE determinou que fosse ressarcido aos cofres da Casa Joaquim Nabuco.
OUTROS GABINETES

Segundo o TCE, gabinetes de outros parlamentares da Alepe solicitaram ressarcimento de despesas com notas fiscais emitidas pelas mesmas empresas ligadas ao caso de Lupércio. Os valores devolvidos aos deputados Chegam a quase R$ 900 mil. O órgão afirma que o fato será alvo de análise em processo específico.
RESPOSTA

Por meio de nota, o prefeito Lupércio negou as irregularidades e disse prezar pela transparência. Leia o comunicado na íntegra:

O prefeito de Olinda, Professor Lupércio, recebeu com tranquilidade a decisão do Tribunal de Contas de Pernambuco (TCE) em procedimento promovido pelo ex-candidato derrotado nas urnas, Antônio Campos. Antes mesmo do órgão emitir relatório sobre suposto uso indevido de verba parlamentar entre 2015 e 2016, quando Lupércio era deputado estadual, já havia sido depositado nos cofres da Assembleia Legislativa o valor apontado no processo.

Político que preza pela lisura, legalidade e transparência de todos os seus atos, o atual gestor de Olinda tem consciência da ausência de qualquer tipo de irregularidade. As contas do Professor Lupércio foram aprovadas pelo setor de auditoria interna da Alepe, local onde a empresa citada já prestava serviço há vários anos. Assim como o então deputado do Solidariedade, outros 22 parlamentares também foram vítimas do mesmo tipo de questionamento. O prefeito aguardará a publicação do acordão para verificar a necessidade de recurso.

Deputados reiniciam nesta terça votação de mudanças no sistema político-eleitoral

Plenário da Cãmara dos Deputados
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Agência Brasil

A Comissão Especial da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 77/03, que trata de mudanças no sistema político-eleitoral, retoma nesta terça-feira (15) a votação das sugestões de alteração ao texto do substitutivo apresentado pelo relator da reforma política na Câmara, deputado Vicente Cândido (PT-SP).
Estão pendentes de votação dois destaques. Um visa retirar a permissão para que um candidato dispute mais de um cargo, majoritário e proporcional, em um mesmo pleito. O outro destaque pretende suprimir o artigo que estabelece que o suplente de senador seja o deputado federal mais votado do partido.

Os membros da comissão aprovaram na última semana o texto base do relator, mas incluíram na proposta o voto majoritário, conhecido como distritão, pelo qual ganha o candidato que receber mais votos. O novo modelo valeria para as eleições de 2018 e 2020, como uma transição para a adoção do voto distrital misto em 2022.

O chamado distritão permite que deputados federais, estaduais, distritais e vereadores, antes eleitos de forma proporcional considerando os partidos e coligações, passem a ser escolhidos pelo número absoluto de votos, da mesma forma como são eleitos prefeitos, governadores e o Presidente da República.

No relatório inicial, Cândido propôs a manutenção do sistema atual para 2018 e 2020 e, a partir de 2022, a adoção do voto distrital misto, que combina votos majoritários e em lista preordenada dos partidos. A sugestão, no entanto, foi rejeitada pela maioria dos deputados da comissão.

Do texto original proposto pelo relator, os deputados aprovaram a criação de um fundo público com a previsão de R$ 3,6 bilhões para financiar as campanhas eleitorais a partir do ano que vem. Os parlamentares mantiveram também a sugestão de estabelecer um mandato temporário de 10 anos para ministros do Poder Judiciário.

Além de rejeitar o sistema eleitoral proposto por Cândido, os deputados também divergiram da proposta de extinguir os cargos de vice para os cargos de prefeito, governador e Presidente da República, além da forma de eleição de vereadores a partir do sistema distrital misto.

Concluída a votação na comissão especial, a proposta deve seguir para plenário. Como se trata de emenda à Constituição, para ser aprovada precisa de pelo menos 308 votos do total de 513 deputados.

Financiamento privado e coletivo

Ainda nesta terça-feira, após o encerramento da votação da PEC 77/03, os deputados podem retomar a análise de um projeto de lei ordinária que altera a legislação eleitoral e partidária que está sob análise em outra comissão especial que trata da reforma política. Cândido também é relator desta comissão.
O deputado apresentou no semestre passado três relatórios parciais, dos quais dois já foram aprovados pela comissão. O primeiro propõe a regulamentação dos mecanismos de democracia direta, como referendos, plebiscitos e a apresentação de projetos de iniciativa popular.

O segundo relatório já apreciado pela comissão uniformiza em 4 meses os prazos de desincompatibilização ou afastamento de candidatos de diferentes cargos ou funções públicas.

O terceiro é o que está pendente de votação e trata das novas regras para financiamento privado das campanhas eleitorais. De acordo com o voto do relator, as doações de pessoas físicas em dinheiro ficam fixadas, em 2018, a 10% dos rendimentos brutos do doador.

Limite

O valor não pode ultrapassar o total de R$ 10 mil para cada cargo em disputa. Há ainda a previsão de coleta de recursos por meio do chamado crowdfundig, financiamento coletivo na internet.

Na última versão protocolada pelo relator, também figura a proposta de criação da habilitação prévia das candidaturas. A ideia é antecipar o processo de registro dos candidatos para dar mais tempo para a Justiça Eleitoral julgar todas as candidaturas antes das datas do pleito.

Nesse período de pré-registro, o candidato pode ser atingido pela Lei da Ficha Limpa. O projeto também prevê a possibilidade de propaganda eleitoral paga na internet.

As mudanças eleitorais analisadas nesta comissão serão apresentadas por meio de projeto de lei, por não envolverem alterações na Constituição. O projeto também deve ser apreciado em plenário

Fim das coligações

A Câmara ainda tem uma terceira comissão especial que analisa mudanças no sistema político-eleitoral e deve voltar a se reunir na próxima quinta-feira (17). É a comissão da Proposta de Emenda à Constituição – PEC - 282/2016, que propõe o fim das coligações partidárias para eleições proporcionais, estabelece normas sobre fidelidade partidária e acesso dos partidos políticos aos recursos do fundo partidário.

A relatora proposta é a deputada Sheridan (PSDB-RR), que apresentou o parecer na última semana. O projeto substitutivo apresentado pela parlamentar prevê a formação da federação de partidos que tenham o mesmo programa ideológico no lugar das coligações partidárias que vigoram atualmente nas eleições proporcionais.

O substitutivo estabelece ainda que não há obrigatoriedade de vinculação entre as candidaturas em âmbito nacional, estadual, distrital ou municipal.
Outro ponto que Sheridan incorporou à proposta foi a perda do mandato em caso de desfiliação partidária, inclusive para suplentes e detentores dos cargos de vice-presidente, vice-governador ou vice-prefeito. A deputada propõe que este ponto, se aprovado, já deve valer a partir do resultado das eleições do ano que vem.

Cláusula de desempenho

De acordo com o substitutivo elabora pela deputada, a partir de 2030, somente os partidos que obtiverem no mínimo 3% dos votos válidos, distribuídos em pelo menos um terço dos estados , terão direito aos recursos do Fundo Partidário. Para terem acesso ao benefício, os partidos também deverão eleger pelo menos 18 deputados distribuídos em pelo menos um terço dos estados.

O mesmo critério será adotado para definir o acesso dos partidos à propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão. A mudança, no entanto, será gradual, começando pelo piso de 1,5% dos votos válidos nas eleições de 2018, chegando a 2%, em 2022, e a 2,5% em 2026, até alcançar o índice permanente de 3% em 2030.

Os membros da comissão devem voltar a se reunir na próxima quinta-feira (17), depois de respeitado o prazo de duas sessões no plenário em cumprimento ao pedido de vista coletivo feito na semana passada pelos deputados.

A expectativa do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), é que pelo menos o conjunto de propostas da reforma política já esteja apto para apreciação em plenário a partir da semana que vem.

O objetivo é votar as mudanças eleitorais na Câmara até o fim de agosto e encaminhá-las o quanto antes ao Senado. Para que as novas regras tenham validade nas eleições do ano que vem, os projetos devem ser aprovados pelo Congresso até o dia 7 de outubro.

Governo de Pernambuco assegura que a Compesa não será privatizada

Compesa

O presidente da Companhia Pernambucana de Saneamento-Compesa, Roberto Tavares, garantiu hoje (14) durante audiência pública, na Assembleia Legislativa do Estado de Pernambuco (Alepe), que a companhia não será privatizada e que essa decisão foi tomada pelo governador Paulo Câmara, que deseja ampliar os serviços de saneamento, mas sem abrir mão do controle da gestão por parte do Estado. Segundo Roberto Tavares, a audiência foi muito positiva para esclarecer e debater com parlamentares, sindicalistas e sociedade civil sobre os projetos estruturadores traçados pelo Governo de Pernambuco para universalizar os serviços de abastecimento de água e esgotamento sanitário e qual o papel da companhia no Programa de Parcerias de Investimentos (PPI), lançado pelo Governo Federal e que conta com a participação de 18 estados da federação. O encontro foi promovido pela Comissão de Desenvolvimento Econômico da Alepe, presidida pelo Deputado Aluísio Lessa.

Satisfeito com o resultado da audiência pública, Roberto Tavares afirmou que diante da escassez de recursos públicos para ampliar a cobertura dos serviços de saneamento, há necessidade real de investimentos privados e da união de forças de vários setores da sociedade para o fortalecimento do setor de saneamento. Tavares, que também é presidente da Associação das Empresas Estaduais de Saneamento-Aesbe, ressaltou que a pauta da entidade e da Compesa deve ser compartilhada com o Sindicato dos Urbanitários e Federação Regional dos Urbanitários do Nordeste-Frune, entidades presentes ao encontro. Na sua opinião, uma pauta única defendida por todos esses agentes irá fortalecer o setor rumo à universalização dos serviços. Defendemos a prestação regionalizada para o saneamento, com a gestão compartilhada entre Estados e Municípios, com a manutenção do subsídio cruzado no setor, que é a regra que permite que as companhias consigam prestar os serviços para todas os municípios, independente deles serem rentáveis ou não”, afirmou. Ele disse ainda que o setor tem uma responsabilidade social muito grande que precisa ser resguardada. O setor precisa ainda de outras iniciativas, a exemplo da centralização dos recursos para saneamento, que hoje está pulverizada em várias fontes (OGU, FGTS, BNDES, CAIXA, Ministérios das Cidades, da Saúde, do Turismo, da Integração, etc) e acesso às novas linhas de saneamento.

Para ressaltar essas necessidades, Tavares afirmou que a população não suporta mais esperar pelos investimentos no saneamento, pois o modelo atual já se provou ser ultrapassado, pois a realidade brasileira não é compatível com o Estado de desenvolvimento do Brasil. Mesmo assim , o presidente da Compesa enalteceu que a companhia é um exemplo de uma empresa bem gerida e que presta relevantes serviços aos pernambucanos. “Recebemos na semana passada o título de melhor empresa de saneamento do Brasil, concedido pela Revista Época Negócios. Apesar de toda crise econômica, política e hídrica, a companhia têm se destacado pela sua gestão e isso não foi uma casualidade. Vamos continuar a seguir nosso rumo traçado pelo Governo do Estado, fazendo mais investimentos", reforçou. Ainda de acordo com o presidente da Compesa, o governo deseja transformar Pernambuco em um local de oportunidades para favorecer parcerias entre o setor privado e o setor público. “O objetivo da adesão ao PPI é viabilizar a universalização dos serviços de esgotamento sanitário, com foco no interior, tendo como modelo de negócio uma parceria público privada-PPP, nos mesmos moldes do Programa Cidade Saneada, a PPP da Região Metropolitana do Recife e Goiana, em execução pela Compesa e o seu parceiro privado, a BRK Ambiental”, argumentou Tavares. Além de um modelo de negócio para esgoto no interior, a Compesa também estuda formas para otimizar os serviços de abastecimento de água.

Hoje, 20 estados no Brasil possuem menos do que 50% de esgotamento sanitário. Em Pernambuco, o índice de cobertura dos serviços de coleta e tratamento de esgoto é de 24%, enquanto que na Região Metropolitana do Recife chega a 33% e na cidade do Recife, o índice é de 42%. "Isso é uma demonstração da falência do modelo vigente. Precisamos arrumar outras fontes de investimento e Pernambuco está preparado para isso, já temos vários investimentos financiados pelo Banco Mundial e Banco Interamericano, por exemplo, tendo sempre o controle do Estado. Para fazer a universalização do saneamento, precisamos ser criativos e de recursos para viabilizar um volume muito grande de obras, uma vez que historicamente o repasse de recursos da União para os Estados sempre sofre descontinuidade e que é agravado quando ocorrem as crises na economia como a que estamos vivendo agora", informa Tavares.

No momento, estão sendo realizados os estudos técnicos, contratados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social ( BNDES) e que irão apontar o melhor modelo de parceria a ser firmada. A previsão é que esses estudos sejam finalizados ainda em 2017. “Defendemos um modelo regionalizado, que possa dividir todo estado em lotes equilibrados, juntando municípios rentáveis com municípios que são deficitários, para que a gente possa garantir a todo pernambucano o acesso a água potável e serviços de esgotamento sanitário", explica o presidente da Compesa.

Agência do Trabalho oferece 389 vagas nesta terça (15)


TV Jornal

A Agência Estadual do Trabalho de Pernambuco está oferecendo 389 vagas de emprego para esta terça (15). Podem se candidatar profissionais de todos os níveis de escolaridade, sem experiência e pessoas com deficiência. As vagas são distribuídas para diversas regiões do Estado.

Clique aqui para verificar o telefone e o endereço de uma Agência do Trabalho mais próxima da sua localidade.

Confira lista completa aqui:

segunda-feira, 14 de agosto de 2017

Charge do Clayton - O Povo


Onze voos sem escala ligam Recife ao mundo

Diário de Pernambuco

Recife agora terá 11 voos internacionais sem escalas a partir do voo direto entre a capital pernambucana e Bogotá, na Colômbia, cujo lançamento será formalizado hoje, em cerimônia no Palácio do Campo das Princesas, às 16h A nova rota vem sendo articulada há mais de dois anos e deverá começar a operar até dezembro, pela companhia Avianca. O destino foi escolhido por ser a 4ª cidade mais populosa da América do Sul, com 8,5 milhões de habitantes em sua região metropolitana, superada apenas por São Paulo, Rio de Janeiro e Buenos Aires. A data do voo inaugural ainda não foi divulgada, nem a frequência de viagens. Hoje, os voos do Recife para Bogotá têm escalas em São Paulo ou Cidade do Panamá e levam, em média, 10 horas. Com a ligação direta, o tempo será reduzido para cerca de seis horas de viagem.
“Quando falamos de um novo voo, não falamos simplesmente de uma ampliação na nossa malha aérea, falamos de turismo, oportunidades e empregos para os pernambucanos”, afirma o secretário de Turismo, Esportes e Lazer de Pernambuco, Felipe Carreras. Segundo ele, a capital pernambucana já conta com voos diretos para Lisboa (TAP), Montevidéu (GOL), Buenos Aires (LATAM e GOL), Cabo Verde (TACV), Frankfurt (Condor), Cidade do Panamá (Copa Airlines), Miami (Latam), Milão (Meridiana), Orlando (Azul) e Munique (Condor).

Este último, para Munique, também terá seu voo inaugural neste semestre, no dia 7 de novembro. O voo será operado pela Condor com frequência semanal, saindo de Munique sempre às segundas e do Recife, na terça-feira. A aeronave escolhida foi a 767/300, que é dividida nas classes executiva, confort e econômica. Com esta nova operação, o voo direto do Recife para Frankfurt, hoje operado na terça-feira, passa a ser operado na quarta-feira.

Ousadia
Para o governador Paulo Câmara, as novas rotas reforçam a posição privilegiada do estado no Brasil e no Nordeste. “Enquanto o país e estados vizinhos têm quedas na movimentação de passageiros, nós tivemos expansão. Crescemos 2% entre 2015 e 2016, enquanto o Brasil caiu 7%. A Bahia caiu -18% e o Ceará, -10%. Entre os meses de janeiro a maio de 2015 e 2017, houve um crescimento de 5,4%. Isso é fruto de muito trabalho, planejamento e ousadia”, afirma Câmara.

Os dados da Infraero também apontam que entre as capitais do Nordeste, Recife é quem mais cresceu no número de passageiros nacionais e internacionais no primeiro semestre deste ano. O órgão estima que 2,4 milhões de pessoas desembarcaram pelo Aeroporto Internacional do Recife/Guararapes - Gilberto Freyre entre janeiro e maio. O quantitativo é 4,2% maior se comparado ao mesmo período do ano passado, desbancando novamente Fortaleza e Salvador.

Global
“Esse voo é mais uma conexão que fortalece o Recife como ponto importante no cenário global. Hoje, o Recife conta com 11 conexões diretas com diferentes cidades do mundo, o melhor resultado de voos da história. E isso é estratégico para o desenvolvimento da economia do Recife, com o fortalecimento do turismo e do intercâmbio com um centro importante da América Latina como Bogotá”, comemorou o prefeito do Recife, Geraldo Julio.

Raquel Dodge diz que reunião com Temer teve motivo institucional

Procurada pela imprensa após um cinegrafista revelar a sua chegada ao Jaburu, Raquel Dodge tentou minimizar as críticas por falta de transparência

Estadão 

Em meio a críticas recebidas antes mesmo de assumir o comando do Ministério Público Federal, a procuradora Raquel Dodge, que assumirá o cargo em setembro, divulgou nota, neste domingo, para esclarecer o encontro polêmico fora da agenda do Planalto com o presidente Michel Temer, no Palácio do Jaburu. No comunicado oficial, só redigido cinco dias depois da visita ocorrida dia 8, ela disse que a audiência constou em sua agenda pública e que teve por objetivo discutir a posse no cargo, quando substituirá Rodrigo Janot, prevista para 18 de setembro. "Os fatos que motivaram a reunião são institucionais", afirmou no comunicado.

Procurada pela imprensa após um cinegrafista revelar a sua chegada ao Jaburu, Raquel Dodge tentou minimizar as críticas por falta de transparência. Em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, publicada no dia 9, ela também tinha afirmado que esteve no Jaburu para acertar detalhes de sua posse. As declarações da procuradora, no entanto, não aplacaram as críticas sobre o caráter sigiloso da visita.

Na nota deste domingo, ela repetiu declarações dadas ao jornal e disse que foi à residência oficial para alertar Temer sobre a possibilidade de o cargo de chefe da Procuradoria-Geral da República ficar vago caso o presidente não lhe desse posse antes da viagem que ele fará aos Estados Unidos, dia 19. Logo, a posse tinha que ser dia 18, pois o mandato de Janot termina um dia antes. "O mandato do atual PGR terminará no dia 17 de setembro. Com isso, caso a posse ocorresse apenas após a viagem presidencial, o Ministério Público da União ficaria sem titular para o exercício de funções institucionais junto ao Supremo Tribunal Federal e ao Conselho Nacional do Ministério Público, a partir do dia 18", ressaltou a nota.

Os encontros noturnos fora da agenda de Temer no Jaburu têm causado polêmicas. Na noite de 7 de março, ele recebeu o empresário Joesley Batista, do grupo JBS, que o gravou. Depois, noite do dia 6 deste mês, o presidente recebeu o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal. O encontro de Batista veio a público quando o empresário entregou a gravação da conversa com Temer para o Ministério Público, provocando a maior crise do atual governo. Assim como ocorreu no caso da visita de Raquel Dodge, a reunião de Temer com Mendes foi revelada por um cinegrafista que fazia plantão do lado de fora do palácio.

Agência do Trabalho oferece 426 vagas nesta segunda (14)


TV Jornal

A Agência Estadual do Trabalho de Pernambuco está oferecendo 426 vagas de emprego para esta segunda (14). Podem se candidatar profissionais de todos os níveis de escolaridade, sem experiência e pessoas com deficiência. As vagas são distribuídas para diversas regiões do Estado.

Clique aqui para verificar o telefone e o endereço de uma Agência do Trabalho mais próxima da sua localidade.

Confira lista completa aqui:



domingo, 13 de agosto de 2017

Noventa e quatro por cento dos eleitores não se veem representados

Os brasileiros acreditam que o problema do Brasil não é um partido específico
Foto: Reprodução

Estadão 

A pouco mais de um ano das eleições para a Presidência, os governos estaduais e o Congresso Nacional, os brasileiros manifestam rejeição generalizada à classe política, independentemente de partidos, e ao atual modelo de governo. Segundo pesquisa do instituto Ipsos, apenas 6% dos eleitores se sentem representados pelos políticos em quem já votaram.

Desde novembro do ano passado houve queda de nove pontos porcentuais na taxa dos que se consideram representados. A onda de negativismo contamina a percepção sobre a própria democracia: só metade da população considera que esse é o melhor regime para o Brasil, e um terço afirma que não é. Quando os eleitores são questionados especificamente sobre o modelo brasileiro de democracia, a taxa de apoio é ainda mais baixa: 38% consideram que é o melhor regime, e 47% discordam.

Passado pouco mais de um ano das manifestações de massa que culminaram no fim do governo petista de Dilma Rousseff, nada menos do que 81% dos entrevistados pelo Ipsos manifestaram concordância com a afirmação de que "o problema do País não é o partido A ou B, mas o sistema político".

Para 94%, os políticos que estão no poder não representam a sociedade. Apenas 4% acham o contrário. Quem está na oposição também é alvo de desconfiança. Quando a pergunta é sobre os políticos em quem os entrevistados já votaram em algum momento, 86% dizem não se sentir representados.
Distância

"Segundo a opinião pública, os eleitos não representam os eleitores", observa Rupak Patitunda, um dos responsáveis pela pesquisa Ipsos. "A democracia no Brasil, desta forma, não é representativa."

Somente um em cada dez cidadãos veem o Brasil como um país onde a democracia é respeitada. Para 86%, isso não acontece. "A própria democracia, o que se espera de seu conceito, não é respeitada", avalia o pesquisador. "Existe uma expectativa sobre o regime que não é atendida pelos seus clientes."

A percepção de desrespeito às normas democráticas pode estar relacionada à ideia de desigualdade. Para 96% dos entrevistados, todos devem ser iguais perante a lei, mas somente 15% consideram que essa regra é devidamente observada no Brasil.

É quase consensual a noção de que a corrupção é um entrave para que o País alcance um nível mais avançado de desenvolvimento. Nove em cada dez eleitores concordam com as avaliações de que "o Brasil tem riquezas suficientes para ser um país de primeiro mundo", de que "o Brasil poderia ser um país de primeiro mundo se não fosse a ação da corrupção" e de que "o Brasil ainda pode ser um país de primeiro mundo quando acabar com a corrupção".

Os dados do Ipsos mostram que, após um ciclo de acirramento da polarização política no País, há uma ânsia por iniciativas de conciliação. Nada menos do que 88% dos entrevistados concordam com a afirmação de que "as pessoas deveriam se unir em torno das causas comuns, e não brigar por partido A ou partido B". Parcela similar considera que "brigar por partido A ou B faz com que as pessoas não discutam os reais problemas do Brasil".

Os dados do Ipsos são parte de um levantamento chamado Pulso Brasil, realizado mensalmente desde 2005 para monitorar a opinião pública sobre política, economia, consumo e questões sociais. Foram ouvidos 1,2 mil entrevistados, em 72 municípios, entre os dias 1.º e 14 de julho. A margem de erro é de três pontos porcentuais para mais ou para menos.

Três anos depois, acidente com Eduardo Campos tem impacto político em PE


Blog da Folha

Os desdobramentos judiciais do acidente aéreo que matou Eduardo Campos ainda geram incertezas ao grupo político do ex-governador de Pernambuco e ao seu legado três anos depois da queda do avião em Santos (SP), completados neste domingo (13). E podem se tornar o centro da disputa pelo governo de Pernambuco no próximo ano.

Três dos principais envolvidos na Operação Turbulência, iniciada com uma investigação sobre o arrendamento do jato no qual Campos viajava, assinaram acordos de delação premiada com o Ministério Público Federal no início deste ano.

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Os empresários João Lyra Pessoa de Melo Filho, Apolo Santana Vieira e Eduardo Freire Bezerra Leite prometem dar detalhes sobre transações financeiras envolvendo superfaturamento de obras ligadas ao governo de Pernambuco. Lyra era apontado como elo entre Campos e empreiteiras.

Os três empresários são acusados de formação de organização criminosa, lavagem de dinheiro, pagamento de propinas e crimes contra o sistema financeiro. De acordo com o Ministério Público, os suspeitos teriam movimentado dinheiro de forma fraudulenta entre empresas de fachada. O esquema teria vigorado entre 2010 e 2014 e movimentado cerca de R$ 600 milhões, segundo a Polícia Federal.

Apontados como donos do avião que transportava Campos, os empresários estão sendo processados por moradores de Santos que tiveram seus imóveis danificados com a queda do avião. Também correm ações contra a AF Andrade, holding apontada como operadora do jato, e o PSB. Todos negam judicialmente responsabilidade de ressarcir os prejuízos.

Em janeiro, a PF deflagrou a Operação Vórtex como um desdobramento da Turbulência. A ação investigou a participação de uma terceira empresa, a Lidermac, na compra da aeronave.

Na época, o PSB contestou a existência de qualquer irregularidade envolvendo o partido e a empresa, alegando que fez apenas uma doação de R$ 500 mil ao PSB na campanha de 2014 de forma oficial. O partido também afirmou ter confiança na "conduta sempre íntegra" do ex-governador Eduardo Campos.

O PSB de Pernambuco ainda enfrenta a situação de ver três dos principais afilhados políticos de Eduardo Campos serem alvo de inquéritos: o governador Paulo Câmara (PSB), o senador Fernando Bezerra Coelho (PSB) e o prefeito do Recife, Geraldo Júlio (PSB).

Câmara deve disputar a reeleição ao governo do Estado e poderá enfrentar nas urnas Bezerra Coelho, que negocia uma migração para o DEM. Os dois, além do prefeito Geraldo Júlio, são alvos de inquérito na Operação Fair Play, que investiga um suposto superfaturamento de R$ 42 milhões nas obras de construção da Arena Pernambuco para a Copa 2014.

Outro lado
Prefeito, governador e senador negam irregularidades. Em nota, o governo de Pernambuco afirmou que a licitação para a construção da Arena Pernambuco observou todos os requisitos, prazos e exigências da Lei de Licitações e da Lei das Parcerias Público-Privadas.

O governo ainda afirmou "sua posição de absoluta transparência na gestão de recursos públicos". O advogado de Bezerra Coelho, André Luís Callegari, afirma que "todas as operações referentes à licitação do estádio foram julgadas regulares" pelos tribunais de Contas da União e do Estado.

Coelho também é alvo de outros três inquéritos no STF (Supremo Tribunal Federal) sob suspeita de corrupção e lavagem de dinheiro. A defesa do senador pernambucano classifica as acusações como "absolutamente descabidas".

Entenda o que é o modelo 'distritão'

A comissão especial da Câmara que analisa a Reforma Política aprovou uma mudança na Constituição Federal que institui o sistema chamado distritão
Foto: Lula Marques/AGPT

Agência Brasil

A comissão especial da Câmara que analisa a Reforma Política aprovou uma mudança na Constituição Federal que institui o sistema chamado distritão. Foram 17 votos a favor e 15 votos contrários, com duas abstenções.

A aprovação não quer dizer que o distritão entrará em vigor nas eleições de 2018 e 2020. Isso porque precisa passar pelo crivo dos plenários da Câmara e do Senado, e ser promulgada até 7 de outubro para valer nas disputas do próximo ano.

O modelo distritão funciona da seguinte maneira: o estado e município se torna um distrito eleitoral e funcionará para a escolha de deputados federais, estaduais, distrital e vereadores. Assim, serão eleitos os candidatos mais votados no distrito, como acontece hoje na eleição dos senadores. Não é levado em conta os votos para partidos e coligações.

O modelo divide opiniões dos parlamentares. Quem defende o modelo argumenta que é simples de ser compreendido pelo eleitor, reduzirá o número de candidatos e acabará com a figura dos chamados puxadores de votos - aqueles que recebem muitos votos e elevam o quociente partidário permitindo a eleição de candidatos menos votados. Os contrários alegam que o modelo favorece os candidatos mais conhecidos do eleitorado e dificulta a eleição de novos candidatos no cenário político, além de enfraquecer o papel dos partidos. 

No sistema atual, o proporcional, as cadeiras de deputados federais, estaduais e vereadores são divididas de acordo com o quociente eleitoral, que determina quantas vagas cada partido tem direito.

A comissão também aprovou a criação de um fundo de financiamento de campanha, que poderá receber aproximadamente R$ 3,6 bilhões da União.
O que está sendo discutido na reforma política?

A reforma política em tramitação discute temas como sistema eleitoral, financiamento de campanha, fim das coligações e adoção da cláusula de barreira. Esses dois últimos pontos estão na Proposta de Emenda à Constituição 282/2016 em discussão em outra comissão na Câmara, sob relatoria da deputada Sheridan (PSDB-RR).

Como funciona hoje o sistema eleitoral de votação para o Congresso Nacional?

O sistema proporcional é o previsto na Constituição e em vigência atualmente no país. Deputados federais, estaduais e vereadores são eleitos no modelo proporcional com lista aberta. São somados os votos válidos nos candidatos e nos partidos ou coligações, o total é dividido pelo número de vagas em disputa para deputado federal e estadual em cada estado, ou para vereador em cada município. O resultado da divisão é o chamado quociente eleitoral, que determinará o número de votos necessários para eleger cada parlamentar. Os eleitos são os mais votados dentro do partido ou coligação, de acordo com o número de vagas a que a legenda tiver direito.

O texto aprovado cria o modelo do distritão, que valerá apenas para as eleições de 2018 e 2020 - deputados federais, estaduais, distrital (2018) e vereadores (2020). E estabelece que o sistema de voto distrital misto, que combina voto majoritário e em lista preordenada, deverá ser regulamentado pelo Congresso em 2019 e, se regulamentado, passaria a valer para as eleições a partir de 2022.

De acordo com o parecer do relator na comissão, deputado Vicente Cândido (PT-SP), o voto distrital misto será adotado para a eleição dos cargos de deputados federal, estadual e distrital e vereador nos municípios com mais de 200 mil eleitores. O sistema de lista preordenada seria adotado nas cidades com menos de 200 mil eleitores.
O que é o distritão?

O modelo estabelece que vence a eleição quem tiver o maior número de votos. As eleições de deputados e vereadores passariam a ser majoritárias, como são hoje as de senador. Ou seja, os mais votados em cada estado ou município serão eleitos, independentemente dos resultados de seus partidos. Não há voto em legenda nem quociente eleitoral. 
O que é o distrital misto?

De acordo com a proposta, pelo sistema distrital misto, o eleitor vota duas vezes: uma na lista preordenada pelo partido e outra no candidato de seu distrito eleitoral. Os votos recebidos pelo partido são contabilizados de forma proporcional e indicam o número de cadeiras a que tem direito, sendo eleitos os candidatos pela ordem da lista indicada. De outro lado, os votos nos candidatos do distrito são de forma majoritária, considerando metade das cadeiras em disputa no distrito.
Próximos passos

Após ser aprovada na comissão, a proposta seguirá para o plenário da Câmara, onde terá de ser aprovada em dois turnos de votação antes de seguir para o Senado, onde também passa por dois turnos. A proposta necessita do apoio mínimo de três quintos do total de deputados, o que corresponde a 308 na Câmara. Para valer na eleição do ano que vem, precisa ter sido aprovada na Câmara e no Senado até a primeira semana de outubro deste ano.

sábado, 12 de agosto de 2017

Charge do Miguel - Jornal do Commercio


Betinho avalia que PSB deu o que tinha que dar e é hora de o PSDB disputar o Governo

Blog da Folha

Em entrevista à Rádio Folha, deputado federal avalia que falta criatividade da gestão estadual para resolver os problemas e que os tucanos têm que ter coragem para assumir uma posição

Deputado federal e filho do ex-prefeito Elias Gomes, presidente estadual do PSDB, o tucano Betinho Gomes afirmou que “já passou da hora” de a legenda ter candidato ao Governo do Estado. De acordo com ele, o PSB, partido do governador Paulo Câmara, já deu o que tinha que dar no comando da gestão estadual, e não reúne mais condições para enfrentar os problemas.

“O PSB já esgotou a sua forma de governar em Pernambuco. Tá comprovado. Os problemas na segurança, na infraestrutura. Os problemas que o Estado está vivendo pela falta de criatividade para resolver as questões está estampada nas páginas dos jornais. Todo dia. A população cobra soluções, que não vêm”, afirmou Betinho Gomes, em entrevista à Rádio Folha FM, 96,7.

Ele acrescenta que a crise afeta a gestão, mas vê falta de liderança no comando estadual. Como exemplo, cita a questão da segurança.

“É problema também de gestão, de criatividade, de apontar soluções para os problemas existentes. No caso da segurança, por exemplo, se perdeu o controle da tropa. Portanto, esgotou um modelo que estava dando certo, que era o Pacto pela Vida e acho que não se recupera mais. Por conta disso, tivemos o primeiro semestre mais violento da história, depois de 10 anos do pacto implementado”, pontuou o parlamentar.

Diante desse quadro, acrescenta Betinho, é que o PSDB tem que dizer que tem um projeto para Pernambuco.

“O que tá aí, o PSB, não funciona mais. Deixar claro que não vamos estar a reboque de uma relação que o PSB possa ter nacionalmente. Pode se discutir tudo, só não pode obrigar”, disparou, acrescentando que 90% dos tucanos no Estado defendem um caminho diferente dos socialistas.

Betinho acrescentou que o PSDB precisa ter coragem para assumir uma posição.

“Ou vai ser mais uma vez caudatário de um projeto aí qualquer de algum candidato que surge, e nós vamos lá pelo comodismo nos aliar, ou nós vamos ter a coragem de assumir uma candidatura própria. Não é ser senador, não é participar ali como vice-governador, não. Ou tem coragem de dizer, olha nós temos um nome para ser candidato a governador, nós vamos apresentar um nome para Pernambuco, ou então a gente vai ficar numa sigla como outras aqui em Pernambuco”, defendeu o tucano.

Sobre nome do PSDB, Betinho afirma ser cedo para isso. “Não sei se é Bruno (Araújo, ministro das Cidades). Não acho que só tem Bruno. Tem outras opções que podem ser trabalhadas. Mas essa não é a questão, definir um nome ou não. A questão é ter a decisão política e dizer que quer lançar um candidato a governador. Primeiro passo. A partir daí você vai discutir quem é que tem mais condições”, afirmou Betinho Gomes à Rádio Folha.