segunda-feira, 25 de julho de 2016

Eleições 2016


“Hoje, a corrupção é um crime de baixo risco e alto benefício” - Deltan Dallagnol

Ary Filgueiras - Istoé

Após dois anos de existência, o legado que a Operação Lava Jato pretende deixar ao povo brasileiro vai além das prisões de poderosos empreiteiros e figuras conhecidas do cenário político. “Queremos, um País com menos corrupção”, sublinha o procurador da República Deltan Dallagnol, que coordena os trabalhos da força-tarefa, em entrevista concedida à ISTOÉ. A primeira fase do conjunto que forma esse espólio passa pela aprovação de 10 Medidas contra corrupção. O cerne que se almeja alcançar com elas é tornar a modalidade um crime de alto risco e baixo benefício. As propostas de alteração na lei ganharam a adesão de dois milhões de assinaturas em apenas dez meses. “É preciso, agora, que esse clima das ruas, de um desejo genuíno de um País mais justo, contagie o Congresso Nacional, que vai apreciar a iniciativa dos procuradores da Lava Jato”, afirma Dallagnol.

ISTOÉ – De que forma a Lava Jato influenciou a elaboração das 10 Medidas contra a corrupção?

Dallagnol – As 10 medidas surgiram quando percebemos que parte da sociedade coloca sobre os ombros da Lava Jato uma expectativa de transformação do Brasil que o caso sozinho não produz. Por ter se revelado uma ilha de justiça num mar de impunidade, a Lava Jato pode levar à punição dos criminosos e à recuperação de boa parte do dinheiro. Contudo, se não mudarmos as condições que favorecem a corrupção no Brasil, ela continuará a brotar. Na Lava Jato, tratamos de um tumor, mas o sistema é cancerígeno. Precisamos tratar o sistema, e nisso surgiu a iniciativa das 10 medidas. Além disso, a Lava Jato renova esperanças e quebra o cinismo, a descrença no Brasil e no funcionamento das Instituições. Ela foi o ponto de apoio sobre o qual foi colocada a alavanca das 10 Medidas, a qual pode nos ajudar a mover esse mundo de corrupção.

ISTOÉ – Se aprovadas, essas medidas poderão ser aplicadas de imediato, aos réus da Lava Jato?

Dallagnol – O foco das medidas não é tratar dos fatos da Lava Jato, mas sim evitar que novos escândalos de corrupção se repitam no futuro. Hoje colhemos os frutos de nossa inércia no passado em relação à corrupção. Precisamos plantar hoje as 10 medidas, para colhermos amanhã um País com menos corrupção e impunidade. Estudos mostram que quanto menor for a corrupção, melhor é a renda, a saúde, a educação, a efetividade do governo e a competitividade das empresas no cenário global. As medidas se aplicarão, em geral, apenas para novos crimes praticados após a sua eventual aprovação. Isso é uma regra absoluta quanto a novos crimes e aumento de penas. Contudo, algumas mudanças de procedimentos, e não punições, como a agilização dos recursos, serão aplicadas a casos em andamento, trazendo uma eficiência maior para a Justiça.

ISTOÉ – O ministro Alexandre de Moraes, da Justiça, defende que corruptos não tenham direito a progressão de pena.

Dallagnol – São duas estratégias diferentes com o mesmo objetivo de tornar o crime de corrupção um crime de alto risco. Prefiro a nossa, mas não retiro o valor de outras. Há três regimes de cumprimento de pena: fechado, semiaberto e aberto. A proposta do ministro Alexandre de Moraes tem por premissa o fato de que um condenado por corrupção pode em geral progredir do regime fechado para outro mais brando após cumprido apenas um sexto da pena. Uma progressão mais severa para casos de corrupção, na linha do que ele propõe, pode ser positiva. Contudo, se não alterarmos as penas atuais da corrupção, o corrupto não chega sequer a se submeter a qualquer dos três regimes, pois na prática a pena é substituída por medidas leves como prestação de serviços comunitários e doação de cestas básicas. Além disso, essa pena branda é perdoada completamente por um indulto natalino após cumprido um quarto da pena. Nossa proposta muda essa realidade, aumentando as penas e convertendo a corrupção que envolve valores maiores em crime hediondo, o que impede o indulto.

ISTOÉ – A delação premiada não vai na contramão dessas medidas, uma vez que, além de reduzir a pena do réu ainda o coloca em liberdade num prazo curto de tempo?

Dallagnol – A colaboração premiada e as 10 Medidas convergem: ambas objetivam maximizar a punição de corruptos e a recuperação do dinheiro desviado. As colaborações de Paulo Roberto Costa e Alberto Youssef são emblemáticas. Se não tivéssemos feito os acordos com eles, teríamos apenas um caso criminal de médio porte envolvendo propinas de cerca de R$ 26 milhões pagas a um diretor da Petrobras em função de um contrato, de uma empresa. As colaborações revelaram mais de R$ 6 bilhões de propinas envolvendo centenas de grandes empresários, diretores da Petrobras, políticos e outros funcionários públicos, em centenas de contratos, de dezenas de empresas. Não teríamos um só real de ressarcimento até hoje, quando mais de R$ 3 bilhões de reais foram recuperados pela Lava Jato para a sociedade. Acordos de colaboração têm efeito multiplicador. Você preferiria ficar com a condenação integral de Paulo Roberto e Youssef ou ter todo o caso que temos hoje? Os acordos de colaboração, que são o motor que move a Lava Jato, só são feitos quando manifestamente favoráveis ao interesse público. Segundo a famosa máxima que guia os acordos, troca-se uma sardinha por um tubarão, ou um peixe por um cardume.

ISTOÉ – O presidente do Senado, Renan Calheiros, mostrou disposição de resgatar o projeto que trata de punição a crimes de abuso de autoridade. Isso pode prejudicar a Lava Jato?

Dallagnol – É esperado que investigados reajam às investigações, inclusive por métodos ilegítimos. Vimos isso várias vezes ao longo do caso. Um dos contra-ataques se materializou pela propositura de um projeto que altera a lei de abuso de autoridade. A proposta cria punições para “abusos” que são descritos de modo vago, permitindo interpretações que enquadrem investigadores que estavam apenas fazendo regularmente o seu trabalho. Para piorar, a acusação criminal do suposto “abuso” poderá ser feita diretamente pelo investigado, como método de intimidação ou vingança contra membros do Judiciário, Ministério Público e Polícia. Não é criada nenhuma punição para abusos por parte de políticos. O momento, conteúdo e urgência do projeto tornam claro que é um cavalo de Troia para obstruir a ação de investigadores, especialmente da Lava Jato. Não é a primeira reação e não será a última. Até agora, a sociedade tem protegido as investigações, mas precisamos continuar atentos.

ISTOÉ – Se o Congresso decidir vetar algumas das 10 propostas, qual o sr. acha que não deve ficar de fora?

Dallagnol – Perguntar isso para mim é como perguntar a um pai qual dos filhos precisa ser salvo, é uma escolha de Sofia (risadas). A corrupção é um fenômeno complexo. Não existe solução simples. Por isso é que precisamos das 10 Medidas, que atacam o problema em diversas frentes: prevenção, punição adequada, fazer a punição sair do papel e recuperar o dinheiro desviado. Para além dessas medidas todas, precisamos ainda de reforma política, assunto sobre o qual temos uma expectativa de que o Congresso possa se debruçar num horizonte razoável de tempo.

ISTOÉ – Há uma proposta que recomenda a criação de medida para confiscar o patrimônio do condenado que corresponda à diferença entre o patrimônio de origem lícita e o patrimônio total. Como o MP fará essa distinção?

Dallagnol – É senso comum que o crime não deve compensar. O problema é que, no mundo real, ele compensa. Isso não só no Brasil. Segundo uma pesquisa de um professor da PUC/PR, Sólon Linhares, no Reino Unido o crime organizado teve um ganho de 15 bilhões de libras, mas apenas 125 milhões foram recuperados. De 903 milhões na Alemanha, 113 foram alcançados. Criminosos que adotam um estilo de vida criminoso, o criminal lifestyle, dificilmente são pegos e, quando são, respondem pela pequena parte dos seus crimes que foi descoberta e comprovada, como aconteceu com Al Capone. Para mudar isso, vários países, como Portugal, Alemanha, Espanha e Itália, criaram um instrumento legal chamado de confisco alargado, que propomos dentre as 10 medidas. A proposta permite o confisco, no caso de condenação por crimes gravíssimos e que geram muito dinheiro, como tráfico de drogas e corrupção, não só dos valores diretamente vinculados aos crimes descobertos, mas de todo o patrimônio sem origem lícita daquela pessoa. É feita toda uma análise de patrimônio e o próprio investigado pode mostrar que o dinheiro tem origem legal. O confisco acontecerá apenas quando não houver indicativo de que o dinheiro tem fonte legítima. E a dúvida, no processo penal, favorece o réu.

ISTOÉ – Na Itália, logo depois da Operação Mãos Limpas, veio uma legislação nova para acobertar os corruptos. O sr. não teme que haja um efeito parecido no Brasil?

Dallagnol – Tememos sim. O número de investigados poderosos cresce a cada dia. Nós não temos poder econômico ou político. A sociedade é nosso único escudo. A Lava Jato simboliza o desejo ardente do coração do brasileiro de dar um basta na corrupção e é a identificação com essa causa que nos protege. Na Itália, a reação veio exatamente dois a três anos após o início da investigação, momento que vivemos hoje. Temos receio de que as pessoas se acostumem com tanta notícia de corrupção, percam a capacidade de se indignar ou se envolver e que o interesse pela causa esfrie. Isso pode trazer dois efeitos negativos. O primeiro é abrir um flanco para ataques contra a Lava Jato e as investigações, com a aprovação de leis que atrapalham o combate à corrupção e objetivam proteger os investigados contra uma ação justa da Justiça. Na Itália, por exemplo, foi aprovada uma lei apelidada de “salva ladrões”, que proibia a prisão preventiva nos casos de corrupção. O segundo é o risco de que a corrupção sistêmica não receba um tratamento adequado. Esse grave problema já foi diagnosticado há mais de dois anos e ainda não foram feitas as reformas necessárias. Se queremos um País com menos corrupção, precisamos aprovar as 10 Medidas e uma boa reforma política.

Eduardo Suplicy é detido durante reintegração de posse em São Paulo

JC Online e ABr

SÃO PAULO - O ex-senador Eduardo Suplicy (PT-SP) foi detido na manhã desta segunda-feira (25) em São Paulo, durante uma reintegração de pesse na zona oeste da cidade. De acordo com informações do jornal O Estado de São Paulo, Suplicy teria desobedecido e obstruído a operação da Justiça.
Famílias entram em confronto com a PM durante reintegração de posse

Famílias da ocupação Terra Pelada, no Jardim Raposo Tavares, zona oeste da cidade de São Paulo, resistem à reintegração de posse executada pela Polícia Militar (PM). Segundo a PM, os manifestantes soltaram rojões a jogaram pedras nos militares da Tropa de Choque, que revidou com bombas de efeito moral.

Os moradores protestam desde o início da madrugada. Eles fizeram barricadas, atearam fogo a pneus e tentaram queimar um ônibus. Às 9h30, a ordem de reintegração não havia sido cumprida. De acordo com a PM, o oficial de Justiça ainda não chegou ao local, na Rua José Porfírio de Souza.

A área pertence à prefeitura de São Paulo. Segundo decisão da Justiça, emitida pela 9ª Câmara de Direito Público, o local apresenta alto risco de deslizamento, por ser região de encostas.

Parecer da Defesa Civil avalia que as construções precárias na área aumentam os riscos de desabamentos e até mesmo de incêndio. “Há ainda muito lixo e entulho no local, bem como árvores queimadas e visível dano ambiental”, diz a avaliação

Emoção no reencontro de mãe com a filha que foi raptada pelo pai

Folha-PE

A pequena Júlia, de um ano e dez meses, já está com a mãe, Cláudia Rogéria Cavalcanti. A bebê desembarcou no Aeroporto do Recife nesta segunda-feira (25) e já deixou a sala de embarque nos braços da responsável.

Júlia havia sido raptada pelo pai, Janderson Rodrigo Salgado de Alencar, em Olinda, e foi encontrada no estado do Amapá.

Janderson desceu do avião e foi levado a um carro da Polícia Civil, em que deve seguir para exames no Instituto de Medicina Legal (IML).

Buscas

Depois de investigações que reuniram policiais de Pernambuco, Maranhão e Pará, pai e filha foram encontrados no último sábado (23) por agentes amapaenses na cidade de Santana, no sudeste do estado. Ainda na noite do sábado, a delegada Gleide Ângelo viajou até Macapá para providenciar a transferência do preso até Pernambuco e encontrar a menina.

Burocracia na compra de automóveis por deficientes

Geraldo Lélis
Folha-PE

Apesar de ter completado 21 anos no último mês de fevereiro, a Lei Federal Nº 8.989, que garante isenção de impostos na compra de automóveis por pessoas com deficiência, tem proporcionado angústia aos beneficiados. O major do Corpo de Bombeiros, Wilson Paulo, pai de um garoto autista, deu início ao processo em julho do ano passado e ainda não tem o carro na garagem.

Ao procurar o Departamento Estadual de Trânsito (Detran), soube que só conseguiria realizar a perícia no mês seguinte, e que o laudo só sairia 30 dias após o exame. “Aí levei o laudo para um cartório para autenticar, passei na Receita Federal em outubro de 2015 e só recebi a autorização em março de 2016 para ter isenção do IPI (Imposto sobre Produto Industrializado)”, contou. Depois disso, a saga continuou com visitas à Secretaria da Fazenda de Pernambuco, para pedir isenção de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), e à concessionária e com o envio do laudo para a Secretaria da Fazenda de São Paulo, que deverá levar mais 30 dias para autorizar a isenção do ICMS de exportação. 

Eu até brinquei na concessionária, dizendo que eu estava fazendo uma nova inscrição na Universidade Federal. Só faltou a assinatura de Jesus (Cristo) dizendo: ‘está tudo ok, pode vender para ele’. Mas ainda não está resolvido”, lamentou Wilson. Depois de referendado pelo órgão paulista, o laudo será encaminhado à montadora para produzir o veículo, que deverá demorar até 90 dias para chegar à loja. “Eu espero que até o Natal eu possa receber esse carro. A burocracia é muito grande e desestimulante. Além do desconhecimento da legislação. Parece que o Estado faz de tudo para que você desista no meio do caminho do processo”, reclamou.

A psicomédica do Detran-PE, Juliana Guimarães, explicou em entrevista à Rádio Folha FM 96,7 que o órgão estadual passou a receber a solicitação de perícia pela Internet, através do site www.detran.pe.gov.br, e que a espera foi reduzida para uma semana, com o laudo sendo dado em menos de 30 dias. De acordo com a legislação, a isenção pode ser concedida para o condutor e para o não condutor. Nesse caso, visa-se a aquisição de veículo para que terceiros transportem os beneficiários. Podem solicitar o benefício pessoas com deficiência visual, mental (considerada severa ou profunda) e física que incapacite membros superiores e inferiores, além de autistas. No âmbito da Receita Federal, são passíveis de isenção o IPI e o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) - no caso de financiamento -, e, no âmbito estadual, o ICMS e o Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA). Em caso de compra de carro usado, apenas é retirado o IPVA, já que os outros tributos já foram pagos no ato da primeira compra daquele carro.

Juliana Guimarães explica também que, depois de pegar o laudo, o requerente precisa solicitar à Receita Federal uma autorização de isenção, levá-la junto com o laudo para a concessionária para pegar orçamento e depois ir à Secretaria da Fazenda, para pedir isenção dos impostos estaduais, e, enfim, encomendar o automóvel na concessionária. Depois disso, o laudo é encaminhado para a Secretaria da Fazenda do estado onde está localizada a fábrica do carro requerido, para autorizar a montagem do carro com as possíveis adaptações e sem a incidência de ICMS.

Sob Temer, dinheiro a municípios prioriza aliados

Ministros aproveitaram liberações de R$ 2 bi para reforçar caixa de bases eleitorais

Leonardo Junqueira - O Estado de S.Paulo

No primeiro ano em que a legislação eleitoral instituiu um teto de gastos para as campanhas, o presidente em exercício Michel Temer abasteceu o caixa das prefeituras com cerca de R$ 2 bilhões em convênios liberados em pouco menos de dois meses. Levantamento do Estado, com base em dados da Controladoria-Geral da União, mostra que os valores foram transferidos a 2.448 municípios e se destinaram a 5.213 obras.

Alguns ministros aproveitaram a liberação para fazer agrados às bases políticas. Pastas como Transportes, Esporte, Desenvolvimento Social Agrário e Ciência e Tecnologia concentraram repasses nos Estados dos respectivos titulares.

Expectativa. Com 1.024 prefeitos eleitos em 2012, o PMDB, partido de Temer, tem o maior número de prefeituras do País e espera crescer neste ano. Como a base de Temer engloba a maior parte dos partidos, os convênios acabam por beneficiar prefeitos da coalizão nacional. Depois do PMDB, a legenda que mais elegeu prefeitos em 2012 foi o principal aliado, o PSDB, com 702 eleitos. O PT, maior partido da oposição, foi o terceiro, com 635. Depois vêm outros aliados no plano nacional: PSD (497), PP (469) e PSB (442).

Os dados apontam que ministros do governo aproveitaram o aumento das liberações para fazer agrados às suas bases. O ministro Gilberto Kassab (Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações) repassou 37,4% das verbas ao Estado de São Paulo, por onde pretende se eleger senador em 2018. Ele é presidente licenciado do PSD.

O ministro dos Transportes, Maurício Quintela Lessa (PR), transferiu 36,8% para Alagoas. Ele é presidente do partido no Estado. Osmar Terra (Desenvolvimento Social e Agrário) liberou 16,5% para o Rio Grande do Sul, onde é primeiro-vice-presidente do diretório regional do PMDB.

Leonardo Picciani (Esporte) repassou 12% para o Rio. Seu pai, Jorge Picciani, é presidente do PMDB fluminense e também da Assembleia Legislativa.

Agência dos Correios é alvo de assaltantes no Carmo, em Olinda


Reprodução/TV Jornal

Foram divulgadas imagens do assalto a uma agência dos Correios no bairro do Carmo, em Olinda, no Grande Recife, ocorrido no último dia 18. A Polícia Federal procura os suspeitos, que fugiram levando a arma do segurança e o dinheiro dos caixas. 

Nas imagens é possível ver toda ação. Por volta do meio-dia, a dupla invade a agência, rende os funcionários e clientes e vão atrás do cofre. Como não conseguem abrir, recolhem o dinheiro e a arma.

A investida criminosa dura 5 minutos. "Nas imagens a gente vê que os dois estão com os rostos descobertos, que vai facilitar e muito a identificação. Quem reconhecer, pode ligar para o Disque-Denúncia, no 3421.9595", contou o Chefe de Comunicação da Polícia Federal.


A difícil matemática das eleições 2016 - Renata Bezerra de Melo

A minirreforma política, em especial, as mudanças que limitaram recursos para as campanhas 2016, tem dado nó na cabeça dos candidatos e nos assessores dos seus comitês políticos. 
O problema é complexo: diz respeito à repartição dos Fundos Partidários, que por obedecerem prioridades nacionais, fatalmente não chegarão a todos os que pleiteam verbas, e também à impossibilidade de financiamento via empresas, mecanismo que era largamente usado por todos os partidos. 
Mas, paradoxalmente, principalmente quem tem dinheiro, terá outro ponto como um entrave: os tetos máximos impostos pelo TSE, com limite fixo para cada município brasileiro, serão um obstáculo a contornar. 
Grandes cidades, como Olinda e Jaboatão dos Guararapes, ficaram com limites de gastos bem abaixo de outros colégios eleitorais pernambucanos, a exemplo de Caruaru e de Petrolina, que têm permissão para gastar somas bem maiores. No caso de Jaboatão, por exemplo, que terá uma das eleições mais quentes do Estado, será possivel a cada candidato à majoritária lançar mão de apenas R$ 1,1 milhão, o que é relatado - em reserva - por assessores dos prefeituráveis, como um valor ínfimo para realizar o mínimo, como os guias eleitorais de rádio e para botar a “máquina” na rua. 
Os que dispõem de dinheiro, portanto, sofrerão para driblar essa limitação.

Sistema Botafogo recebe obra de manutenção da Compesa

Folha-PE

Para execução de obras e intervenções preventivas, a Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa) realizará uma manutenção programada por 48 horas no Sistema Botafogo, a partir da próxima terça-feira (26). A paralisação será iniciada a 0h da terça-feira e seguirá até a 0h de quinta-feira (28).

Durante o período, os moradores das cidades atendidas pelo Sistema Botafogo (Olinda, Igarassu, Paulista e Abreu e Lima), devem ficar atentos, pois ficarão sem água, exceto as áreas abastecidas por poços nessas cidades, todas localizadas na Zona Norte da Região Metropolitana do Recife.

Uma das obras responsável pela paralização será a interligação de uma nova adutora ao Sistema Botafogo para transportar água para o novo presídio de Itaquitinga, cidade situada na Zona da Mata Norte.

Com 31 quilômetros de extensão, a adutora foi construída pelo governo do Estado e agora será gerenciada pela Compesa. A tubulação terá uma vazão 64,8 metros cúbicos por hora, dos quais 43,2 m3/hora serão destinados à unidade prisional.

Além de atender ao presídio, a obra garantirá o reforço de 21,6 metros cúbicos de água/hora para o distrito Três Ladeiras, com aproximadamente 1,7 mil habitantes, pertencente ao município de Igarassu.

De acordo com o gerente de Produção Metropolitana da Compesa, Euris Oliveira, essas ações não poderiam ser realizadas com o sistema em funcionamento. A Compesa pretende aproveitar a paralisação para realizar, ainda, outros serviços na unidade de Botafogo.

Como parte destes serviços serão efetuadas manutenções na Estação de Tratamento de Agua-ETA Botafogo, também localizada em Igarassu, vistorias e substituição de válvulas e registros, além de intervenções eletromecânicas no sistema.

Com a paralisação, serão afetadas, ao menos, 173 mil pessoas. “Iremos mobilizar 35 profissionais, entre técnicos e engenheiros, para a realização dos serviços e iremos trabalhar diuturnamente para que todas as intervenções sejam finalizadas no prazo previsto”, informa Euris.

Charge do Amarildo - O Globo


domingo, 24 de julho de 2016

Com dois de Rogério, Sport vence Cruzeiro

Paulo Henrique Tavares
Folha de Pernambuco

Foram 30 finalizações contra apenas seis. Tais números poderiam revelar certa vantagem daquele que buscou mais o gol diante de um adversário pouco presente no campo de ataque. Poderia, sim... Se a efetividade não funcionasse como uma variável. Neste domingo, no Mineirão, pela 16ª rodada da Série A do Campeonato Brasileiro, os arremates certeiros do Sport renderam a vitória por 2x1 diante do Cruzeiro, e seu ataque nada produtivo. Os dois gols do jogo foram marcados por Rogério.

O Cruzeiro entrou em campo com a mácula de ser a equipe com a pior campanha da Primeira Divisão como mandante. Apenas uma vitória foi conquistada em oito jogos. Ser visitante também não tem rendido boas lembranças ao torcedor rubro-negro, com seis derrotas acumuladas em nove jogos. Difícil apostar em algum favoritismo diante deste cenário. Sendo assim, apenas os detalhes decidiriam a partida.

Pelos números já revelados acima fica fácil entender que o Cruzeiro foi à equipe dominante no jogo. Além do caminhão de chances desperdiçadas – que inclusive contou uma participações decisivas do goleiro Magrão no jogo -, os mineiros variavam a posse de bola entre 58% e 60%. Os rubro-negros conquistaram a vitória sendo o visitante que se acostumou a ser. Apesar do resultado, a marcação do time não funcionou bem funcionou bem. A diferença foi quando esteve diante do goleiro Fábio.

A primeira vez aconteceu aos 37 minutos do primeiro tempo. A jogada foi iniciada com Diego Souza, que recebeu a bola no meio e deu um lindo passe para Rogério. O atacante cortou a zaga em velocidade e finalizou bem na saída do goleiro Fábio. Na desvantagem, o Cruzeiro tentou de todo o jeito o empate ainda no final da primeira etapa. A falta de capricho pode explicar a quantidade de chances desperdiçadas.

Na volta para o segundo tempo, pouco tempo houve entre uma tentativa de igualdade no placar e o segundo gol leonino. Aos 5 minutos, Everton Felipe fez linda jogada a partir do meio campo, enfileirando a defesa do Cruzeiro, e tocou para Rogério. O atacante bateu de primeira, e ampliou o marcador. Quando o Cruzeiro finalmente balançou as redes já não havia mais tempo. Aos 46 do segundo tempo, William descontou.

O resultado de 2x0 tirou o Sport da zona de rebaixamento. Os rubro-negros chegaram aos 18 pontos e estão na 14ª colocação. O próximo adversário será o Atlético/PR, sábado, na Ilha do Retiro.

FICHA DE JOGO

Cruzeiro

Fábio; Lucas (Douglas Coutinho), Bruno Rodrigo, Léo e Edimar; Ariel Cabral (Robinho), Henrique e Arrascaeta; Willian, Ramón Ábila (Rafinha) e Rafael Sóbis. Técnico: Paulo Bento

Sport

Magrão, Samuel Xavier, Matheus Ferraz, Ronaldo Alves e Rodney Wallace; Serginho, Rithely, Diego Souza (Túlio de Melo), Rogério (Mark González) e Everton Felipe; Edmilson (Rodrigo Mancha).Técnico: Oswaldo de Oliveira

Local: Mineirão (Belo Horizonte)
Horário: 16h
Árbitro: Leandro Pedro Vuaden (RS)
Assistentes: Danilo Ricardo Simon Manis e Alex Ang Ribeiro (ambos de SP).
Gols: Rogério (aos 37 do 1ºT e aos 5 do 2ºT); William (aos 46 do 2ºT)
Cartões amarelos: Rodney Wallace, Magrão, Serginho e Rogério (Sport); Arrascaeta (Cruzeiro)
Público e renda: Não divulgados

Animais vítimas de maus-tratos e da omissão do poder público

Veículos puxados por cavalos, jumentos e burros são vistos por toda a parte
Diego Nigro/JC Imagem

JC Online

De um lado, milhares de pessoas que vivem na miséria e exploram cavalos, burros e jumentos para puxar carroças transportando materiais de onde tiram o sustento de suas famílias. Do outro, animais que conduzem cargas acima de sua capacidade, no asfalto quente (inclusive em grandes corredores do Grande Recife, na contramão e guiados por crianças), muitas vezes sendo espancados e mal alimentados até não servirem mais. E, em meio a tudo isso, a omissão do poder público.

O Recife ensaiou o primeiro passo para enfrentar a situação, ao sancionar a Lei nº 17.918, que proíbe veículos de tração animal na cidade, em outubro de 2013. Ela estipulava prazo de 120 dias para entrar em vigor, estabelecendo multa de R$ 500 para quem a descumprisse e apreensão do veículo e animal, além de uma diária de R$ 10 por animal em depósito. Previa também cursos de capacitação para os carroceiros. Na época foi acertado um auxílio mensal de R$ 500 nos três primeiros meses.Os carroceiros protestaram, a regulamentação foi adiada e nunca mais andou.

Crise afasta parlamentares das eleições para prefeito

A Lava Jato parece ter afastado também possíveis concorrentes nas eleições deste ano
Foto: Elza Fiúza/ABr

Estadão 

A maior crise política pela qual passou o Congresso desde a Constituinte de 1988 - aliada ao fim do financiamento das campanhas por empresas - terá efeito direto nas eleições municipais. O número de parlamentares que se lança candidatoa prefeito e vice-prefeito este ano deverá cair em, pelo menos, 25% em relação a disputas anteriores.

Levantamento preliminar feito pelo Estado com lideranças e comandos partidários indica que 68 deputados federais de 20 partidos deverão concorrer em outubro. Nessa conta, que representa um universo de 476 dos 513 deputados, estão inclusas as maiores bancadas da Câmara. PSDB e PMDB, campeões em candidaturas na eleição municipal passada, com 13 cada um, devem lançar nove cada desta vez. O PT, que indicou 12 candidatos anteriormente, tende a ter sete candidatos. Somente sete partidos, pequenos e nanicos, não responderam aos contatos da reportagem.

No Senado, com a desistência de Romário (PSB-RJ) em disputar a prefeitura fluminense, apenas dois parlamentares devem concorrer: a senadora Marta Suplicy (PMDB) tentará voltar ao comando da capital paulista e o senador Marcelo Crivella (PRB) concorrerá pela terceira vez ao cargo de prefeito do Rio de Janeiro. Em 2012, cinco senadores foram candidatos.

Até o momento, a quantidade de deputados e senadores que devem ser candidatos está em 70 concorrentes - tradicionalmente esse número cai ainda mais até o registro das candidaturas pelos partidos e coligações partidárias, prevista para ocorrer na eleição deste ano em 15 de agosto. A título de comparação, nas três últimas eleições municipais, a quantidade de parlamentares postulantes sempre superou a casa dos 90 em um universo de 594: 92 candidatos em 2012, 95 em 2008 e 91 em 2004.

O diretor do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap), Antônio Augusto de Queiroz, afirmou que a redução dos parlamentares que vão concorrer nas eleições municipais se dá por duas razões: o fim do financiamento empresarial das campanhas, determinado pelo Supremo Tribunal Federal, e os custos políticos decorrentes dos escândalos de corrupção, em especial a Operação Lava Jato e as investigações que envolvem o ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

"Os candidatos vão precisar vender o patrimônio se quiserem disputar e ainda vão pagar um preço enorme pelo custo de imagem em função dos escândalos", afirmou Queiroz, da entidade que faz um acompanhamento das atividades do Congresso há mais de 30 anos Para o dirigente do Diap, sem financiamento das campanhas por empresas, acabará a lógica dos parlamentares que concorrem nas eleições somente para fazer um "recall" com o eleitorado. 

"Em lugar de oxigenar seus nomes, os candidatos podem até queimar ainda mais a imagem. Um desempenho pífio pode comprometer uma futura reeleição", avaliou Queiroz, para quem o número de candidaturas poderá cair ainda até a metade da última eleição municipal.

A Lava Jato parece ter afastado também possíveis concorrentes nas eleições deste ano. No levantamento feito pelo Estado, não consta nenhum nome envolvido na operação. 

Para Crivella, a campanha de 2016, sem financiamento empresarial dos candidatos, será "franciscana" e "mais igual". "Acredito que o Ministério Público Eleitoral, o Tribunal Regional Eleitoral e a própria população vão ter um olhar muito crítico para quem encher a cidade de propaganda, essas coisas conspícuas, perdulárias", afirmou ele, que concorreu a prefeito no Rio em 2004 e 2008 e ao governo estadual em 2006 e 2014, sempre durante mandatos de senador.

O senador licenciado afirmou que pretende contar nesta eleição com recursos do Fundo Partidário para fazer campanha. Disse que sempre fez campanhas eleitorais modestas e pretende gastar em todo o pleito deste ano entre R$ 4 milhões e R$ 6 milhões. Pelo teto de gastos divulgado pelo Tribunal Superior Eleitoral esta semana, cada candidato a prefeito do Rio pode gastar no primeiro turno até R$ 19,8 milhões e, no segundo, R$ 5,9 milhões.

Bondades e maldades - Carlos Chagas

Como aceitar que Michel Temer tenha anunciado a iminência de um pacote de bondades, incluindo nelas montes de nomeações para presidências e diretorias de empresas públicas feitas por deputados e senadores da base aliada? Trata-se de chantagem pura, primeiro porque essas nomeações já deveriam ter sido feitas, em nome da eficiência administrativa do governo. Depois, porque empresas públicas não são capim a ser mastigado por políticos, senão que instrumento de eficiência para o bom andamento de negócios de estado. Finalmente, pelo prazo fixado para a premiação de quem prometer votar no Congresso projetos de interesse do palácio do Planalto: tem que ser antes da votação final do impeachment de Dilma Rousseff. Depois, não adianta mais, terá chegado a vez do pacote de maldades, com a degola definitiva de Madame…

É assim que continua sendo feita a política entre nós. Dando, o governo receberá. Perdendo a hora de dar, não haverá porque a caridade.

Nada difere a administração Temer de sua anterior, de Dilma. As duas significam desprezo absoluto pelas necessidades nacionais.

Pior fica quando se analisa o comportamento dos partidos, que continuam votando de acordo com seus interesses. Pouco importa se determinada nomeação serve ou contraria a performance desta ou daquela estatal. Se vai causar prejuízo à finalidade para a qual existe ou se contribuirá para a sua melhoria. Valem mais os dividendos para a pessoa que nos governa.

Tem sido assim há décadas, favorecendo PT, PSDB, PMDB ou outro grupo qualquer, formando-se maiorias e minorias segundo esse critério. Chame-se Temer, Dilma, Lula ou Fernando Henrique, arma-se de acordo com sua vontade a estrutura de poder dominante.

Para ficar no tema, indaga-se de João Santana e Mônica Moura quanto faturaram desde que assumiram como marqueteiros do PT. Os dois tiveram seu mérito nas eleições de Dilma. Estarão lamentado ou quanto terão salvado.

Insegurança - Rogério Alves

Esta guarita fica localizada na praça de Casa Forte. Foi desativado o policiamento que fazia a segurança deste local. Agora como a SDS pode combater a insegurança desativando a segurança?

Mobilização contra o tráfico de pessoas começa na segunda em PE

G1 PE

O Núcleo de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas (NETP), da Secretaria de Defesa Social de Pernambuco (SDS), começa na segunda-feira (25) ações para marcar a Semana Nacional de Mobilização pelo Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas. A programação, que segue até sexta-feira (29), faz parte da Campanha Nacional 'Coração Azul contra o Tráfico de Pessoas', do Ministério da Justiça.

Estão previstos debates, blitzes e palestras sobre o tema. Haverá atividades no Recife, além de Ipojuca e Jaboatão dos Guararapes, na Região Metropolitana. O objetivo é levar informação à sociedade sobre a existência do crime de tráfico de pessoas.

Para marcar essa data, os escritórios das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC) e os países que aderiram à 'Campanha Coração Azul' também promovem mobilizações de alerta.
O coração azul é símbolo da campanha mundial do UNODC, que foi lançada no Brasil em maio de 2013.

Veja a programação:
Dia 25, das 8h ao meio-dia: Abertura da 'Campanha Coração Azul' com palestra, panfletagem e entrega de adesivos no Centro de Referência de Assistência Social no Torrões, na Zona Oeste do Recife.
Dia 26, das 8h30 às 17h: Ação de Sensibilização e Conscientização no Terminal Integrado de Passageiros – TIP, na Zona Oeste do Recife, com o apoio do 12ª Batalhão de Polícia Militar e da Secretaria da Mulher do Recife.
Dia 27, das 8h30 ao meio-dia: Palestra de Sensibilização e Conscientização do NETP para os alunos da Escola Estadual Edson Moury Fernandes, no bairro da Muribeca, em Jaboatão dos Guararapes;
Dia 28, das 8h ao meio dia: Blitz Educativa do NETP e da Polícia Rodoviária Federal, na BR 101 - km 70, ao lado do Colégio Militar, próximo ao Centro de Abastecimento e Logística de Pernambuco (Ceasa).
Dia 29, das 8h30 ao meio-dia: Palestra no Centro Municipal de Educação Profissional deIpojuca (Cemep), em parceria com a Secretaria Especial da Mulher de Ipojuca. No local, serão entregues panfletos e adesivos da 'Campanha Coração Azul'.

Atenção, desconfie de candidatos endinheirados - Josias de Souza

Vai começar em 16 de agosto um espetáculo político diferente: uma eleição municipal em que as contribuições de empresas privadas estão proibidas. Considerando-se a estatística repassada por João Santana a Sérgio Moro —“98% das campanhas no Brasil utilizam caixa dois”—, pode-se intuir que a verba que circula por baixo da mesa vai aumentar. Se esse dinheiro saísse do bolso dos candidatos ou das caixas registradoras que os apoiam, tudo bem. O diabo é que cada centavo tem uma única origem: os impostos que o eleitor entrega ao fisco.

Antônio Ermírio de Moraes costumava definir a política como “a arte de pedir recursos aos ricos, pedir votos aos pobres e mentir para ambos na sequência.” Nessa formulação, somente o político é vilão. O oligarca faz companhia ao desafortunado no papel de vítima dos políticos venais. Traído pelo destino, Ermírio morreu em agosto de 2014, cinco meses após a explosão da Lava Jato. Uma pena. Vivo, o mandachuva Votorantim seria compelido a reformular sua tese.

Se o petrolão demonstrou alguma coisa é que a política no Brasil não passa de um conluio entre as oligarquias política e empresarial, para assaltar o eleitorado em dia com o fisco e usar parte do produto do roubo no financiamento da propaganda eleitoral que o fará de idiota. Quem não quiser passar por imbecil, deve tomar suas precauções. A primeira delas é fugir de candidatos marquetados. Sob pena de eleger a melhor encenação, não o melhor prefeito.

Nunca foi tão fácil detectar os cleptocandidatos. Além de proibir a verba empresarial, as regras eleitorais fixam um teto para a tesouraria dos comitês. O pé-direito do caixa varia de R$ 108 mil, valor máximo de uma campanha à prefeitura dos municípios com menos de 10 mil eleitores, até R$ 45,4 milhões, limite estabelecido para a cidade de São Paulo. Num cenário ideal, os próprios adversários cuidarão de denunciar os excessos. Com sorte, alguns atores enxergarão o novo momento do país.

Estão na cadeia empresários poderosos como Marcelo Odebrecht, políticos influentes como José Dirceu, gerentes de arcas partidárias como João Vaccari Neto, ex-diretores da Petrobras como Renato Duque e até um marqueteiro do porte de João Santana. A corrupção agora dá cadeia, eis a novidade. Se os empresários tivessem amor às suas logomarcas, fechariam o caixa dois. Se os políticos tivessem vergonha na cara, fariam da tesouraria limpa um mote de campanha. Se o eleitor tivesse juízo, fugiria de candidatos marquetados.

Quanto mais rica a campanha, maior a mistificação. Quanto mais tempo de propaganda no rádio e na tevê, mais inconfessáveis os acordos que aumentaram a coligação partidária. Se quisessem ser levados a sério, os partidos deveriam começar o debate sobre uma reforma eleitoral por duas providências simples.

Numa, a propaganda cinematográfica seria substituída por debates ao vivo entre os candidatos, transmitidos por um pool de emissoras e pela internet. Noutra, partidos que deixassem de apresentar candidatos no primeiro turno para vender seu tempo de tevê perderiam automaticamente a vitrine eletrônica e a verba do Fundo Partidário.

Eleições 2016


Criança sequestrada pelo pai em Olinda é encontrada no Amapá

Gabriel Dias
Folha-PE

O engenheiro Janderson Rodrigo Salgado de Alencar, de 29 anos, que raptou a própria filha no último dia 10 deste mês, foi preso na noite deste sábado (23) na cidade de Santana, no sudeste do estado do Amapá. Em trabalho conjunto, com a Polícia Civil do Estado de Pernambuco, a polícia amapaense encontrou o engenheiro e a menina Júlia Cavalcanti de Alencar, de 1 ano e 10 meses, na região central da cidade.

Depois da informação da prisão feita pela PC do Amapá, a delegada Gleide Ângelo, que lidera as investigações do caso e que estava em Belém, no Pará, desde a última quarta-feira (20), está se deslocando até o Amapá, onde fará o procedimento de transferência do engenheiro para Olinda, em Pernambuco.

De acordo com informações do blogueiro Stênio Johnny, a ação foi realizada pelos delegados Uberlândio Gomes e Rubens Recalcatti, em parceiria com a Secretaria de Estado da Justiça e Segurança Pública e do Centro Integrado de Operações Policiais do norte do país.

O caso

Janderson Rodrigo Salgado de Alencar era procurado pela Polícia desde o último dia 11 de julho por descumprir mandado judicial e não devolver a filha para a mãe, a servidora pública, Claúdia Cavalcanti, que tem a guarda da criança.

As buscas estavam concentradas na região norte do país, desde quando surgiram indícios de que Janderson planejava fugir do país com a menina. Antes de ser achado no Amapá, Janderosn passou pelos estados do Rio Grande do Norte, Maranhão e Pará.

Todos os serviços de inteligência buscavam pelo engenheiro e ele não tinha autorização para se deslocar entre rodoviárias e aeroportos do país com a menina, mas, especula-se que ele utilizou serviços de táxi para viajar entre o Maranhão e o Pará.

Antes de sumir com a filha, Janderson havia sacado R$ 400 mil reais, o que evidencia o planejamento da ação.

No Cafezinho, a largada para as convenções municpais

Blog da Folha

A coluna semanal No Cafezinho desta semana trata das eleições municipais, já que estamos em pleno período de convenções partidárias. O subeditor de Política da Folha de Pernambuco, Daniel Leite, comanda um bate-papo com a colunista política Renata Bezerra de Melo e o repórter de Política Marcelo Montanini sobre os primeiros eventos partidários no Recife e as articulações em Olinda, Jaboatão e Petrolina. Espero que gostem.

sábado, 23 de julho de 2016

Charge do Jarbas - Diário de Pernambuco


Maia admite acordo para enterrar CPI que investiga empresas

Daniela Lima, Aguirre Talento - Folha de São Paulo

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), reconheceu à Folha que decidiu revogar a prorrogação dos trabalhos da CPI do Carf (Conselho Administrativo de Recursos Fiscais) e determinar que a apuração seja encerrada na primeira semana de agosto para cumprir um acordo firmado às vésperas de sua eleição para o cargo, em 15 de julho.

Órgão vinculado ao Ministério da Fazenda, o Carf é responsável por julgar autuações aplicadas pela Receita Federal aos contribuintes. A CPI, portanto, focava na atuação de empresas.

O acerto para encerrar as investigações havia sido fechado na presença de Maia pelo então presidente interino da Câmara, Waldir Maranhão (PP-MA), com integrantes de partidos como o DEM, o PSDB e o PSB. Maranhão depois recuou e acabou dando um prazo extra de 60 dias à CPI.

O presidente recém-eleito, entretanto, decidiu manter o que havia sido acordado e publicou ato revogando a prorrogação da CPI e determinando que os últimos 26 dias de trabalho do colegiado fossem dedicados apenas à votação de seu relatório. Seu ato passou a ser alvo de questionamentos.

Integrantes da CPI ligados ao chamado "centrão" –aglomerado de partidos como o PP, PR e PSD– dizem que a CPI deve, ao menos, usar o resto do prazo para tomar depoimentos de personagens já citados na investigação.

O presidente da CPI, Pedro Fernandes (PTB-MA), esteve com Maia na última terça e pediu que ele autorizasse novos depoimentos. Em outra frente, o PSOL tem dito que a Câmara poderá ser acusada de agir para proteger grandes empresários caso Maia mantenha sua decisão.

POLÊMICA

A diversidade dos questionamentos reflete a pluralidade de interesses afetados pela CPI. A investigação parlamentar nasceu após a Polícia Federal deflagrar a Operação Zelotes, que investiga a venda de sentenças no Carf.

Segundo a PF, conselheiros que atuam no órgão cobravam propina de empresários em troca de abatimento de multas fiscais.

Pesos pesados do empresariado nacional entraram na mira da CPI, como Safra, Gerdau e Bradesco. Ao mesmo tempo, cresceram rumores de que integrantes da CPI estavam pedindo vantagens a investigados para anistiá-los de depoimentos na comissão.

A afirmação de que havia achaque na CPI foi verbalizada por um dos vice-presidentes da comissão, o deputado Hildo Rocha (PMDB-MA), ao jornal "O Globo". A fala fortaleceu corrente liderada pelo PSDB, DEM e PSB que vinha condenando o andamento dos trabalhos na CPI.

"Alguns líderes de partido fizeram uma reunião com Maranhão na qual, preocupados com os rumos da CPI, sugeriram que a prorrogação fosse usada para votar o relatório final. Foi uma decisão coletiva e, se tiver que ser revista, será revista coletivamente também", disse Maia.

Deputados do PSDB e do DEM procurados pela Folha admitiram ter patrocinado os pedidos de encerramento dos trabalhos. José Carlos Aleluia (DEM-BA) afirmou que "ninguém blindou empresa nenhuma" e que integrantes da comissão ficaram preocupados após boatos de que parlamentares estariam achacando empresários. "Colocaram em dúvida a conduta da CPI e não quero ver meu nome ligado a isso", disse Aleluia.

Líder do PSDB, Antônio Imbassahy (BA) disse que os tucanos na CPI "confiam nas investigações que estão sendo feitas pela PF, sem prejuízo da atividade parlamentar".
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ACORDÃO
Presidente da Câmara admite acerto para enterrar CPI do Carf

CPI do Carf
Criação: 4.fev.2016
Prazo de funcionamento: 4.mar a 11.ago
Presidente: Pedro Fernandes Ribeiro (PTB-MA)
Membros: 29

O que investiga?
CPI apura o esquema de corrupção no Carf, revelado pela Operação Zelotes
A OPERAÇÃO ZELOTES

O suposto esquema
Através de advogados e consultores, empresas repassavam propina a conselheiros do Carf para reverter multas da Receita. Operação também descobriu esquema de compra de medidas provisórias

Por que os deputados querem o fim da CPI?
Grupo alinhado ao PT busca impedir a convocação de Luis Cláudio, filho de Lula, que é investigado por ter recebido pagamentos de um lobista condenado na Zelotes
Partidos como PMDB, DEM e PSDB querem blindar grandes empresas investigadas na Operação, como o a Gerdau e o Banco Safra

Mendes não confirma time, mas Santa Cruz deve ter Wellington e Marion entre os titulares

Marion, que deve ser titular, se revezou com Arthur nas funções de ponta e centroavante

Superesportes

O técnico Milton Mendes voltou a fazer mistério. Depois do treino fechado desta sexta-feira, não destrinchou a escalação do Santa Cruz para a partida de sábado, quando o Tricolor enfrenta o Coritiba, no Arruda. Neris (machucado na coxa direita) e Grafite (suspenso) são os desfalques para o duelo. O treinador não cravou os substitutos. Mas a equipe deve ter Wellington e Marion, respectivamente, nos lugares deles.

“Eu já tenho o time definido, mas acho que (divulgando) daríamos armas aos adversários. Mas a equipe não vai ter muita diferença”, declarou o treinador. As alterações, portanto, tendem a ser apenas para substituição de Neris e Grafite. O reserva natural do primeiro é Wellington, zagueiro que teve bom rendimento nos três jogos que fez até aqui pela equipe. O último deles na última quarta-feira, no Arruda, contra o Vasco - pela Copa do Brasil.

Para a vaga no ataque, Bruno Moraes poderia ser acionado. Mas o comandante disse que a escalação deve seguir o ‘modelo muito parecido do utilizado contra o Internacional”, há duas rodadas. Na ocasião, com Grafite machucado, Marion que foi o escolhido para o setor. Situação que deverá ser repetida.

Fora da relação da última partida com o Vasco por causa de lesão no tornozelo esquerdo, Uillian Correia volta a ficar à disposição. Baixas são Derley, expulso na Copa do Brasil e com a necessidade de cumprir suspensão, e Wellington Cézar, lesionado no joelho direito. Mendes aguardava a regularização de Danilo Pires, que aconteceu durante a sexta-feira à tarde. Com isso, jogador ficará no banco de reservas. Sendo assim, o Tricolor joga com: Tiago Cardoso; Léo Moura, Wellington, Danny Morais e Tiago Costa; Uillian Correia, João Paulo, Marcílio, Arthur e Keno; Marion.

Um mundo de livros à disposição da criançada na Biblioteca Pública Estadual

Nestas férias de julho, crianças têm programação especial como contação de histórias
Foto: Fernando da Hora / JC Imagem

JC Online

Um rico acervo de 13 mil livros infantis está à disposição de pequenos leitores na Biblioteca Pública Estadual, que funciona ao lado do Parque 13 de Maio, bairro de Santo Amaro, área central do Recife. De Ruth Rocha a Monteiro Lobato, não faltam opções de autores e títulos para entreter crianças e adolescentes. É uma boa opção de lazer neste fim de férias e no restante do ano. E este mês, para incrementar a visita, háprogramação especial e gratuita para a garotada.

O espaço infantil está provisoriamente instalado num dos salões de leitura, no térreo da biblioteca. O local onde sempre funcionou, no subsolo do prédio, está fechado há mais de cinco anos. Segundo a diretora da biblioteca, Roberta Alcoforado, com a recente conclusão da obra do mezanino será possível, agora, reformar a área voltada para as crianças. “Vamos pintar e trocar o piso e a parte elétrica. Espero até o fim do ano terminar a reforma e reabrir o setor infantil no seu local definitivo”, afirma Roberta.

Os visitantes podem retirar, a cada vez, dois livros. É permitido ficar com os exemplares por 15 dias. O cadastramento é simples: basta levar comprovante de residência e mostrar a carteira de identidade e o CPF de um responsável adulto. Por mês são emprestados entre 50 e 60 livros. “É pouco, queremos aumentar. O acervo é bem diversificado, as crianças que conhecem adoram”, observa o chefe do setor infantil, Hélio Monteiro.

A professora Maria Izabel Lima, 42 anos, levou as filhas Manuela, 9, e Mariana, 10, para conhecerem o espaço. “Com o avanço da tecnologia as crianças estão perdendo o gosto pela leitura. Elas gostaram tanto que a primeira coisa que perguntaram era se podiam ser sócias”, relata Izabel.

A biblioteca não abre aos sábados. Funciona de segunda a sexta-feira das 8h às 20h45, o que dificulta um melhor aproveitamento do espaço infantil pelas famílias cujos pais trabalham. A direção sabe da importância de abrir o equipamento no fim de semana. A limitação é de pessoal para trabalhar. “Vamos tentar reorganizar as escalas para funcionar aos sábados”, assegura Roberta.

A partir de agosto a ideia é dinamizar o setor infantil com atividades semanais, como contação de histórias, jogos de tabuleiro e exibição de filmes. Com isso, a expectativa é de aumentar a frequência de crianças, atualmente entre 10 e 15 por dia (toda a biblioteca recebe em média 1.200 pessoas diariamente). “A garotada transmite uma energia muito boa. E nosso papel é estimular a formação de novos leitores. Estamos reforçando a relação com as escolas do entorno para que aproveitem mais nosso espaço”, explica Hélio.

Ana Carolina Santos, 6, participou da contação de histórias, uma das atividades de férias. “Gostei porque tem muitos livros e outras crianças para brincar. Acho divertido ler. É legal porque eu aprendo coisas novas”, comenta a menina, que na semana passada levou emprestado o livro Um Mundinho para Todos, da paulista Ingrid Biesemeyer Bellinghausen. “Achei ótima a programação porque reúne educação, recreação e a um custo zero”, destaca a mãe dela, Adriana Santos.

Na próxima segunda-feira (25) terá cineminha (9h30 e 14h30), quarta (27) haverá maratona de jogos de tabuleiro (9h e 14h) e na sexta novamente jogos de tabuleiro (14h).

Indecisão:Cristovam alvoroça PT e preocupa Temer

Leandro Mazzini – Coluna Esplanada
Petistas próximos da presidente Dilma espalham que o senador Cristovam Buarque (PPS-DF) vai votar a favor de Dilma Rousseff.
O senador, que já foi do PT, do PDT e ex-ministro de Lula, tem repetido a próximos ser “muito doloroso tirar uma presidente do cargo'' – em relação a Dilma.
E causa apreensão no Governo Temer – o presidente o convidou para um café semana passada.
Cristovam não abre o jogo. Atualmente, consulta técnicos do Senado para decidir seu voto.
Enquanto isso, tão confiante de que ficará no cargo, o presidente da República Michel Temer traça planos para setembro, após a votação do impeachment de Dilma Rousseff no Senado.
Ao lado do fiel aliado Eliseu Padilha, chefe da Casa Civil, esboça uma 'remodelagem' do PAC lançado por Lula e Dilma.
É na Casa Civil que o projeto nasce e tem o DNA de Padilha. Envolve duas frentes a curto prazo: reformas da Previdência e Tributária, e investimento forte em infraestrutura com retomada de obras.

Eleições 2016


Petrobras aprova retomada de obras da Refinaria Abreu e Lima e do Comperj


Trem 1 já está em operação desde dezembro de 2014
Ricardo B.Labastier/JC Imagem

Agência Brasil

O Conselho de Administração da Petrobras aprovou nesta sexta-feira (22) a reavaliação do projeto da Refinaria Abreu e Lima (Rnest), em Ipojuca, Pernambuco, no Complexo Industrial Portuário de Suape, a 45 quilômetros de Recife, e do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj), em Itaboraí, região metropolitana do Rio.

Com relação a Rnest, a decisão permitirá a continuidade das atividades de contratação em andamento para conclusão da unidade de abatimento de emissões (SNOX) e demais obras de complementação do Trem 1, que é um dos dois trens de refino com implantação prevista no projeto.

O Trem 1 já está em operação desde dezembro de 2014, com carga de 100 mil barris por dia (bpd). Com a conclusão da unidade, passará a operar com plena carga. De acordo com a companhia, a SNOX é uma das unidades da refinaria para tratar gases resultantes do processo de produção de combustíveis com baixo teor de poluentes, como o Diesel S-10.

Na nota, a Petrobras acrescentou que a decisão final sobre a melhor estratégia para implantação do Trem 2 ocorrerá no âmbito da aprovação do próximo Plano de Negócios e Gestão (PNG), com base em análise integrada do portfólio de projetos da companhia e conforme as projeções de mercado, além dos seus limites da capacidade de financiamentos.
Comperj

Ainda de acordo com a Petrobras, a decisão permitirá a continuidade das atividades de implantação das unidades do Comperj, associadas à Unidade de Processamento de Gás Natural (UPGN), que está incluída no Projeto Integrado Rota 3, que conta ainda com o Gasoduto Rota 3, o Tratamento Complementar de Gás no Terminal de Cabiúnas e a faixa de Dutos Norte Rota 3. “Juntos, esses projetos completam a infraestrutura de escoamento e processamento de gás natural do polo pré-sal da Bacia de Santos”, informou Petrobras por meio de nota.

O Conselho de Administração aprovou também a postergação dos investimentos e preservação dos equipamentos das demais unidades da Refinaria Trem 1 até dezembro de 2020 e orientou que continuem os esforços em busca de parceiros para dar continuidade aos investimentos. Os projetos da Refinaria Trem 2 e da Unidade de Lubrificantes do Comperj foram cancelados.
Distribuidora

Durante a reunião, o Conselho de Administração aprovou mudança do modelo de alienação de participação em sua subsidiária Petrobras Distribuidora (BR). Na nota, a companhia informou, que dessa forma, encerra o processo competitivo em andamento e começa uma nova modalidade de venda.

Segundo a Petrobras, no processo atual foram recebidas três propostas. Depois de avaliação, a empresa chegou à conclusão de que não atendiam seus objetivos. Este foi o motivo que levou a Diretoria Executiva e o Conselho de Administração a partirem para um novo processo competitivo. A ideia é “maximizar o valor do negócio de distribuição de combustíveis, atender os objetivos estratégicos da Petrobras e manter a operação integrada na cadeia do petróleo”.

De acordo com a companhia, o novo processo buscará parceiros com os quais a Petrobras compartilhará o controle da distribuidora, com estrutura societária composta por duas classes de ações: ordinárias e preferenciais. “De forma que a Petrobras fique majoritária no capital total, mas com uma participação de 49% no capital votante”, destacou a nota.

A companhia acrescentou que “será condição para conclusão da transação que questões estratégicas para a Petrobras estejam adequadamente refletidas na estrutura da parceria”.

MPPE recomenda que escolas do Recife adotem medidas para assegurar o aprendizado de alunos com dislexia

O Ministério Público de Pernambuco (MPPE) recomendou ao secretário Estadual de Educação, Frederico Amâncio, e ao secretário de Educação do Recife, Jorge Vieira, que determinem, em até 20 dias, aos gestores de escolas públicas e privadas da capital a adoção de medidas para resguardar o direito à educação dos alunos com dislexia.

A primeira medida que o MPPE recomendou é a elaboração, por um pedagogo da própria escola, de laudo técnico sempre que houver a suspeita de que um aluno possui dislexia. O estudante deverá depois ser encaminhado, mediante requisição aos pais ou responsáveis, a uma equipe multidisciplinar da área de saúde, a fim de passar por um diagnóstico detalhado.

Caso seja confirmado que o aluno possui dislexia, os gestores educacionais devem definir, com base no laudo emitido pelos profissionais de saúde, os procedimentos pedagógicos mais adequados para promover a efetiva inclusão escolar, de modo a ofertar a esse aluno um completo processo de aprendizagem.

“O diagnóstico precoce da dislexia evita rótulos depreciativos ao aluno e eventuais dificuldades de relacionamento com os demais colegas, além de fornecer condições para um acompanhamento efetivo das dificuldades, levando a resultados mais concretos”, pontuou a 29ª promotora de Justiça de Defesa da Educação da Capital, Allana Uchôa de Carvalho, no texto da recomendação.

Ela também recomendou aos diretores das escolas públicas e privadas que enviem à Secretaria de Educação a que são credenciadas uma lista dos alunos disléxicos de cada unidade de ensino. Esse documento deve elencar as necessidades de cada aluno e os recursos pedagógicos específicos para atendê-las, além das ações efetivadas para inseri-los no contexto escolar.

Segundo a promotora de Justiça, as escolas não podem exigir do aluno disléxico a comunicação exclusivamente através da linguagem escrita, o que se constitui numa negação do direito natural de expressar-se livremente por outros meios igualmente aptos. Tal modelo escolar não favorece os estudantes disléxicos, que acabam por não concluir os anos letivos e elevando os índices de evasão escolar.

“Os conteúdos escolares devem ultrapassar a aquisição de conceitos, a fim de incluir procedimentos, habilidades, estratégias, valores, normas e atitudes. Por outro lado, são desnecessárias salas especiais exclusivas para os alunos disléxicos, já que é bastante rica a convivência e troca de experiências com os colegas não disléxicos”, complementou.

Frederico Amâncio e Jorge Vieira têm 30 dias para informar à Promotoria de Justiça de Defesa da Educação se foram adotadas as medidas para o cumprimento da recomendação, devendo apresentar os documentos que comprovem a efetiva realização das ações propostas pelo MPPE.

O que é dislexia? – A dislexia é um transtorno especifico de aprendizagem de origem neurobiológica e multifatorial, caracterizada por dificuldade no reconhecimento preciso ou fluente da palavra, na habilidade de decodificação das letras e na soletração.

Embora os sintomas da dislexia possuam diferentes graus, o estudante disléxico tem dificuldade com a leitura, principalmente no que diz respeito à associação dos símbolos gráficos das letras ao som que eles representam. O aluno disléxico pode revelar, também, inaptidão para certas atividades, dentre elas a dificuldade para leitura e interpretação textual.

Ministério Público de Pernambuco - MPPE