terça-feira, 30 de agosto de 2016

Dilma: ninguém pode descumprir Constituição seja presidente ou senador

Dilma reiterou que, no caso dos três decretos apontados no pedido de impeachment, não houve "gasto maior" em relação à meta
Foto: Agência Brasil
Estadão 

A presidente afastada, Dilma Rousseff, afirmou nesta segunda-feira (29) que ninguém pode descumprir a Constituição, muito menos o presidente da República ou um senador. "É a Constituição que garante que tenhamos uma vida democrática e ao mesmo tempo civilizada", disse a petista, em resposta ao senador José Reguffe (Sem partido-DF).

Tremor no Atlântico não tem risco de tsunami, afirma laboratório

Folha-PE

Um forte tremor de terra foi registrado na manhã desta segunda-feira (29) no Oceano Atlântico. O sismo, de magnitude 7.1 na escala Ritcher, no entanto, não representa risco de tsunamis no Nordeste, como circulou pelas redes sociais. É o que garante o Laboratório Sismológico da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (LabSis/UFRN), responsável pelo monitoramento sismológico do Nordeste.

De acordo com o LabSis, o epicentro do tremor foi a 2.095 km do Recife. Houve, ainda, outro tremor, de 5.0.

Ainda segundo o laboratório, apesar da intensidade dos sismos, não há risco de ocorrência de tsunami no Nordeste. A informação vinha sendo difundida pelas redes sociais. O LabSis explicou que "o movimento do terremoto foi de falha transcorrente, em que o movimento não apresenta elevação ou afundamento do terreno, não tendo perigo, portanto, de formar um tsunami."

Impeachment: embate entre advogados da acusação e da defesa fica para esta terça

Agência Senado

A presença da presidente Dilma Rousseff no Plenário do Senado marcou o processo de impeachment nesta segunda-feira (29). Ao prestar depoimento, Dilma relembrou sua biografia, defendeu seu mandato e negou que tenha cometido crime de responsabilidade. Ao longo do dia, numa sessão que durou mais de 14 horas, a presidente respondeu às perguntas dos senadores. Depois das perguntas de 48 parlamentares e dos advogados de acusação e de defesa, foi encerrada a fase de instrução.

Para esta terça-feira (30), estão previstos os debates orais, podendo a acusação e a defesa fazer uso da palavra por uma hora e meia cada. Nesse tempo, estão incluídos eventuais apartes consentidos pelos oradores. Se houver mais de um inscrito para defesa ou acusação, o tempo será dividido de forma que não ultrapasse o período previsto. Ainda poderá haver réplica e tréplica de uma hora para cada parte.

Depois do debate, serão chamados os senadores inscritos, um a um, para discursarem sobre o objeto da acusação, por até 10 minutos improrrogáveis. Já havia 56 inscrições na noite desta terça. Após os discursos, o presidente do processo de impeachment, ministro Ricardo Lewandowski, deve apresentar um relatório resumido dos fundamentos da acusação e da defesa.

Na sequência, ocorrerá a votação. Na fase de encaminhamento, serão admitidos, no máximo, dois oradores favoráveis e dois contrários, os quais poderão fazer uso da palavra por até cinco minutos, sendo facultada eventual partilha do tempo com outro senador. A votação será aberta, nominal, e pelo registro eletrônico. A presidente Dilma será afastada de forma definitiva se a acusação receber pelo menos dois terços dos votos dos senadores, o que representa no mínimo 54 votos favoráveis ao impeachment.

Charge do Miguel - Jornal do Commercio


segunda-feira, 29 de agosto de 2016

Pesquisa Ipespe: Tony Gel tem 38% das intenções de voto em Caruaru; Lessa, 17%


O deputado estadual e candidato à Prefeitura de Caruaru Tony Gel (PMDB) tem 38% das intenções de voto na cidade, de acordo com pesquisa do Instituto de Pesquisas Sociais Políticas e Econômicas (Ipespe) encomendada pela Folha de Pernambuco e divulgada nesta segunda-feira (29).

Na pesquisa espontânea, em que os nomes dos candidatos não são citados, o ex-prefeito Tony Gel também ficou com vantagem: 31%, seguido de Lessa (11%) e Raquel (9%). Jorge Gomes teve 5% das intenções de voto, Rivaldo Soares, 2%. Guerra e Abraão não pontuaram. Brancos ou nulos foram 17%; não sabem ou não responderam, 25%.

A margem de erro é de 5 pontos percentuais, para mais ou para menos. Esta foi a primeira pesquisa realizada após o início da campanha em Caruaru.

As entrevistas foram realizadas entre os dias 25 e 26 de agosto em diversos bairros da cidade e da zona rural; 400 eleitores foram ouvidos. A pesquisa foi registrada junto ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE) sob o número PE-03007/2016.

A pesquisa Ipespe/Folha também questionou os eleitores sobre a gestão atual, de José Queiroz (PDT). Os dados revelaram que 41% dos entrevistados avaliam a gestão com o “regular”. 25% dos entrevistados classificaram a gestão como “péssima”. Foram 21% os que avaliam a gestão como “boa” ou “ótima” e cerca de 11% avaliaram o governo de Queiroz como “ruim”. Não sabem ou não responderam foram 1%.

O Ipespe também perguntou se os eleitores queriam mudanças em Caruaru: 68% dos entrevistados afirmaram que querem votar em alguém que mude totalmente a forma de administrar a cidade. Apenas 4% disseram que querem que o novo prefeito dê continuidade ao modelo de gestão atual.

Os entrevistados foram perguntados ainda sobre as duas áreas que consideram mais problemáticas na cidade: 45% responderam saúde pública; 34% disseram violência.

Médico pernambucano viaja pelo mundo operando mãos de crianças

Em missão humanitária no Cairo, Egito, mulheres com roupas tradicionais observam o médico pernambucano Rui Ferreira
Arquivo pessoal

JC Online

O itinerário de viagens internacionais do pernambucano Rui Ferreira, desde 2004, é extenso e inusitado: no início de 2016 ele esteve no Irã; em setembro visita a região da Palestina. Tem viagem marcada para o Camboja e o Líbano. Jordânia, Vietnã, Egito, México, Chile e Colômbia também entram na lista de lugares visitados. O que define os roteiros é a necessidade que cada país tem para receber as missões humanitárias das quais o médico faz parte. São mutirões de cirurgias reparadoras, especialmente voltadas para crianças e adolescentes com deformidades nos membros inferiores e superiores, principalmente as mãos.

Em parceria com a ONG francesa La Chaine de L’Espoir (A Corrente da Esperança), 74 missões já foram realizadas. “Na Jordânia, fronteira com Síria, os mutirões atendem crianças que estão nos campos de refugiados, mutiladas pelos conflitos”, afirma o médico. Nos anos 1980, o Irã teve atenção especial por causa dos oito anos de guerra com o Iraque - o país já recebeu 12 missões. 

No Egito são comuns os casos de deformidades provocadas por partos mal conduzidos. “O parto é feito de qualquer jeito quando eles descobrem que o filho é uma menina. A mulher não tem nenhuma importância na cultura deles”, testemunhou. “E quatro dos meus cinco filhos são mulheres. Isso me chocou demais.” A Colômbia já recebeu 25 missões. “É o país com maior quantidade de deformidade congênita das mãos no mundo, por causa do veneno usado para combater plantações de coca”, revela.

BC cobra dos bancos melhorias na solução de reclamações de clientes

O BMG passou a liderar o ranking de reclamações de clientes
Foto: Reprodução/Internet

Agência Brasil

O Banco Central (BC) quer melhorias no acesso dos clientes bancários às ouvidorias das instituições financeiras e na solução de problemas. No primeiro semestre deste ano, o BC recebeu mais de 17,5 mil reclamações de clientes contra os bancos.

O diretor de Relacionamento Institucional e Cidadania do BC, Isaac Sidney, que tomou posse recentemente no cargo, tem feito reuniões com os responsáveis pelas ouvidorias de instituições financeiras. O objetivo é mostrar a importância do relacionamento dessas instituições com o consumidor e “do nivelamento de expectativas quanto ao cenário desejável de médio prazo”.

Na última semana, foram recebidos representantes do Banco do Brasil, da Caixa Econômica Federal, do Bradesco, Itaú, Santander, Citibank, Safra, Votorantim, BNP Paribas e PAN. O presidente do BMG - primeiro colocado no ranking de reclamações ao longo de todo o primeiro semestre deste ano - , Ricardo Guimarães, também se reuniu com o diretor, no início deste mês.

Isaac Sidney informou que pretende fazer encontros periódicas com os representantes dessas e de outras instituições financeiras para avaliar o relacionamento com o cidadão e discutir ações de melhoria.

O BMG passou a liderar o ranking de reclamações de clientes contra instituições financeiras com mais de 2 milhões de clientes, em janeiro deste ano. Desde então, tem dito que o ranking do BC “promove a comparação de instituições financeiras com realidades distintas”. Em dezembro de 2015, quando tinha menos de 2 milhões de clientes, o banco ficou em segundo lugar no ranking feito com as instituições menores.

As principais reclamações registradas contra o BMG, no primeiro semestre deste ano, foram relacionadas a cartão de crédito consignado, irregularidades no Custo Efetivo Total (CET) de operação de crédito e insatisfação com a resposta recebida referente à reclamação feita no Banco Central.

No último dia 11, o BC anunciou mudanças no ranking de reclamações, com a ampliação da base de clientes e do critério de segmentação das instituições financeiras. Isso poderá umentar de 2 milhões para 4 milhões o número de clientes por instituição. Com as mudanças, o ranking passa a ser divulgado com periodicidade bimestral. O próximo será publicado no dia 15 de setembro.
Registro no BC

A insatisfação com serviços e produtos oferecidos por instituições financeiras pode ser registrada no Banco Central e as reclamações ajudam na fiscalização e regulação do Sistema Financeiro Nacional. O BC encaminha a reclamação do cliente ao banco, que tem dez dias úteis para responder, com cópia para o órgão fiscalizador. Além da fiscalização, as reclamações registradas servem para melhorias na regulação, para fazer o ranking e para iniciativas de educação financeira.

O Banco Central recomenda, entretanto, que a reclamação seja registrada primeiramente nos locais onde o atendimento foi prestado ou no serviço de atendimento ao consumidor (SAC) da instituição financeira.

Se o problema não for resolvido, o cidadão pode ainda recorrer à ouvidoria do banco, que terá prazo máximo de 15 dias para apresentar resposta. Os clientes bancários também podem buscar atendimento no Procon e recorrer ao Poder Judiciário.

Em pesquisa da Nassau no Recife, João Paulo aparece com 27,7% e Geraldo Julio com 25,3%, em empate técnico

Blog do Jamildo

A primeira pesquisa de intenção de voto no Recife realizada pelo Instituto de Pesquisa Maurício de Nassau (IPMN) e pelo Jornal do Commercio aponta um empate técnico entre os candidatos João Paulo (PT) e o prefeito Geraldo Julio (PSB), que busca a reeleição.

Na pesquisa estimulada, o ex-prefeito do Recife João Paulo surge com 27,7%das intenções de voto. Logo atrás dele, embora em empate técnico, em função dos quatro pontos percentuais da margem de erro da pesquisa, aparece o atual prefeito, Geraldo Julio, com 25,3% das intenções de voto.

“A pesquisa mostra, claramente, uma polarização entre o atual prefeito Geraldo Julio e o ex-prefeito João Paulo. De modo algum, nós podemos afirmar que João Paulo esteja na frente de Geraldo Julio. Considerando a margem de erro, ambos estão empatados. Certamente, as próximas pesquisas mostrarão qual será a tendência desta campanha. Nós não podemos desprezar, de modo algum, a força de Geraldo Julio, por causa do guia eleitoral”, afirma o professor Adriano Oliveira, coordenador geral da pesquisa.

“Vejo, claramente, que essa eleição tem dois atores fundamentais. O primeiro ator é o prefeito Geraldo Julio, com chances, inclusive, de recuperar a popularidade e, consequentemente, alcançar mais intenções de voto. O outro ator é o ex-prefeito João Paulo, pelo fato de que a eleição está hoje, claramente, polarizada entre João Paulo e Geraldo Julio”, afirma Adriano Oliveira.

Eleições 2016


O impeachment e o seu poder para a economia


Mariama Correia, da Folha de Pernambuco

Bolsas apreensivas, investidores atentos e motores da economia em ‘ponto morto’. Depois de meses de embates ideológicos e jurídicos, as indefinições políticas do País estão a ponto de se dissiparem, com o julgamento final do processo de impeachment da presidente afastada Dilma Rousseff.

Qualquer que seja o resultado é inegável que, o ano de 2016 deve começar efetivamente - pelo menos em termos de definições econômicas. Os rumos econômicos dependerão essencialmente do resultado do jogo do poder: quer ele defina o retorno da presidente ou seu afastamento definitivo e a continuidade do governo interino de Michel Temer.

O retorno de Dilma Rousseff é tido como uma alternativa improvável pelos especialistas consultados pela reportagem. “Nesse cenário haveria uma queda de mercados imediata, porém, acredito que, no médio prazo, voltaríamos a um clima semelhante ao atual, até porque a petista precisaria mudar os rumos de sua condução econômica para se manter no poder”, pondera o professor de finanças do Instituto Brasileiro de Mercado de Capitais (Ibmec) de Brasília, Marcos Sarmento Melo. Com um armamento mais robusto para sair vitorioso do processo, no que diz respeito à base aliada no Congresso, o presidente interino tem pautado seu discurso na retomada da economia, animando os mercados.

Com a consolidação do governo Temer, um dos efeitos econômicos esperados pelo mercado é a retomada dos investimentos represados. Isso porque quase a metade dos investidores brasileiros (48%) retardaram investimentos até a decisão do impeachment, segundo a Câmara de Comércio (Amcham). “A confiança do empresariado e dos consumidores já dá sinais de recuperação e tende a se fortalecer”, diz o economista e sócio-diretor da Consultoria Econômica e Planejamento (Ceplan), Jorge Jatobá. “Mas, até que as expectativas virem decisões de investimentos, será preciso de dois a três anos de recuperação”, considera.

Dentro da perspectiva de retomada de investimentos, os setores produtivos também aguardam a liberação de recursos, os quais devem reativar licitações e obras paralisadas no País. Há ainda uma grande expectativa de definições sobre uma lista de concessões e privatizações, que deve ser divulgada em meados de setembro.

Algumas medidas de austeridades, apregoadas por Temer, também devem ser finalmente retiradas do papel. “O limite para o crescimento do gasto público à inflação do ano anterior, por 20 anos, é um dos carros-chefes", destaca o professor de economia da FGV, Clemens Nunes. Ele acredita que a medida não deve encontrar resistências para ser aprovada, entretanto, o governo pode enfrentar maiores desafios para implementar as reformas da previdência e trabalhista.

A reforma trabalhista é desafiadora, diante dos 11,6 milhões de pessoas desempregadas. A saída apresentada por Temer toca em pontos como a ampliar a terceirização e flexibilizar a CLT, o que incomoda as centrais sindicais. “O que queremos é atualizar a legislação e estudar os cargos que podem ser terceirizados em cada cadeia produtiva”, defende o ministro do Trabalho e Emprego, Ronaldo Nogueira. “A terceirização sem limites e a flexibilização do trabalho, no fim, significam precarizar as relações , colocando em risco direitos conquistados nos últimos 100 anos, como 13° e férias”, rebate o presidente da Central Única de Trabalhadores, Carlos Veras.

A reforma da previdência também tem sido tratada como prioritária. O ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, chegou a dizer que, sem a reforma, os aposentados do INSS “correm o risco de não receberem”, considerando o déficit previsto de R$ 133,6 bilhões da previdência para este ano e de R$ 200 bilhões em 2017.

A proposta ainda será encaminhada ao Congresso, mas há rumores de que a ideia seria estabelecer uma idade mínima de 65 anos, progressiva aos 70, para as aposentadorias do INSS. Atualmente, as idades mínimas para aposentadoria por idade são de 50 (mulheres) e 55 (homens). “É preciso mudanças, mas a proposta não condiz com a realidade do brasileiro. No Piauí, a expectativa de vida é de 65 anos. Ou seja, ela prejudica o trabalhador que contribuiu desde cedo”, critica o presidente da comissão de direito da seguridade social da OAB-PE, Alexandre Vasconcelos.

domingo, 28 de agosto de 2016

Empreiteiros mostram seu poder sobre governo Temer

Elio Gaspari - Folha de S.Paulo
Vá lá que o ministro Gilmar Mendes queira por um freio na Lava Jato, mas ninguém consegue frear as empreiteiras na defesa de seus interesses.
Desde 2013 vaga pelo Senado o projeto de lei 559 pelo qual quebram-se os ossos da Lei das Licitações. O mimo esteve para ser votado em 2014 (ano eleitoral), mas foi para a geladeira.
No governo de Michel Temer ele ressuscitou, piorado. Na sua versão inicial criava-se a modalidade de "contratação integrada" dispensando a apresentação de um projeto básico para obras de valor superior a R$ 2 milhões. (Projeto básico, a ciclovia Tim Maia tinha.) Essa modalidade de licitação light nasceu na Petrobras.
Deu no que deu.
Empreiteiras contratadas para uma obra poderão desapropriar imóveis. Uma festa para a fusão de interesses de empresas de engenharia, companhias imobiliárias e escritórios de advocacia versados nesse tipo de litígio.
No "governo de salvação nacional" acrescentou-se uma gracinha, instituindo o "diálogo competitivo". Ele prevê a realização de reuniões de autoridades públicas com "licitantes previamente selecionados".
Assim, seria possível organizar um "diálogo competitivo" com os doutores Sérgio Machado pela Transpetro, Marcelo Odebrecht pela Odebrecht, e Léo Pinheiro pela OAS.
O governo vem ajudando a tramitação do projeto de lei 559 e ele poderá ser votado no Senado ainda neste ano, seguindo para a Câmara.

Voluntariado afasta juventude do crack

Paulo Trigueiro
Folha-PE

O Brasil representa 20% do consumo mundial do crack. Enquanto o Estado não consegue conter o avanço do uso e do tráfico da droga crack, o jeito é arregaçar as mangas.
O Governo Estadual foca no tratamento. A prefeitura ensaia os primeiros passos em direção da prevenção. A sociedade civil se movimenta. Voluntários trabalham para ocupar jovens com aulas de esportes, dança, música e até meditação. Doam tempo em comunidades carentes onde os traficantes, sem dificuldade, os seduzem e os aliciam.
Hoje, no Dia Nacional do Voluntário, aos beneficiados sobram a sorte e a memória de amigos que foram presos ou morreram em decorrência de dívidas com o tráfico.
Luiz Ferreira, 47, deu início à ONG Brasília Teimosa Driblando o Crack há 14 anos. Ensina futebol e cidadania a mais de cem jovens entre 5 e 20. O bairro é um dos que vêm perdendo a queda de braço contra o crack. O estigma da comunidade soma-se ao aumento dos homicídios ali, nos últimos meses. Aumento sensível, registrado pela Polícia Civil.
Sem atividades gratuitas para ocupar os jovens, as ruas se enchem de crianças e jovens ociosos. “O tráfico tem um jeito próprio de seduzir. Pedem para uma criança comprar algo e dizem para ficar com o troco. Ele permanece ali para ter mais ‘trabalho’ e começa a repassar drogas. Em breve, faz isso em troca de pedras de crack”, descreveu Luizinho.
É na ausência do poder público onde entra o voluntariado. O respeito com o facilitador é indiscutível. E o futebol é pretexto para gotejar conselhos. Um dos garotos, de 16 anos, participa das aulas três dias por semana. “Quando não estou lá, estou fumando maconha.” Tem experiências com o crack e com a morte. “Meu amigo morreu ali, naquela esquina, e deixou um filho. Não foi o único que conheci que morreu por dívidas com o tráfico”, lembra o garoto, que deixou a escola há sete anos. Prefere não pensar que pode estar fazendo negócios com o assassino do amigo quando compra droga, sempre pagando adiantado. “É ruim para a minha cabeça. Quero parar.”
No Totó, Zona Oeste da Cidade, à beira da avenida Liberdade - onde há, contraditoriamente, um presídio -, a prevenção também fica por conta de voluntários. Diariamente, na Cores do Amanhã, de duas a três oficinas são oferecidas. Todas gratuitamente.

Tem aula de danças, de violão, de grafitagem, de artesanato. São 450 beneficiados. E 60 voluntários fixos. “Tem os que aparecem quando têm tempo e perguntam como podem ajudar. Uma das mães chega, cozinha para dezenas de pessoas. Vai pessoalmente ao Ceasa pedir comida para preparar a refeição”, conta a idealizadora do projeto, existente desde 2009, Jouse Barata.
Jéssika Hilário, 23, vai todos os dias ao Cores. Faz oficina de grafitagem, artesanato, percussão e karatê. É faixa roxa. Onde mora, no Curado, em Jaboatão dos Guararapes não há alternativas. “Lá as crianças ficam nas ruas, sem fazer nada. Os olhos dos meninos, vermelhos como tochas. Já conheci muitos que morreram e foram presos”.
    Em Sapucaia, Olinda, a situação se repete. “Se houvesse um lugar assim, a história de muitos seria diferente. Eles ficam em vulnerabilidade social. Eu já nasci rodeada dessas questões, são muitas mortes”, opina Polyana Andrade, 22, que “viaja” para o Totó pelas oficinas de artesanato e grafite.

    Se não previne, o Estado tampouco é capaz de evitar as consequências do crack. O filho de Aurelina Barbosa, 60, morreu com um tiro no rosto, por engano. O bairro de Peixinhos, em Olinda, onde moram, também é dominado pelo tráfico. O alívio à dor também só chega com a atuação de voluntários. A organização Arte de Viver ensina meditação, respiração e promove qualidade de vida para mulheres que perderam filhos para a violência.
    “Perder um filho é muito difícil. Pensamentos de tristeza são muito recorrentes. Na meditação guiada conseguimos sair um pouco disso, sentir menos tensão. Não falto nenhuma semana”, conta. “Sentimentos muita diferença, porque vivemos uma situação que nos deixa presa, sem querer se comunicar com ninguém. Aplicando as técnicas que nos ensinam nós dormimos e vivemos melhor”, explica outra aluna do grupo de Peixinhos, Rejane Barbosa, 49.
    Aposta da Prefeitura
    A Prefeitura do Recife tem dado os primeiros passos na prevenção do crack com a criação da Secod, em março de 2015. Ela é um dos eixos de enfrentamento do órgão. Aposta, inclusive, no voluntariado. De acordo com a assessoria de imprensa da Secod, foram preparados 2 mil agentes multiplicadores de prevenção às drogas. São moradores da comunidade que aprendem como ajudar os usuários e como aconselhar os que não são.
    A assessoria também informou que atingiu mais de 3 mil crianças em rodas de diálogos promovidas em escolas e certificou 198 jovens em vulnerabilidade social, inserindo 26 no mercado de trabalho.

    Tomar aspirina a cada três dias reduz risco de infarto, aponta pesquisa

    Agência Brasil

    O ácido acetilsalicílico (AAS), conhecido como aspirina, é utilizado para prevenir o infarto, a doença vascular periférica ou o acidente vascular cerebral (AVC). No entanto, o uso constante e diário da aspirina costuma provocar complicações gastrointestinais nestes pacientes. Mas um estudo desenvolvido por pesquisadores brasileiros concluiu que tomar aspirina a cada três dias pode ser tão eficiente quanto na prevenção dessas doenças e também evita as complicações gastrointestinais causadas pelo uso diário do medicamento.

    O estudo foi coordenado por Gilberto De Nucci, professor da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo (ICB-USP). “De uns 35 anos para cá, verificou-se que a aspirina tem um efeito benéfico seja no tratamento do infarto seja como profilaxia do infarto. O problema de usar aspirina é que ela tem um efeito colateral importante, causando irritação no estômago. Essa irritação pode não dar sintomas e o paciente pode apresentar uma hemorragia gástrica”, explicou.

    O que se fazia até então para reduzir esses efeitos colaterais, segundo De Nucci, era reduzir a dose de aspirina. “Toda a literatura [médica] dos últimos 35 anos procurava reduzir a dose de aspirina para minimizar o risco da hemorragia gástrica. Mas demonstramos a segurança desse sistema terapêutico”, disse. “Tem pacientes que não tomam aspirina, e que deveriam tomar, porque [a aspirina] apresenta risco de hemorragia muito alto. Mas agora demonstramos que esse esquema terapêutico é tão benéfico quanto os anteriores com a vantagem demonstrada de não causar nenhuma irritação”, ressaltou.

    O estudo, desenvolvido por cerca de um ano, teve apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) e da Biolab Farmacêutica e foi publicado no The Journal of Clinical Pharmacology.

    A pesquisa

    O ácido acetilsalicílico evita que as plaquetas se agrupem e obstruam os vasos sanguíneos. Por isso é que popularmente se diz que o AAS “afina” o sangue. Por outro lado, ao mesmo tempo, a aspirina atua na mucosa gástrica, diminuindo a produção de prostaglandinas – substâncias lipídicas que protegem o estômago e o intestino.

    Durante o estudo de doutorado de Plinio Minghin Freitas Ferreira, na USP, sob orientação de De Nucci, 24 voluntários sadios foram divididos em dois grupos. Metade deles recebeu AAS todos os dias durante um mês. A outra metade recebeu o medicamento a cada três dias e, no intervalo dos dias, apenas placebo (substância sem efeito direto em doenças, simulando um medicamento). Neste período, os voluntários passaram por diversos exames como endoscopia, biópsia gástrica, teste de agregação plaquetária e medição do nível de prostaglandina, por exemplo. “Quando fizemos esse estudo, verificamos que, quando tomada a aspirina de três em três dias a eficácia para prevenir a formação do trombo era a mesma. Entretanto, a produção de prostaglandina, quando se tomava [a aspirina] todo dia, havia redução de 50%. Quando tomava de três em três dias, não havia redução da produção de prostaglandina”, disse o coordenador do estudo.

    Terror sem fim no transporte público

    Folha-PE

    Os assaltos a ônibus no Grande Recife, que ul­­­trapassam mil casos nes­­­te ano, segundo o Sindica­­­to dos Rodoviários, seguem amedrontando a população. Mas nem todos tiveram os con­­tornos dramáticos vividos por passageiros na noite da última quinta-feira, em Olinda. De acordo com testemunhas, cinco homens entraram arma­­­dos com facas e um revólver num coletivo da linha TI Xam­­­bá (Cabugá) e não se intimida­­­ram com o fato de o veículo es­­­tar quase cheio, com mais de 30 pessoas a bordo. O caso é in­­­vestigado pela Delegacia do Va­­­­­radouro. Ninguém foi preso.

    O caso ocorreu perto do Com­­plexo de Salgadinho, área que, no horário, fica deserta e onde o ônibus tem pouca necessidade de parar. Um dos suspeitos apontou uma arma para a cabeça do motorista en­­quanto os demais pulavam a catraca e promoviam um ver­­dadeiro arrastão. Carteiras, dinheiro, relógios e celulares foram roubados dos passageiros sob a ameaça de fa­­cas.

    O pânico foi tão grande que algumas usuárias desmaiaram. A preocupação era que a violência tivesse um desfecho pior, já que os envolvidos estavam nervosos, segundo as testemunhas. Após o desembarque dos criminosos, o veículo seguiu para a delegacia, onde as vítimas registraram as primeiras informações sobre o ocorrido.

    Os números da Secretaria de Defesa Social (SDS) são diferentes dos contabilizados pelos rodoviários e indicam 600 casos registrados de janeiro a julho. Desde o início do mês, a Polícia Civil vem realizando a Operação Viagem Segura. A força-tarefa investiga assaltos a ônibus com o intui­­­to de desarticular grupos envolvidos, em paralelo ao trabalho realizado por delegacias locais.

    Apesar de prisões já te­­­rem sido feitas, os crimes persistem. Na mesma noite do caso de Salgadinho, outro ônibus foi assaltado em Rio Doce, também em Olinda. O veículo só tinha uma passageira. O delito foi praticado por um ho­­mem com uma pistola em punho. Ele está foragido.

    Corredores como a BR-101 e a avenida Sul costumam ser cenários de assaltos a ônibus. Perto da área de Salgadinho, a PE-15 figura entre os dez locais onde mais houve investidas no primeiro semestre. “Nos baseamos em pontos críticos para desenvol­­­ver as ações”, afirma o delegado Joel Venâncio, que coordena a força-tarefa da Polícia Civil. Ele garante que, aos poucos, os responsáveis serão identificados. “Na próxima segunda-feira, por exemplo, apresentaremos as prisões de quatro pessoas. Prisões têm acontecido e tem muita coisa engatilhada”, assegura.

    Ascensoristas e garçons do Senado: testemunhas invisíveis da política brasileira

    AFP

    Todos os dias, eles sobem e descem com os senadores... E a partir de cada informação que ouvem, os ascensoristas do Congresso se convencem de que estes políticos estão levando o país para apenas uma direção: para baixo.

    Estas pessoas humildes vão ombro a ombro com parte da classe mais poderosa do país, com um acesso extraordinário ao Senado, onde a presidente Dilma Rousseff é submetida a um julgamento político.

    Mas eles são quase invisíveis, e o que veem e ouvem nesta instituição, manchada pela corrupção, não é nada consolador. "Nossos políticos são muito sujos", disse o operador de um elevador, que pediu anonimato por medo de perder o emprego.

    A organização Transparência Brasil revelou que 59% dos 81 senadores, que decidirão se a presidente será destituída definitivamente de seu cargo, foram condenados, acusados ou investigados por crimes em algum momento.

    "Nunca vi no Senado ou na Câmara dos Deputados que se vote algo pelo povo. Tudo o que vejo são brigas e gritos entre eles, pensando só neles mesmos", declarou.

    O ascensorista falou com a AFP enquanto o elevador estava vazio e se calou rapidamente quando entraram alguns senadores. Disse, antes, que não era fã de Dilma, mas sobre Michel Temer - o ex-vice-presidente que tomará o poder definitivamente se a mandatária for destituída -, estimou que não é melhor. "O que vejo é um monte de gente suja julgando uma mulher que também está suja", declarou. "Hoje, não temos uma opção decente para presidente", completou.

    Um colega que opera outro dos velhos elevadores no elegante edifício do Senado foi igualmente mordaz. "Substituir Dilma por Temer não é a solução. Se houvesse uma eleição real ele nunca ganharia", disse também sob reserva.

    Os ascensoristas disseram que alguns senadores os tratam com respeito. "Outros nem tanto, sequer dão boa tarde", reclamou o segundo.

    Limpeza política

    Os garçons do restaurante do Senado também conseguem ver e ouvir os parlamentares de perto, uma experiência que lhes deixa um sabor amargo. "Aprovam leis à sua medida, nunca para beneficiar o povo", informou um garçom, que olhava para todos os lados para ver se alguém o via falando com um jornalista. "Há somente alguns poucos bons que vêm aqui, mas a maioria é muito arrogante e não nos trata com respeito", expressou.

    Funcionários da limpeza se destacam igualmente entre o grupo de brasileiros a pé que passam despercebidos nesta importante instituição.

    E qual é a sua proposta para a classe política? Limpeza total. "Não acredito que possamos ter alguma mudança sem eleições", disse um dos auxiliares de limpeza, que, como os demais, pediu para não ser identificado. "O impeachment significa mudar as caras, mas as coisas continuarão as mesmas. Precisamos começar de novo, um novo começo do zero", acrescentou.

    A ideia de convocar novas eleições para renovar a classe política é altamente popular no Brasil. Uma pesquisa da Carta Capital-Vox Populi divulgada em agosto indicou que 61% dos entrevistados apoiariam a saída de Dilma e Temer, seguida de eleições.

    Dilma disse que apoiaria a ideia se o impeachment fosse abortado. Mas Temer, que exerce atualmente como presidente interino e está a ponto de ser confirmado no cargo até 2018, até o momento quer desfrutar da presidência do gigante sul-americano.

    Além disso, há outro problema, pontuou o segundo ascensorista. Quem representaria esta alternativa supostamente nova e melhor? "Para chegar longe na política tens que jogar o jogo. Uma pessoa 100% honesta nunca o jogaria", lamentou.

    sábado, 27 de agosto de 2016

    PF indicia ex-presidente Lula, Marisa e mais três em processo da Lava Jato

    Adriana Justi, Alana Fonseca, Bibiana Dionísio e José Vianna Do G1 PR e da RPC Curitiba

    Polícia Federal (PF) indiciou, nesta sexta-feira (26), o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a mulher dele, Marisa Letícia, e mais três pessoas por crimes como corrupção ativa, passiva e lavagem de dinheiro.

    O indiciamento foi protocolado no sistema eletrônico da Justiça Federal, no Paraná, no início desta tarde. Os cinco são investigados por supostas irregularidades na aquisição e na reforma de um apartamento tríplex do Edifício Solaris, no Guarujá, no litoral de São Paulo, e no depósito de bens do ex-presidente.

    Os outros três indiciados pela PF são o ex-presidente da OAS, José Adelmario Pinheiro Filho (conhecido como Léo Pinheiro); o arquiteto Paulo Gordilho; e, por fim, o presidente do Instituto Lula Paulo Okamotto.

    Veja os crimes pelos quais cada um foi indiciado: 

    Lula - corrupção passiva, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro

    Marisa Letícia - corrupção passiva e lavagem de dinheiro

    Léo Pinheiro - corrupção ativa, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro

    Paulo Gordilho - corrupção ativa e lavagem de dinheiro

    Paulo Okamotto - corrupção passiva, falsidade ideológica e lavagem de capitais

    "Foi possível apurar que o casal Luiz Inácio Lula da Silva e Marisa Letícia Lula da Silva foi beneficiário de vantagens ilícitas, por parte da OAS, em valores que alcançam R$ 2.430.193,61 referentes as obras de reforma no apartamento 164-A do Edifícios Solaris, bem como no custeio de armazenagem de bem do casal”, afirmou o delegado federal Márcio Adriano Anselmo, que assina o indiciamento.

    O delegado afirma que a reforma no apartamento ocorreu possivelmente no segundo semestre de 2014. Eles afirmam que o valor estimado da obra foi de R$ 777.189,13; os móveis custaram R$ 320 mil; e os eletrodomésticos mais R$ 19.257,24.

    No documento, o grupo de trabalho da PF para a Operação Lava Jato expõe conversas e trocas de mensagens entre os investigados e ainda fotos do tríplex.

    O delegado Márcio Adriano Anselmo menciona "estranheza" pelo fato de Lula negar conhecer Paulo Gordilho, sendo que os dois aparecem juntos em fotos, “demonstrando dessa forma haver relação de proximidade entre os mesmos”.

    Granero

    De acordo com a Polícia Federal, foi possível depreender que a OAS pagou por cinco anos(entre 2011 e 2016) R$ 21,5 mil mensais para que bens do ex-presidente ficassem guardados em depósito da empresa Granero.

    Os pagamentos totalizam, conforme citado pelo delegado, R$ 1,3 milhão. Segundo ele, o montante corresponde a vantagens indevidas pagas pela Construtora OAS em benefício de Lula.

    Conforme a PF, as obras de reforma do sítio em Atibaia, no interior de São Paulo, são objeto de apuração em outro inquérito. O mesmo ocorre em relação às suspeitas de que a Lils Palestras – empresa do ex-presidente – foi utilizada para receber valores de empresas citadas na Lava Jato.

    O ex-presidente da OAS já foi condenado no âmbito da Operação Lava Jato, em primeira instância, a 16 anos e quatro meses de prisão acusado de cometer os crimes de corrupção ativa, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

    Outro lado

    O advogado do ex-presidente da ex-primeira-dama, Cristiano Zanin Martins, afirmou em nota que as conclusões do relatório da PF que indiciou ambos e mais três pessoas por crimes como corrupção ativa, passiva e lavagem de dinheiro "tem caráter e conotação políticos e é, de fato, peça de ficção".

    Segundo Martins, o relatório parte de falsas premissas e contem erros jurídicos. A defesa de Lula repudiou veementemente o indiciamento de seus clientes. Ele acusa o delegado responsável pelo inquérito de não ser isento para fazer a investigação.

    O Instituto Lula e a defesa de Paulo Okamotto informaram que, como não tiveram acesso aos detalhes do indiciamento, não têm como se pronunciar. Por meio do Instituto Lula, o ex-presidente reiterou que não é proprietário de nenhum imóvel no Guarujá.

    O G1 ligou para Edward de Carvalho, advogado de Léo Pinheiro, mas, até a última atualização desta reportagem, ele não havia atendido. A ligação para o celular de Paulo Gordilho é direcionada para a caixa postal, e a reportagem também tenta contato com a empresa Granero.

    eleições 2016


    MPPE recomenda suspensão de festa em Maranguape II

    O Ministério Público de Pernambuco (MPPE) recomendou ao município de Paulista que, no âmbito de suas atribuições e poder de polícia do controle urbano, abstenha-se imediatamente de autorizar a realização do evento Aniversário de Maranguape II, no dia 4 de setembro, adotando as providências concretas cabíveis, sob pena de sujeitar-se às responsabilidades legais. O MPPE também recomendou aos organizadores responsáveis pela realização do evento que imediatamente se abstenham de promovê-lo, adotando as providências concretas cabíveis para a sua suspensão ou cancelamento.

    A comemoração tem o público esperado de 8 mil pessoas, com programação de um trio elétrico e cinco bandas, das 15h às 23h.

    De acordo com a promotora de Justiça Mirela Iglesias, um expediente oriundo da Polícia Militar de Pernambuco (17º BPM – 3ª Secção), acompanhado de documentos, chegou no dia 16 de agosto à 4ª Promotoria de Justiça de Defesa da Cidadania de Paulista, noticiando que as solicitações de policiamento para o “Aniversário de Maranguape II” não serão atendidas.

    “A falta de suporte preventivo e ostensivo dos órgãos de Segurança Pública aos eventos em questão traduzem iminente e grave risco de danos irreparáveis ou de difícil reparação à ordem pública e à incolumidade física dos cidadãos, participantes ou não, com possível incremento da criminalidade, sobretudo diante do usual consumo de bebida alcoólica em tais circunstâncias”, explicou a promotora de Justiça no texto da recomendação.

    A promotora de Justiça também argumentou que o local previsto para a realização do evento é inapropriado, pois se trata de uma área residencial, e eventos de tal natureza e porte geram diversas queixas de perturbação de sossego e poluição sonora, além de vários atos de vandalismo, depredações e crimes.

    Além disso, segundo se extrai da documentação, o responsável pelo evento não atendeu ao disposto na Lei Estadual nº14.133/2010 (Lei de Grandes Eventos), bem como não apresentou as autorizações da Secretaria de Desenvolvimento Urbano, Secretaria do Meio Ambiente, Vigilância Sanitária, Secretaria de Trânsito e Mobilidade Urbana, e Corpo de Bombeiros.

    A Secretaria de Desenvolvimento Urbano de Paulista e os organizadores do evento devem informar ao MPPE, no prazo de até cinco dias a partir do recebimento da recomendação, se acata ou não as medidas recomendadas.

    A recomendação foi publicada no Diário Oficial desta sexta-feira (26).

    O Recife recebe museu de cera itinerante

    Roberta Jungmann

    Daniel Craig, Amy Winehouse, Steve Jobs, Usain Bolt, Barack Obama e Jack Sparrow são alguns dos 40 bonecos de cera que o público vai poder conferir a partir do dia 15 de setembro, no RioMar, com a mostra itinerante do Dreamland Museu de Cera. Deve ser atração para lá de disputada, já que é para toda a família.

    Corpos de três brasileiras são encontrados em Portugal

    Folha-PE

    Os corpos de três jovens brasileiras foram encontrados nesta sexta-feira (26) na vila de Tires, em Portugal, dentro do fosso de um canil. As mulheres tinham entre 18 e 25 anos de idade e estavam desaparecidas desde fevereiro. Uma das moças estava grávida. As informações são do portal luso Sapo.

    O autor dos crimes confessou os assassinatos e era namorado da grávida. O homem, que já estava no Brasil, confessou o crime e informou onde os corpos estavam. Ele foi achado pela polícia brasileira, que atuou junto com a portuguesa.

    A polícia local já havia feito buscas na região uma vez que ele era o principal suspeito e trabalhava na localidade.

    Os corpos estavam em avançado estado de decomposição e apresentavam sinais de que foram colocados no local há muito tempo. Para a busca, foi preciso retirar a água do tanque.

    Mercadinhos de bairro oferecem preços mais baixos que supermercados, aponta pesquisa

    Diferencial dos mercadinhos é o preço baixo, aponta pesquisa
    Foto: Sérgio Bernardo/JC Imagem

    Yasmin Freitas
    JC Online

    Abastecer a dispensa nos mercadinhos de bairro está mais barato para o consumidor do que se dirigir a um supermercado. É o que conta um levantamento do instituto especialista em pesquisa de mercado GFK com a participação de 400varejistas de todas as regiões do Brasil.

    Os resultados do estudo mostram que, enquanto no pequeno negócio, a cesta básica com 35 itens de alimentação, higiene e limpeza sai por R$ 233,81, nos supermercados, o preço médio é de R$ 232,49. Embora a diferença ainda seja pequena, esta é a primeira vez em cinco anos que os mercadinhos de bairro saem na frente, e o pequeno negócio pode despontar ainda mais. O segmento tem crescido durante a crise econômica e faturou 7% a mais em 2015 na comparação com o ano anterior. 

    “O atual ritmo de crescimento econômico e a mudança de hábitos de consumo desenham novas tendências. A pesquisa mostra que o pequeno varejo está enfrentando as dificuldades e continua crescendo”, afirma o presidente da Associação Brasileira de Atacadistas e Distribuidores (Abad), José do Egito Frota Lopes Filho. Em todas as regiões do País, a inflação nos mercadinhos de bairro foi menor que nos supermercados. Especialmente no Nordeste, a diferença foi de 18,3% (grandes estabelecimentos) contra 12,2% (pequenos negócios). 

    Isto acontece porque o consumidor, de renda achatada, está cada vez mais exigente, e o dono dos mercadinhos de bairro tem pensado duas vezes antes de repassar seus custos. “São negócios em que o dono é muito mais próximo do cliente, e o enxugamento dos lucros faz parte da estratégia de manter um preço mais competitivo e, assim, manter uma clientela fiel enquanto durar a crise”, diz o diretor de varejo da GFK Marco Aurélio Lima.
    PROMOÇÕES

    Proprietária do Mercadinho do Gordo, na área central do Recife, há quase um ano e meio, a empresária Vanessa Priscila confirma estar evitando elevar os preços dos produtos, e afirma que tenta sempre oferecer promoções nos itens mais procurados. “Tento comprar na maior quantidade possível para poder baratear o preço e vender mais em conta. Não tem isso de comprar barato e vender caro. Se teve um preço bom, a gente aproveita para fazer promoção e o pessoal levar mais.” 

    Para oferecer preços cada vez mais baixos, a forma de abastecimento dos pequenos mercados também mudou. Um dos grandes destaques foi o crescimento do formato cash & carry, representado pelos atacarejos ou atacados, atualmente com 26% de participação no abastecimento dos mercados. “É uma forma de diminuir nosso custo com transporte, porque a distribuidora deixa na porta, mas vai cobrar mais caro”, explica Amanda Santos, proprietária do mercadinho Boa Vista.

    No Cafézinho debate sobre o impeachment e o guia eleitoral



    Blog da Folha

    O programa o Cafezinho discutiu a expectativa do guia eleitoral no Recife e as estratégias dos principais candidatos ao cargo majoritário. Outro ponto do debate foram as novidades sobre o julgamento do impeachment da presidenta afastada Dilma Rousseff (PT)

    SUJEIRA NAS RUAS DE ITAMARACÁ

    O serviço de coleta do lixo em Itamaracá é bastante precário, em algumas localidades o caminhão demora para fazer a limpeza. Na Rua algaroba por exemplo, localizada no loteamento Praia do Forte, o lixo vem se acumulando, tornando o ambiente agradável para a proliferação de ratos e insetos. Peço a Prefeitura que tome providencias.

    Fernando Melo - Cidadão repórter

    Dia do Psicólogo - 27 de Agosto


    quinta-feira, 25 de agosto de 2016

    Eleições 2016


    Alepe quer criar prazo para pagamento de emendas parlamentares

    Proposta foi aprovada na Comissão de Finanças da Alepe e seguirá para o plenário
    Foto: Jarbas Araújo/Alepe

    JC Online

    Uma emenda incluída na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) do próximo ano pela Comissão de Finanças prevê que o Governo do Estado tenha que liberar metade do valor das emendas parlamentares impositivas dos deputados estaduais até o mês de junho e a outra metade até o dia 30 de setembro. Em anos eleitorais, o valor das emendas seria pago até a votação do primeiro turno.

    A emenda é uma reação dos deputados ao contingenciamento do Estado. Dos R$ 70 milhões de emendas apresentados para este ano, apenas R$ 8 milhões foram pagos pelo governador Paulo Câmara (PSB) até agora; o que tem causado queixa entre os parlamentares. O mesmo valor deve ser mantido para o próximo ano, o que permite a cada deputado estadual destinar R$ 1,43 milhão no orçamento estadual.

    “Você vai numa comunidade, promete uma barragem ou uma escola, e depois não pode voltar lá porque o dinheiro não foi liberado”, argumenta o deputado Romário Dias (PSD), autor da emenda.

    Romário apresentou o texto como uma alternativa a diversas propostas colocadas pelos deputados na hora, e defende que as emendas são importantes para geração de emprego e renda e para movimentar o comércio em cidades do interior.

    “Normalmente o governo precisa economizar entre os meses de outubro a dezembro para arrecadar o décimo terceiro. Sou contra dar prioridade a isso e deixar os servidores de lado”, explicou, sobre o prazo para pagar as emendas.

    Nos bastidores, a nova regra foi vista como uma forma de enquadrar o governador Paulo Câmara. Desde 2014, por proposta do então governador Eduardo Campos, as emendas ao orçamento de Pernambuco são impositivas, o que obriga a execução das emendas. O cronograma evitaria a demora no desembolso, como ocorreu este ano.

    Na Comissão de Finanças, parlamentares governistas como Eduíno Brito (PP), Eriberto Medeiros (PTC) e Henrique Queiroz (PR) apoiaram a proposta aprovada com facilidade. O texto da LDO, que servirá de base para o orçamento 2017, deve ser votado pelo plenário da Alepe na próxima terça-feira (30). Focada na campanha eleitoral, a oposição ainda não se mobilizou para barrar a mudança.

    Vice-líder do governo na Casa, o deputado Lucas Ramos (PSB) foi o único a votar contra a proposta na comissão. “Acho que a emenda é inconstitucional. Temos que levar em consideração um calendário fiscal que se encerra no dia 31 de dezembro. Com essa proposta, esse calendário será reduzido para 30 de setembro”, afirmou.

    Charge do Miguel - Jornal do Commercio


    MPF pede condenação de marqueteiros por corrupção e lavagem de dinheiro

    O marqueteiro do PT e sua esposa negociam um acordo de delação premiada com a Lava Jato
    Foto: Divulgação

    Estadão 

    O Ministério Público Federal pediu a condenação do casal João Santana e Mônica Moura, marqueteiros da campanha da presidente afastada Dilma Rousseff, em 2014 e 2010, e do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em 2006, pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Os procuradores da Operação Lava Jato pediram ainda à Justiça Federal que seja aplicada uma multa de R$ 1,5 bilhão aos réus pelos prejuízos causados à Petrobras, por desvios em contratos de construção de plataformas de petróleo, e o bloqueio de R$ 795 milhões dos seus bens.

    São réus nesse processo ainda o ex-diretor de Serviços da Petrobras Renato Duque, os ex-executivos da Sete Brasil Eduardo Musa e João Ferraz, o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto e o lobista Zwi Skornicki. Santana e Mônica Moura são réus acusados de receberam US$ 4,5 milhões do lobista da empresa Keppel Fels.

    A alegação do casal de marqueteiros do PT dada ao juiz federal Sérgio Moro - que conduz o processo - ao serem interrogados no início do mês, de que mantinha uma conta secreta na Suíça por onde receberam dinheiro de caixa 2 de uma dívida da campanha petista presidencial de 2010 não convenceu os procuradores.

    "João Santana e Mônica Moura sentiram-se absolutamente confortáveis, perante o Juízo, ao sustentar o álibi de que recebiam recursos não contabilizados por serviços prestados em campanhas eleitorais, tratando o agir ilícito como sendo 'a regra do jogo'", sustenta a Procuradoria, em alegações finais apresentadas à Justiça nesta quarta-feira (24) em ação penal em que são réus. A fase é uma das últimas etapas antes do juiz Sérgio Moro sentenciar os acusados.

    "Observa-se da conduta desses réus, bem como dos demais, o desdém perante as instituições e as regras vigentes na sociedade, comportando-se como se estivessem acima delas, as regras, suplantando sem qualquer remorso a esfera do público, da coisa pública, do interesse social por seus mais egoístas interesses pessoais", alega a Procuradoria.

    O marqueteiro do PT e sua mulher tentam um acordo de delação premiada com a Lava Jato. No início do mês foram autorizado por Moro a deixarem a cadeia, em Curitiba, onde estavam desde fevereiro, quando foi deflagrada a Operação Xepa. Em depoimento ao juiz no dia 21 de julho, eles alegaram que os US$ 4,5 milhões recebidos seriam referentes a uma dívida de caixa 2 da campanha de Dilma Rousseff em 2010 e afirmaram que praticamente todas as campanhas eleitorais no País envolvem caixa 2 como uma "prática de mercado".
    Contradição

    Nas alegações finais, os procuradores afirmam que Santana, "embora tenha tentado reconstruir sua tese defensiva com novos elementos, alegando desconhecer que os recursos eram provenientes de corrupção, também caiu em contradição: deixou evidente que, após o caso do Mensalão, sabia do risco de recebimento de recursos ilícitos no pagamento de campanha e que tal circunstância demandaria alteração na forma de agir, principalmente no que se refere à forma de recebimento dos recursos utilizados para pagamento das campanhas".

    "Tanto Mônica Moura quanto João Santana sabiam que os recursos recebidos de Zwi Skornicki eram provenientes de corrupção e consentiram em receber do empresário, três anos após a eleição da Presidente, a quantia expressiva de aproximadamente R$ 10 milhões."

    Os procuradores destacam a atuação de Santana com o PT, para apontar a relação de beneficiário do esquema de corrupção na Petrobras, controlado segundo as denúncias pelo PT, PMDB e PP. "Em consequência do trabalho estratégico desempenhado para a manutenção do Partido dos Trabalhadores no poder, João Santana e Mônica Moura recebiam parte da vantagem indevida paga em favor do Partido dos Trabalhadores em decorrência dos crimes praticados contra a Petrobras".

    "Enquanto João Santana estabelecia os contatos com os políticos e agia como uma espécie de consultor, tanto dos altos governantes quanto do partido político, Mônica Moura adotava as providências operacionais para recebimento dos recursos auferidos ilicitamente pelo Partido dos Trabalhadores e repassados ao casal. Tanto João Santana quanto Mônica Moura tinham pleno conhecimento de que tais recursos haviam sido auferidos pelo Partido dos Trabalhadores em decorrência de crimes praticados contra a Petrobras", afirmam os procuradores.

    No primeiro clássico "internacional", Santa e Sport ficam no 0x0

    Paulo Henrique Tavares
    Folha-PE

    O zero teimou, e venceu tanto Santa Cruz quanto Sport, nesta quarta-feira (24), na Arena Pernambuco, em jogo válido pela Copa Sul-Americana. No primeiro clássico das equipes em âmbito internacional, chances foram criadas, mas o placar permaneceu no 0x0. Melhor para os tricolores, mandates do jogo, que jogam por qualquer empate com gols, na próxima quarta-feira, para seguir na competição. O ponto negativo ficou por conta da presença de público. Apenas 5.517 torcedores estiveram nas arquibancadas, superando o então pior público já protagonizado em Clássicos das Multidões na história - em 2000, com 6.001 torcedores. O próximo encontro acontecerá na próxima quarta-feira (31), às 21h45, mais uma vez, na Arena Pernambuco.

    O Santa Cruz merecia melhor sorte ao final dos primeiros 45 minutos. De fato, demorou para os tricolores entrarem em campo. O Sport chegou a atingir picos de 61% de posse de bola e havia criado as melhores oportunidades no início do jogo. Mas quando os corais encontraram seu jogo, foram superiores. O gol, que inauguraria o placar, ficou preso na garganta da torcida tricolor por conta da constante ineficiência da equipe nas finalizações. Ao todo, dez foram às oportunidades desperdiçadas pelos comandados de Doriva. Apenas um chute foi direcionado ao gol, e tantos outros - não computados - com furadas dos volantes Uillian Correia e, principalmente, Derley.

    Um dos fatos que contribuiu para o futebol mais próximo da vitória desempenhado pelos corais foi a presença do meia Pisano. O jogador foi o responsável pela construção das melhores chances, com passes que encontravam a velocidade de Keno e a presença de área de Grafite. Além disso, o meio de campo rubro-negro pouco se encontrou no jogo. Paulo Roberto voltou a não fazer uma boa partida, com muitos espaços deixados, e Rithely pouco contribuiu. Outras peças nulas do Leão estavam espalhadas pelo setor ofensivo. Apenas Rogério conseguiu promover algum trabalho aos defensores adversários.

    O início de segundo tempo revelou o mesmo filme protagonizado pelas duas equipes. Enquanto o meio de campo rubro-negro pouco produzia, com Everton Felipe e Gabriel Xavier abaixo do esperado, os tricolores dominavam o setor defensivo leonino. Não demorou para o técnico Oswaldo de Oliveira promover a primeira mudança, com a entrada e Luís Carlos Ruiz na vaga de Edmilson. Ciente da noite pouco produtiva, o Sport passou a apostar em contra-ataques. E essa estratégia acabou equilibrando o jogo, deixando em aberto sobre o que poderia acontecer.

    As substituições foram sendo providenciadas, na expectativa de mudança de panorama das duas equipes, mas a igualdade no placar parecia que não queria ser vencida. Com a contusão de João Paulo, Doriva acionou Danilo Pires. O Sport respondeu com Reinaldo Lenis na vaga de Everton Felipe, que não fez um bom jogo. Apesar das tentativas, o placar se manteve inalterado e o jogo terminou em empate.

    FICHA DE JOGO
    SANTA CRUZ 0
    Tiago Cardoso; Léo Moura, Danny Morais, Luan Peres e Allan Vieira; Uillian Correia, Derley, João Paulo (Danilo Pires) e Pisano; Keno (Marion) e Grafite (Wallyson). Técnico: Doriva

    SPORT 0
    Magrão; Samuel Xavier, Matheus Ferraz, Ronaldo Alves e Rodney Wallace (Mark González); Rithely, Paulo Roberto, Gabriel Xavier e Everton Felipe (Reinaldo Lenis); Rogério e Edmilson (Luís Carlos Ruiz). Técnico: Oswaldo de Oliveira.

    Local: Arena Pernambuco, no Recife
    Arbitro: Julio Bascuñan (CHI) 
    Assistentes: Marcelo Barraza e Christian Schierman (Ambos do CHI)
    Cartões amarelos: Matheus Ferraz, Paulo Roberto (Sport); Derley (Santa Cruz)
    Público: 5517
    Renda: R$ 71.085,00