sábado, 29 de outubro de 2016

Lava Jato investiga dois filhos de Cunha

Cunha ao embarcar em Brasília para Curitiba, onde está preso desde a semana passada

Congresso em Foco

As investigações da Operação Lava Jato atingem mais um filho do ex-deputado cassado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), preso desde a semana passada em Curitiba. O Ministério Público Federal apura se Felipe Dytz da Cunha e a irmã dele, Danielle Dytz da Cunha, ambos do primeiro casamento do peemedebista, praticaram corrupção e lavagem de dinheiro no esquema operado pelo pai. A informação é do jornal O Globo.

Felipe entrou na mira da força-tarefa depois que a Lava Jato descobriu que a GDAV, empresa que está registrada em nome dele e da irmã, recebeu R$ 1 milhão da GOL Linhas Aéreas entre 2012 e 2015, com a intermediação da agência Almap Publicidade e Comunicação.

Nesse período, ressalta a reportagem, empresas vinculadas à GOL repassaram mais de R$ 2 milhões a Jesus.com e C3 Atividades de Internet, empresas em nome de Cunha, Danielle e Cláudia Cruz, atual mulher de Cunha.

Danielle já estava na mira da operação pelo uso de um cartão de crédito abastecido por um dos trusts de Cunha. A defesa da publicitária alegava, no entanto, que ela não poderia ser responsabilizada por atos atribuídos ao pai. Agora, porém, os irmãos terão de convencer a Justiça de que não sabiam que a empresa deles era usada para lavagem de dinheiro. O ex-deputado confidenciou a amigos, antes de ser preso, que temia pelo futuro de sua família.

Os procuradores sustentam, no pedido que resultado na prisão do ex-parlamentar, que não há indício de que a GDAV e a Jesus.com “tenham prestado algum serviço efetivo de publicidade compatível com os valores repassados”. Os irmãos não foram localizados pela reportagem para se manifestar sobre a suspeita.

Ontem Eduardo Cunha teve duas derrotas na Justiça. A Justiça Federal em Brasília negou, em caráter liminar, pedido de Cláudia Cruz para participar do programa de repatriação e regularização de recursos enviados ilegalmente ao exterior. O prazo para adesão ao programa vence nesta segunda-feira (31). Ainda nessa sexta, o Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) rejeitou um pedido de liberdade feito pela defesa de Cunha.

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