sábado, 31 de dezembro de 2016

Taxa de oposição à Câmara será superior à do prefeito - Inaldo Sampaio

O governador Paulo Câmara terá uma taxa de oposição na Assembleia Legislativa, a partir de fevereiro, superior àquela que teve em seus dois primeiros anos de gestão. Bem verdade que a bancada oposicionista é pouco numerosa e que a maioria dos seus membros não fiscaliza o governo como deveriam. Os destaques são Sílvio Costa Filho, Teresa Leitão e Edilson Silva. Os petebistas Augusto César e José Humberto têm tido uma atuação bastante discreta e Ossésio Silva se preocupa mais com a defesa da raça negra do que com o desempenho global do atual governo. Os dissidentes Romário Dias e Álvaro Porto, ambos da bancada do PSD, têm sido mais críticos do governo do que muitos oposicionistas, o que deixa numa posição incômoda o líder deles Rodrigo Novaes. Já o prefeito Geraldo Júlio não terá problema com a oposição na Câmara Municipal. Tem o apoio de mais de 30 dos atuais 43 vereadores, e isso lhe basta.

O prefeito Geraldo Júlio não terá problema com a Câmara Municipal do Recife, onde tem uma maioria confortável


2012 serviu de lição
Na eleição de 2012, o então candidato a prefeito Geraldo Júlio (PSB) registrou em cartório seu programa de governo porque queria ser cobrado, em caso de vitória, pelo povo do Recife. A crise impediu que 70% de suas promessas não fossem cumpridas e isso deve ter-lhe servido de lição. Tanto que na campanha deste ano ele não registrou programa de governo para não correr o risco de cobrança dupla. 

Creches > Antes de passar o cargo ao sucessor, o prefeito Júlio Lossio (Petrolina) inaugurou mais 4 creches do programa “Nova Semente”. Agora são 180 unidades, beneficiando 10. 425 crianças. O programa custa R$ 50 milhões/ano, mas o prefeito eleito Miguel Coelho (PSB) diz que vai mantê-lo.

Economia > Com a transformação da URB, Emlurb, CTTU e Csurb em autarquias, a prefeitura do Recife deixará de pagar à União, de impostos, 40 milhões/ano. Só a Emlurb tem 1.690 servidores.

Escuridão > Turista argentino que passeava anteontem à noite pelas imediações do Parque 13 de Maio, no centro do Recife, decepcionou-se com a sujeira e a precária iluminação que existe no local.

Transparência > Repercutiu positivamente, em Moreno, a decisão do prefeito (em final de mandato) Adilson Gomes Filho (PSB) de prestar contas ao povo, em praça públicas, dos seus
4 anos de gestão.

Escassez > Como o prefeito Geraldo Júlio reduziu de 24 para 15 o número de secretarias, vão faltar cargos na prefeitura para acomodar representantes de todos os partidos que o apoiaram. Em 2014 o prefeito criou duas secretarias só para acomodar aliados políticos, mas isso não irá repetir-se agora.

Reserva > Garante o prefeito José Queiroz (Caruaru) que vai deixar em caixa alguns milhões para a prefeita eleita Raquel Lyra (PSDB) começar a trabalhar. Fernando Haddad (PT), em SP, diz que vai deixar para o sucessor, João Dória (PSDB), R$ 5 bilhões no cofre. Se for verdade, é exceção à regra.

Gastança > Para tirar o Brasil da crise, afirma o ex-presidente Lula, o remédio é o estímulo ao crédito fácil para que a população possa consumir. Sem crédito, diz ele, não há consumo, sem consumo as empresas não produzem, e a não produção acarreta desemprego. O raciocínio pode até ser lógico. Mas foi o estímulo à gastança irresponsável, inaugurada no governo dele, que deixou o Brasil quebrado e com cerca de 12 milhões de desempregados.

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