terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

"Aqui tem governo", diz secretário Gioia sobre convocar Força Nacional

Foto: André Nery/JC Imagem

Rádio Jornal

No dia em que a Zona Oeste do Recife viveu cenas de filme, com direito a um tiroteio com mais de uma hora de duração, carros incendiados e empresa de transporte de valores assaltada, o secretário de Defesa Social de Pernambuco, Angelo Fernandes Gioia aproveitou uma entrevista coletiva que já estava marcada para falaro sobre a segurança no carnaval para garantir que a Polícia Militar agiu à altura do problema e que a segurança no estado não está sendo deixada de lado. O gestor da SDS também considera que não é o momento de convocar a Força Nacional.

De acordo com o secretário, a PM agiu conforme orientação específica para esse tipo de caso e que não era possível ter uma ação mais agressiva, com perigo de colocar a vida da população e dos próprios policiais em risco. "Nós evitamos o combate por que o combate coloca em risco a segurança da população e também nossos policiais. Acionada, a nossa rádio patrulha agiu rapidamente", diz.

Sobre o momento de insegurança vivido no Estado, o secretário afirmou que não vê necessidade de chamar o Exército ou a chamada Força Nacional. "Se houvesse necessidade da convocação, nosso governador Paulo Câmara já teria feito, a despeito do que foi feito no Espiríto Santo", disse. "Aqui tem comando, aqui tem governo, aqui tem polícia", completou.

O secretário ainda considerou que a convocação não teria ação efetiva. "Eles não conhecem o terreno. Quem conhece Pernambuco são esses homens e mulheres daqui, policiais e bombeiros", disse. 

PM no controle

De acordo com o secretário, "a polícia tem codições de fornecer segurança à população". Questionado sobre a insatisfação da tropa com as negociações salariais com o Governo do Estado, Gioia disse que "não é que a tropa está insatisfeita. Nós temos lançamentos extraordinários dentro da normalidade. A questão dos salários e das carreiras, isso já foi resolvido", disse.
Carnaval

Em relação aos PJES, o secretário diz que a adesão é voluntária, ao contrário das escalad de policiamento no carnaval. "Ainda que a polícia não seja onipresente, ela está na rua. As escalas para o carnaval são escalas impositivas, com pagamento de diária e folgas pós-carnaval", diz. "A presença da força nacional não iria afetar em nada a nosssa segurança", considerou. 
Quadrilha de fora

Para o secretário, a ação de quadrilhas especializadas em explosões de bancos e assaltos a transportadoras de valores é uma ação nacional. "Que é quadrilha interestadual, não temos a menor dúvida. Até pelo modus operandi. A nível de território naciona, nós temos algumas semelhanças", disse. "O tempo não é o tempo que gostaríamos, mas certamente eles serão alcançados. Se não hoje, nas próximas semanas", completou, respondendo a uma pergunta sobre a prisão dos responsáveis.
Responsabilizar as empresas

Ainda durante a coletiva, Gioia diz que é preciso mudar a legislação para cobrar maior responsabilidade das empresas que trabalham com segurança, transporte ou transções envolvendo dinheiro. Nessa categoria, o secretário inclui os bancos. "Precisamos mudar a legislação para impor restrições a essas empresas de operação financeira para que elas cumprarm suas obrigações", disse. "Esse galpão é um local coberto com telha de amianto ao lado de um posto de gasolina. Se houvesse contaminação de explosivos e eles atingissem o posto?", disse, sobre a instalação física do galpão da empresa Brinks. "Eu pergunto: está dotada essa empresa de meios para transportar valores com segurança?", finaliza.

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