quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

Documentário resgata o assassinato de Pedro Jorge, o procurador que denunciou o “Escândalo da Mandioca”

Procuradoria Regional da República da 5ª Região

O assassinato do procurador da República Pedro Jorge de Melo e Silva, que investigou e denunciou os envolvidos no chamado “Escândalo da Mandioca”, um dos maiores casos de corrupção da década de 80 com repercussão nacional, completa 35 anos em março de 2017. Para preservar a memória desse fato e homenagear o mártir do Ministério Público Federal (MPF), a Procuradoria Regional da República da 5ª Região, em parceria com a Universidade Católica de Pernambuco, está produzindo o documentário “Pedro Jorge: uma vida pela justiça”. O lançamento acontecerá no dia 27 de março, às 19h30, no Cinema São Luiz, em Recife, com entrada gratuita.

Pedro Jorge foi assassinado no dia 3 de março de 1982, ao sair de uma padaria no bairro de Jardim Atlântico, em Olinda, quando acabara de comprar pão e leite que levaria para o jantar em casa. O pistoleiro Elias Nunes Nogueira disparou três tiros contra o procurador, a mando do ex-major José Ferreira dos Anjos, um dos beneficiados pelo esquema de corrupção que estava sendo investigado por Pedro Jorge. Ele já vinha sofrendo ameaças dos denunciados e pressões para abandonar o caso, mas decidiu seguir em frente com seu trabalho e acabou morto. O desvio de recursos federais ocorria na agência do Banco do Brasil de Floresta, no Sertão do estado, e chegou a somar quase R$ 34 milhões, em valores atuais, segundo cálculos da Advocacia-Geral da União.

O curta-metragem, que está sendo produzido sem fins lucrativos e com recursos e pessoal próprios, tem a participação do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, dos ex-procuradores-gerais da República Geraldo Brindeiro e Aristides Junqueira, do arcebispo de Olinda e Recife, dom Fernando Saburido, da viúva de Pedro Jorge, Maria das Graças Viegas, e de suas filhas, Roberta e Marisa, entre outras personalidades.

Para o lançamento do documentário “Pedro Jorge: uma vida pela justiça”, será reservada uma cota de ingressos para o público, que poderão ser retirados na bilheteria do cinema uma hora antes do evento. Após a exibição, será promovido um debate com participação de Maria das Graças Viegas, da jornalista Letícia Lins, que cobriu o caso na época, e do advogado Gilberto Marques, que foi assistente de acusação no processo criminal que levou à condenação dos assassinos de Pedro Jorge.

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